quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Kingdom of Possession.


Negar... É o que eu mais tenho feito, e a verdade está escondida debaixo de minha eterna armadura de orgulho, o que me corrói. Talvez seja benéfico guardar, enterrar dentro de mim o que não faz mais sentido. Não havia apenas tu neste reino de perturbações, havia mais... Mais uma mente e um pulsar firme no qual me importo em manter forte e imutável: meu eterno ego, meu escudo negro, meu eu. Não apenas - não mais - o teu inimigo: o meu orgulho antigo; o que tornou-se meu eterno narcisismo de viver.

A tua coroa partiu-se em mil e um pedaços de possessão - que não mais lhe pertence. És previsível demais, em todas as tuas atitudes e olhares desconfortáveis... Não possui veracidade em tuas palavras, apenas tua repressão por medos infantis. Ou talvez não seja nada disso, ou nunca fora... Não há mais “talvezes” por estas bandas... Foi-se o incontrolável imperador do tempo, e a memória falha em tentar perceber o teu devir agir, o meu ser narciso aceitar. Onde está o velho herói dos sonhos épicos?

O amor fora tampouco, mas ao mesmo tempo constante e fugaz, para que não fora eterno também. O restante de dúvidas causam a eternidade de cada momento de súplica, de cada perda de fôlego em meio ao fim de tarde, onde as respostas não surgiam em meio ás lágrimas de sangue de dores que desatinavam em meio a guerra de anseios. Não há mais nada, e tu não estás mais aqui para me convencer de que tudo voltará a ser real, em algum momento em que eu puder me libertar de minha própria alma. Alma afiada que me corta, ao tentar tocá-la.

Chega ao fim, o conto épico sem final. Sem morte, eternidade... Nem mesmo fim, em lugar algum, pois as páginas foram deixadas em branco... E aqui, quem vos fala, cansou-se de escrever... Cansou-se de sentir, causou-se da infinidade de pertencer apenas a este papel. O teu reino de possessão e luxúria vai á ascensão do declínio de toda minha dor, que vai sem previsão de aqui estar novamente.


"Dahlia bathed in possession."

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

In The Shadow.

Então você se apega apenas a suas palavras, e nada mais pode sentir. Há uma brisa gelada dentro de ti. Não há mais nada além disso... Foi o que restou, depois que nada mais foi possível sentir, e nem mesmo respirar. É tarde demais para reparar carências antigas, para recomeçar como se não houvessem rachaduras para impedir uma nova vida sobre as lembranças.

A vida foi fugaz por si, e muito deixou para me assolar. Mas agora, nada mais sei, nem mesmo como sentir o que é, ou poderia ser real. É apenas um império de vazio que justifica o fim, o fim que ao menos me deixou respirar, porém me deixou sangrar. Um império de sujeira, e de medo, um império de sentimentos congelados por gelo nórdico.

Devo a mim um único perdão, por deixar a distimia tomar conta de tudo que ainda possuía cor, e não estava sujo por lágrimas de sangue. Devo me perdoar por me deixar morrer, como uma pedra que cai precipício abaixo. As sombras tomaram conta de tudo que ainda me era utópico e nostálgico, até que meus anjos se tornaram fantasmas. E a face de meus antigos heróis, hoje não passam de cadáveres mal decompostos. Frágil é a vida, frágil é sentir, frágil é possuir. Um dia se é vivo, e no outro não passa de um fantasma inerte diante da sepulto do que costumava a ser, sem dali poder voar.



Caia, caia então. A tua queda livre, o teu declínio diante de tuas faces fantasmagóricas e tua overdose de vazio imundo. Porque agora, é incapaz de sentir quaisquer humilde dor de amar, perder e precisar. Tornou-se o que sempre quis ser, apático e impermeável a qualquer dor e carência a se exaltar. O que então, tornou você a ser assim? Não és nem a sombra do que fostes ontem... Ou em outra vida.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Todas as desculpas.


As pessoas se encontram em outras, pelo simples fato de terem fraquezas e carências em comum. A empatia do sofrimento. Dor é o que realmente te faz humano, te faz chegar ao fundo do poço... Mergulhar fundo em todas as emoções que existem dentro de ti, o porão sombrio dentro de cada velho abandonado.

Viver sufoca, viver corrompe. Viver é um exagero, porque há algo no caminho o tempo todo, há sempre um equívoco a tudo que és, e ao que não és. Há um paradigma sórdido, a tua classificação, a tua reputação, mas também há a verdade inerte dentro de uma caixa em forma de coração: a tua contradição para com o mundo. Enquanto apontam-te o dedo, por seres uma anomalia, quando na verdade eles realmente te querem, abate para fazeres parte.

Floresça então, dentro desta sociedade apática. Sem paz nem amor, apenas dois dedos, e uma música maçante que digeres em teu planeta alienado: a tua mente. Este é teu frívolo viver moderno. Todos se dizem sofrer pelas mesmas coisas, pelo mesmo cotidiano pífio para sermos os mesmos em todos os sentidos. Mas será que no íntimo de cada um a essência foi diminuída por esse soberbo poder externo de condicionar?

A vida te fode, e ninguém morre virgem. Essa é a verdade posta a nossa frente. Não somos visionários, pois possuímos as mesmas dores de séculos passados, somos a infecção dos pulmões do mundo. E não há chá de poejo que nos faça parar de tossir, e exaltar nossas carências.

Somos todas as desculpas do mundo, elas nos safam da verdade. Elas querem inibir o poder de sermos humanos. O poder de viver, amar, errar e morrer. É... eu realmente desejaria ser como és, poucos problemas enquanto vives. Estás dopado de toda a essência capitalista, todo o poder de inibir a tua liberdade. Todo o poder que exerce a homofobia, os culpados pela fome, dor e desigualdade.

E diante disso, aceitar todas as desculpas te faz o maior culpado. E te rebaixa ao nível mais inferior de humanidade real. O que mais poderias ser? Todas as desculpas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Arquétipo do viver.


Não é meu coração que está partido. Porém, existem pedaços de mim pelo chão. Partes que não possuem quaisquer definição. E hoje, podes mergulhar em meus olhos, mergulhar profundamente em sangue injetado que lá está. Porque fúria, foi o que deixaste, antes de me deixar morrer. És como algo no caminho, mais que isso, és como uma infecção mente a dentro.

Palavras são como chamas. Lembranças são apenas equívocos utópicos. Vazio é insistir. Vai, e vai... Até que o que costumava ser torna-se poeira, relentando-se diante da vida. Quimérico é o passado, quimérico é o destino, arquétipo do viver inocente de um velho anjo morto.

A verdade intravenosa é o que deveria te afogar. O teu doce amargo sacrifício, a morte de várias de tuas pernosas para que novas possam nascer. Mas mesmo que exista a chance de recomeçar, as marcas não negam o que se deixou morrer. Por orgulho e solidão.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Angels lie to keep control parte II.


Amor é como um suícidio indiretamente encomendado. Mas que está dentro de uma grande caixa, que te ata em um laço maior ainda... Para que faças parte deste embrulho desastroso.

O amor mata. O amor é humano. O amor é finito. Duvidoso suplício que nos faz mergulhar.

Idealize o poder imune e amoroso ao que nos é racional: Idealizações não passam de ilusões que tentam tocar a perfeição. Não há! Não somos primorosos o suficiente para tanta pretensão. Somos seres inacabados, assim como o amor foi criado, mas sem conclusão... Longe de discernimos o suficiente para sermos plenamente felizes e ao mesmo tempo livres.

Não poderás lutar com as lágrimas que virão... E tua vida atirada a outro alguém, que ali para ti não está. És volúvel, amor... És limitado? Não és recíproco! Não irás voltar quando a chuva cessar? Não renovo esperanças inerentes. És um equívoco, és um, apenas e mais um. Vai e vem, mas não volte. Fuja para que eu me encontre.

Eu não me perco! Não me perco mais. Sou amarga, sou sórdida e tola... Fui amante. Sou constante. Sou fria. Sou humana. Sou um anjo que mente para manter o controle.

Parte I

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Portas fechadas para memórias.


Enquanto Nietzsche afirma que só é feliz quem tem memória fraca para reviver inúmeras vezes a mesma coisa com o mesmo olhar... O epicurismo diz o oposto, as boas memórias constituem a felicidade. Sobretudo, o que no passado foi bom, no presente pode tornar-se um suplício, e já não é tão reconfortante lembrar. Já não é como a primeira vez. Torna-se amargo por si, desatina a dor de não ser e ter o que não é e não se possui.

Venho a procura do êxtase. Mas não sei qual e nem qual chave dos meus sentimentos usar.

Talvez o que eu procure seja o quê que me leve ao fundo do posso com minhas emoções mais intensas e frias. Ou de mudanças repentinas e desiguais, no ápice de um pouco de liberdade e desordens, mas desordens que valham a pena descoscertar o que há, para o que virá. Talvez sejam estes os ápices de sentir passados. E o que eu preciso é ter um pouco de memória fraca... Que falhe nas lembranças que me fazem não sentir muito. Poder estar diante das mesmas coisas, e sentir o gosto da primeira vez. Mas a verdade seva é que êxtases... Nós não procuramos, porém, eles nos procuram, como uma epifania em um dia em que a distimia te roube alegria.

Mas o que realmente fica, são memórias, impressões. Elas nos fazem felizes... Ou tristes, e quando não se tem memória fraca... O foco de pouco querer sofrer se opõe as memórias frustrantes, aos anjos que viram fantasmas. A vida que se esvaída por viver. Abra a porta, pois o que é vida é de ti, de dentro para fora.


"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez." (F. Nietzsche - Frase atribuída)

"Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais." (Epicuro - Carta a Meneceu)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Wasting love.


Eu não consigo escrever...
Apenas isso. É, não é apenas isso... Eu também não consigo sentir. Ou se sente, ou não. E está sendo assim. O que existe, é apenas angustia e medo de tomar decisões em falso... Como se ninguém pudesse fazer meu dia melhor, ou me tirar de uma doentia solidão.

Eu desperdiço amor, por todos os lados, e estou convicta disso. Mas meu coração quer estar inerte diante de todo este equívoco que a vida faz de ser. Pessoas desvanecem e declinam, e algumas mostram a realidade de quem são.

Meu amor amante, algo brigante, como a luz da Lua entre nuvens. Amor vital, paternal, maternal... O martírio. E é ai que o erro vem com tanta intensidade, que minha mente entra em transe: o tempo passa... É o que há de mais incontrolável na vida! Não és eterno, feliz e nem jovem por toda a vida... “Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.

É o passar por dias vazios. Desperdiçando intensidade, com cigarros, café e o velho Rock ‘n’ Roll.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Anywhere.


Alguns sentimentos são como as águas de um rio... Nunca será como a primeira vez. Ninguém entra no mesmo rio duas vezes. Águas passam enquanto o mundo suspira a dor da existência. É assim que a vida me faz sentir... Quanto mais tu luta e te esforça para encontrar a essência do sentir, a impressão da primeira vez permanece intacta dentro da mente de quem se desprendeu por vontade, ou sacrifício, por uma imensa contradição ilícita.

O que leva a indiferença dentre o que é ser humano: o verdadeiro sentir. De uma forma sincera e bruta, porém sutil, relato minha verdade, que talvez seja a única certeira: Diante de que é meu mundo ser e sentir estão eternamente ligados. Pois tu és uma somatória de sentimentos, o que proporciona tuas experiências vitais, só assim podes ser um verdadeiro humano, o sentir inato, a tua epifania a luz da manhã fria e calma.

E então, talvez tudo esteja mais claro. Mas minhas cicatrizes são enfáticas, pois amor verdadeiro é suicídio inerente com o sentir simultâneo... Como pólvora dentre os neurônios de um insano, e uma estaca peito ao meio. O que tem poder de corromper, desgraçar, sangrar... Mas com um tanto de idealização doce e amorosa. O que eu não sei mais, por em prosopopeia, na minha justa prática de escrever e matar um pouco do que aenti, ou fortalecer...

Talvez eu ainda procure, apenas para ser um tanto humana e venturosa, mesmo que por nostalgia. Mas, com o tempo, e como rio, o devir age diretamente fazendo com que a vida seja mutável e efêmera... Na morada da juventude e do inesperado, o verdadeiro surpreendente e livre. O que o vento e o tempo carregam com leve tom fugaz e traiçoeiro... Que desaparece, assim como o que fui e foi, e sou. Assim como os surtos da tua mente em um dia pífio, em algum lugar diante da luz do nascer do dia.

...Where love is more than just your name.

sábado, 27 de novembro de 2010

Presto.

Eram mais das sombras que ali estavam, vistas pela última vez desde seu último encontro com a morte. Todo o ápice de seu declínio. Seus olhos ardiam, seu corpo estremecia como se sua alma pudesse saltar para fora. O tormento de nem se quer compreender o que era tudo aquilo. Milhões de viagens a caminho de todas as suas outras dimensões jamais exploradas.

E então, ele se perguntava, após voltar a si com uma taça de vinho tinto transbordando, sentado sobre uma poltrona de costas para a janela que dava direto para o vale, questionou-se: “E se eu morresse amanhã?” Um dos velhos poemas (e único) que decorara na infância por livre e espontânea vontade. Pensara que as sombras fossem sinais de que a qualquer instante pudesse partir para uma dimensão divina, ou, talvez fosse mais uma das tantas falhas de suas faculdades mentais, o que nunca admitira.

Talvez seja cedo, ou tarde para partir. O mundo faz com que eu prossiga com todas as minhas dúvidas plenas de declínio e doces de sacrifício por não presumir. E se eu morresse amanhã? A aurora não presenciaria os momentos a brisa, com minha eterna amada... Na qual nem pudera conhecer ou tocar. Aquela presente em meus sonhos e resenhas eternamente intímas, pois essa fraqueza não deixei a mostrar.

Se eu morresse amanhã, alguns rostos mostrariam satisfação ao ouvir a marcha fúnebre de Chopin ás seis e meia da tarde, enquanto os corvos estariam velando meu corpo. Para que segundos depois pudessem se aproveitar de minha carne e beber o meu sangue até se debruçar sobre minha lápide, e gargalhar como Deus Zebu faria.

Mas juntamente com o triunfo de minha morte, a dor se esvaeceria. E todo o pecado seria então dilacerado no momento em que eu virasse cinza ao vento, a poeira maldita. Que seriam levadas aos meus deuses. E as trevas teriam parte do ser inerte. Dono da brigada de todo a possessão do inferno na terra.


No mais súbito silêncio harmônico, profanou de todas as conjeturas em sua mente... Que na realidade não estava lotada de tanta insanidade, porém de profundidade. Sombras vagavam por volta de sua taça, puxando então sua mão. O barulho do vidro que espalhou-se pelo chão. O inferno não convidava a ninguém, apenas aterrorizava. E lá se foi uma alma sem discernimento de lá viver entre suas próprias sombras amargas, representadas por seus heróis (vilões) de infância.

O vinho fizera uma enorme mancha no tapete escuro, o cadáver descasava com um semblante sóbrio sobre a poltrona... Marcando um intenso fim silencioso. Hades comemorava como um cristão comemora em sua casa, em dia de ceia. Porém, comemorara pela eterna possessão, o que o divino jamais possuirá, mais um mortal doente pela vida. Foste algo breve...


Nota: A estória não tem ligação nenhuma com a autora.
@thhs_

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Focus.


Eu sempre soube separar tudo que se tornava prioridade, e o que se tornava mera ambição. Dúvidas são eternamente intoleráveis, mas algumas vezes é necessário sentí-las para sermos persuasivos e manter o foco. O tempo, é outro fato, não é eterno. Não temos total controle das fases da nossa vida. Um dia se é, e no outro passa-se a ser devir. Somos mutáveis, perfeitas metamorfoses. Mas existe um problema entre a lagarta e a borboleta: Onde é que queremos chegar, e o quanto mais sábios estamos?

Mil anos podem se passar para um ser inerte, a eterna pedra que chora a margem do mar... E será o mesmo inábil de mil e um anos atrás. Nem todos nós estamos adeptos a mudar, e aceitar a isso não como uma imposição, mas como algo integrante da vida, assim como a morte. Porém, a morte é algo uno. Maniqueísta, o fim – até onde conhecemos. E mudar, é arriscar a cada vez estar em um patamar da vida... Mais vivo, mais intenso, mais amoroso... E não negue, que a vida possui duas faces, boa e má, pra ser um tanto extremista. Assim, como és tu – inúmeras personas.

O dia da vida, sábio, é o último... Assim até o momento de uma morte triunfal. Assim, terás a visão pelos olhos de uma criança, que está disposta a descobrir o que é a vida, a cada respirar. Não deixe a terra parar, o mundo entrar em lapsos rotineiros. Conhecer a ti mesmo, e o que te rege nunca será o suficiente, mas a sua busca sim. Não pare, reinvente-se... Renove a tua essência, sem perder o princípio – humano, o foco para uma vida plena de liberdade... Ser.

domingo, 21 de novembro de 2010

Old dead angel.



Hoje eu lembrei que existe algo que pulsa. Porém, eu não tenho coragem de dizer o que é – ou era. Pois é... Eu perdi todas as minhas forças por dois simples motivos: a minha dor se foi, mas ela era a causa do meu ápice, todo o meu calor de sentir. E outro que parte de mim precisou entregar-se ao triunfo da morte, dor que foi para a sombras de um passado incógnito... Que de tanto me sufocou, e por fim me libertou desta forma irrelevante que temo por abranger.

Talvez olhes para mim, e tenhas a sensação de que este mundo de que falo não exista, ou jamais existirá. Armadilha da minha armadura apática! Eu realmente quero sentir pelo menos mais uma vez na vida o que é ser ápice, triunfo e ruínas na vida de alguém que é livre para morrer mil e uma vezes ao meu lado. Mas eu me nego com todas as forças em meus pulsos, me acovardo diante das chances que a vida está trazendo de volta com a maré... Após a imensa onda de dúvidas que me levou para o profundo inerte fim... Sem que me deixasse respirar, muito menos raciocinar sobre o que realmente poderia ser. Mas voltando a ser, porém inerte a sentir realidades...

E se eu esquecesse toda a minha vida? Voltasse a ter o olhar acriançado e impermeável por façanhas passadas, sem experimentar tal fruto proibido de errar? Mas eu matei todos os meus anjos, não desejo mais que me guardem, porque anjos também traem. E em algum momento, não necessitas mais que alguém te resgate de teus pesadelos, ou de seus medos repressores infantis. Sorrisos teus, foram rasgados em pedaços jogados ao fim do abismo, junto com tuas asas pelo chão... Tuas cartas queimam em brasa e tua face é mais uma no meio da multidão. Tirei tua vida de minhas histórias fictícias, não fazes mais parte de minhas resenhas íntimas. Anjos mentem para manter o controle, e nossas vidas inerentes de possessão seguem para que não nos tornemos caos tenebroso. É, estranho, chega de tudo não é? Das palavras que tanto prezei para que fossem tuas... Parte de tua miséria de me possuir, acaba com a minha face indiferente a todas as tuas carências. Eu não morreria por isso...

Don't look back, you're safe now.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Libertar.


Sabe quando te dá vontade de correr sem destino e quebrar o silêncio com palavras perversas? Todos os meus pensamentos estão em torno de uma mesma tentação: nostalgia. O véu, os fantasmas e a poeira do que não é mais. Tudo que eu precisava... Não me fira por apenas ser o mais intenso e existente dentro e fora.

O mundo está em chamas, e os anjos estão caindo para manter o controle. O café está esfriando e o som da sinfonia se torna pífio diante da lentidão da chegada de soluções. És vã, és humana e estás eternamente perdida.

Talvez exista muito mais que um quebradiço coração que nada mais quer possuir, e muito menos se entregar. Algo que menosprezo. Como cacos de vidro no caminho, não me cortam mais. Porque sentir passou a ser improfícuo diante de tudo que tu és, ou era, mera ilusão que tive após minha guerra, e batalha perdida.

Hoje, me diga que sou fria. Mas se oportunidades nos coubessem... Não seria fácil viver, porque a tudo que restou, a faísca do ápice de uma vida plena de liberdade e amor... Eu me negaria e me nego a todos os meus desejos insanos, pois minha razão é incorruptível, armadura mais que suficiente. Viver como um vilipendiado, vil e deixado não faz meu gênero. Amargo doce fim.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Enjoy the silence.


Suas estrelas estão quebradas? Ou foram seus heróis que viraram fantasmas? É, você não pode construir uma vida sólida sobre a ruína alheia. Vida, sinônimo de guerra... Hora se está em batalha, hora na retaguarda. Por instantes a batalha é vencida, ou na derrota... Aproveite o silêncio.

Descobri o que realmente és: o ódio quando quero amar. És inconstante, ora amor, ora não és absolutamente nada: brasa. Pois tu estás presos em teu próprio mundo, repleto de espelhos logrados que te impedem de ver as marcas que deixaste por tua estrada mórbida, cravejada por desejos insanos. És triste, porém tua veracidade... É como propina em meio a putrefação da tua alma, engajada na tua miséria - possessão.

Então, estranho... Aproveite o silêncio. Momentâneamente, não quero dizer mais nada... Talvez diga, daqui mil anos, ventos vão e vem como a tua misericórdia de voltar ao meu mundo. Sou tua dor, somos seres recíprocos, sujos e que jamais serão limpos... Mas humanos, e é isso que nos foge do controle: humano é.

Volte esta noite para minha coleção de marionetes. A peça está pronta, teu sangue é quem dá vida as minhas palavras rústicas e perpétuas. Perverso fim de pessoas tolas que produzem histórias, querem ser fugazes como cometas... Mesmo sendo estrelas quebradas ao fim da madrugada. Aproveite o teu silêncio, ele gritará a tua sentença.

domingo, 7 de novembro de 2010

Wicked wish.


Quando milhões de vozes gritam milhares de soluções aversas, as histórias se contrapõem. As memórias ficam cada vez mais obscuras e o desespero fortalece-se como o triunfo da morte. Esta sátira de sua persona constante, que revelas a cada palavra escrita... Falo de mim, e todos os outros “eus” que mato ao escrever, a minha crueldade que dá vida a meus seres inanimados, a sentimentos encravados em meu peito inerte – prosopopéia.

E como se calar uma paixão? É ela quem dá sentido a vida; o meu escrever por entrelinhas sem te deixar levar minhas respostas antagônicas. Mesmo que minhas páginas sejam cheias de erros, ou o que eu diga seja bobagem poética mim a fora. Sentir é ser livre habitando um corpo em grilhões, pois o mundo externo não pode arrancar o que sentes na morada da tua realidade mente a dentro.

Chega de charlatanismo perante ao que se sente, essa é a humanidade. A dor e a liberdade, ambas gritam o que é o ofício do sentir. E não importa, se este sentir seja o vazio que está há tempos imóvel em uma mente doente... Devaneios, epifanias, explosões.

Há uma sombra, há uma brisa fria que contradiz o medo de realmente usufruir de palavras doces, mas veja o mundo lá fora, é um lugar repleto de árvores de plástico. Realize teu desejo perverso, seja.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Angústia ardente.


Hoje, até a solidão é um tormento. Começo, meio e fim sem sentido plausível e memórias que peleiam em minha mente. Por todo o teu pesadelo, não me seguro em anjo algum... Porque eles mentem para manter o controle de uma rosa brotada em possessão., tentativa efémera. Hoje e ontem ao sol vejo que há uma mancha para impedir que a visão se expanda, e que as portas para longe se abram.

Alma, a voz da mente que não quer ouvir. Noites que traem e levam o sono em busca de uma solução mútua. Olhos que ardem ao ver o romantismo arder de uma forma doce e amorosa... É medo e receio de todo o passado ilícito, em grilhões da liberdade do amor, mas o resto... É silêncio. Por ser em partes, partes de segredos irreversíveis de existir. Destrancar as ruínas de um coração e deixar a guarda, é como esperar a chuva em Novembro, ou a liberdade para um culpado em sentença perpétua.

O mundo está pegando fogo. Quem será Fénix que surgirá das cinzas, para o fim épico de uma angústia constante? O jogo em que a vida abriga é perverso. E batalhas fazem parte das estratégias de quem ainda não se salvou... E eu te vejo pelo vidro que impede... A razão e o motivo justo que o mundo me fez lutar. Coníferas inertes, assim como a dor adormecida do tempo.

É real? Ou é demais para questionar. Dentro da minha mente se ocupa o tormento, mas logo abaixo onde o amor não habita mais, a angústia e o temor. Ser cruel, é se livrar de barreiras que você não construiu... É apenas tornar o mundo mais simples por fora, mas complexo para sentir e ainda mais jorrar em palavras... Que por fim, não farão sentido.

"Dar-vos uma resposta sadia. Meu espírito está doente." Hamlet.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Like a dead star.


Tortura proveniente do caos optativo. Não importa se estejam gritando seu nome, o que chamas de integridade vai além da tua vontade? O mundo é mera ilusão enfática, és nada e tudo, és falecimento. Então esta és tu... Se deteriorando diante dos princípios, refém de medos primordiais infames; orgulho e angústia passada – miséria.

Tens convicção de que quando em ti há amor demais, é a maior oportunidade para o ódio? Teus desejos não te dominam, mas a tua certeza de manter o êxito em basicamente tudo, inerente e obsessivo. Então, amor verdadeiro é suicídio, talvez em teus dias pífios que não deixas este entrar por entre teu miocárdio fruto de uma geleira nórdica, no ápice do inverno.

Apegue-se a alma de um anjo morto... Talvez ele te salve do teu próprio ego de ser. Enquanto estás acima de ti mesma, o mundo está por cair de um penhasco, o mundo que está destinado a não ter volta. És nada além de um fim sem início. O mal acabado de palavras que escravizastes para teu uso errante e racional. Palavras que não possuem mais o mel do primeiro amor, mas a amargura de deixar a vida de lado antes do tempo.

Olha para fora, vejas então as árvores de plástico que compõem o enxergar de uma vida. Tua alma não se alegrará, não importa se passe mil anos; a distimia é a mesma. Mas agora há uma grandiosa diferença: nem o medo consegues expressar. Medo eterno de perder a sensibilidade de teus sentimentos próprios, como se quisesses atingir uma alma perfeita... Livre de toda a agonia que um ser que sente ao tocar a vida. O fato é de não teres sido o suficiente para salvar almas perdidas... Sem a doçura em teus atos e palavras. Não se deixe cair como uma estrela morta.

Chega a hora que se perde o controle de toda a ideia de perfeição... Pois as verdades de alguém refletem como o passado no presente. Não sou mais nada do que era ontem. A mudança correu e oxidou a tua mente atormentada... Verdadeira perfeição possui meia imperfeição, seja e deixe ser.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Ela acreditava em anjos..."


É difícil iniciar algo tão complexo, que consegue superar o meu nível de enredamento. Mas eu te pergunto: Você olhou para a Lua hoje? As noites me fazem valer o dia, mesmo que sejam quentes e ainda mais quando são chuvosas. É um tanto amargo ser só, mas esse gosto travento quando se trata de decepções é terno, pois não se espera nada... Seres humanos são súbitos e execrados, estúpidos em sua própria humanidade. Mas ao mesmo tempo, nesta mesma solidão cria-se um doce sacrifício de suprimir o futuro, o inexistente e intocável... O que se espera? Como se trilhar uma vida plena de integridade, mas ao mesmo tempo livre dos alentos exteriores? São irrelevâncias silmuntâneas de difícil alcance.

Talvez eu ainda acredite em anjos, e que eles possam me consertar. Mas minhas asas estão mesmo quebradas? “Você não precisa ser forte sempre!” Minhas fraquezas estão embutidas em meio a minha história curta, mas intensa. São cicatrizes que não preciso dizer, pois elas estão estampadas, só os cegos de espírito não podem enxergar. Marcas da alma são enfáticas e profundas.

O que mais eu posso minutar? É, ainda me resta direito, ainda me restam motivos... Mas o primordial, ainda me resta a distimia inconstante na obstinação dela. O meu lago de fogo se esquenta a cada palavra desatravancada.

Um tornado entre almas, o imprevisível e irregular é o que sou – ou o que restou. Mas nem tudo é sempre o mesmo, os tempos são cada vez mais estranhos repletos de solidão, ora não somos um, mas o mesmo.

"Abandone-se, tente tudo suavemente, não se esforce por conseguir - esqueça completamente o que aconteceu e tudo voltará com naturalidade." (Clarice Lispector)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Angels lie to keep control.


Meu coração está sombrio demais para perceber quaisquer sentimento, e não importa o quão digno ele seja, neste miocárdio não há. Amor e ódio, respectivamente quatro palavras e depois quatro, mas uma palavra com a mesma matéria diz e conduz o que vai, o que é, mas inerte a algo tão merecedor de ser amado. Limpos de qualquer dignidade, alguns se designam assim e sujos de erros irreversíveis, o que me carrega ao apelo por veracidade vital. Se morre a cada respirar, se vive a cada morrer.

Mas nada quer ter o brilho incessante da noite, não perante meus olhos que se sentem exaustos depois de tanto querer enxergar realidades que não passam de mero discurso, fato ali não existem. Mas nada mais importa, perdas não são perdas, quando o que se vai não é o que se tem. Além de tudo, existe muito mais que um mero coração deficiente de aprende a sentir, mas que pode trabalhar para manter uma estrutura viva, desimportante.

Segurem-me todas as palavras, pois elas irão escapar diante de todo o meu ódio. Até mesmo os anjos do meu interior podem mentir? Mefistófeles quer carregar o que me restou após a guerra de imperfeições, de drogas injetadas para induzir um ápice melódico de integridade doce, mas na verdade... Tudo foi em vão, quando se trata de sentir.

Vou ser sucinta, proxila, clara, direta e fria (vou tentar não perder a classe...): Mas o amor nunca vai ser o suficiente, pois não existe uma igualdade psicológica, ou até mesmo um limite mínimo nem máximo em nossas mentes, ou no órgão que está encravado no meio do peito. O amor é uma idealização Romântica, um mal de séculos que não passa de mais um dos sentimentos que a humanidade resolveu resumir em quatro letras sórdidas, execrandas e deprezíveis.

O amor é só uma música, assim como liberdade é só uma palavra e da mesma forma que paz são dois dedos em lugares errados (disse que iria tentar). É amor, você também não permite esses outros dois sentimentos ditos a pouco. Você não está livre quando se ama, pois é dependente de alguém tão tortuoso e errante quanto você. E a sua mente nunca se sentirá em paz quão longe, ou quão perto do outro.

Mas diante de todas as nossas dúvidas de meros animais racionais (ou não)o amor faz parte da lista. A armadilha desses desejos forasteiros, somos tolos e nos inteiramos a esses jogos, onde as armas são todas as nossas palavras belas ou homicidas. Mas “A verdade última a gente nunca diz.” E nunca será o suficiente. Esse amar se torna cada vez mais um jogo nefário.

Não deixe de ser humano, ame e sinta dor. Mas não abandone a razão em troca do vazio, declínio vão. Não entregue todo o teu jogo, pois assim o amor nunca será suficiente, ainda mais se nisso tudo a verdade não seja ponto de fuga. E não caias no esquecimento: anjos mentem para manter o controle.

"Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Come As You Are.



Eu perdi o fôlego ao tentar recuperar o ar, mergulhando em todos os meus pensamentos. E quando eu consegui me recuperar interiormente, as lanças do mundo exterior afiavam-se para serem lançadas a mim. Exalto toda a minha carência, meus medos reprimidos e a dor de não ter ao que se segurar. Porque há uma indiferença dos sentimentos irrelevantes que a vida nos traz. Desejo voltar a ser quem eu era, como uma velha memória, um amigo e não um inimigo armado de palavras e lembranças sazonais.

Mesmo que eu diga em voz alta mil e uma vezes que eu não me importo, minha mente corrói-se em tentar entender esses aforismos que te cegam. Preciso voltar á mim, como velha amigo, mas tu voltaste como velho inimigo e tenta ser uma tendência inútil que quer me cegar como as sombras de teu pensamento arcaico. E se eu acender minhas velas me deslumbrarei com a presença de Deus? Pois não! Mesmo que bata e rebata nesta questão imprescindivel pela humanidade, é uma escolha essencial e singular.

Não se atrase, pois estás deixando a brigada da minha juventude em ruínas, mas não pode me cortar as asas, por mais que elas estejam sujas por minhas verdades que pulsam e sangram; todo o teu desgosto misturado com o meu prazer de ser. Um ser que descobre por si, sente e pode ser extremamente sensível e empático diante de seus atos benevolentes. E então o que mais sou? Todas as suas desculpas e mais um pouco de dor remoída com medo do futuro que não te pertence, e nem a mim. Não sou fácil de deslumbrar, mesmo que aqui tenhas uma revolução e choque de ideologias.

Prensecie agora toda a minha falta de inspiração, estou sendo o pior no que faço de melhor. Apatia das pessoas e o estupro ideológico para tirar de mim a única paixão que é impossível de ser tomada. Ou será que estarei em débito com teus conselhos desnecessários de tentativas frustradas de me salvar de ser algo natural, o despertar de mais uma das faces de minha persona?

E toda esta integridade volta a ser como era, mas um pouco de niilismo poder ser comparado com falta de respostas para todo este ceticismo. Não é ser um incrédulo, mas sim questionar a falseias que se mostram diante da civilização que quer respostas para sanar o desejo de fugir da dor; felicidade e liberdade na plenitude de apenas possuir, integridade. Venha ser, como estiver.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Dangerous Mind.


Estrondos que ecoam sem serem nobres, o tormento interno; grita! Mas grita com dor e força para que além da lápide alguém possa te ouvir, e clama com toda a tua veracidade o teu imortal. Alguém que levou peça chave tua consigo para o desconhecido; fim. Mas não... Permanece inerte, a mercê de Mefistófeles, para que te carregue além das trevas. Tua chama desaparece em meio a neblina, o que te deixarás perdido em meio ao calvário onde milhares de cadáveres repousam esperando que o condicionamento biológico seja capaz de livrar-los, pois essa será a única maneira de se ver livre da dor nesta dimensão, da eterna dor de ser humano, o perigo da razão e dos sentimentos obsessivos.

Por te ver sangrar que minha face se entristece, seus tornozelos mostram as marcas de teu súbito desespero. A tua carne não quer mais suportar, e teu miocárdio pede para que o Anjo de Luz traga quem já se foi. Mostra-me tuas cores, mesmo que o perigo esteja impregnado nelas, eu quero sentir a tua essência mortífera, para pensar em te salvar do teu próprio martírio. Morre-se a tua alma, os átomos destas se desfazer em meio ás tuas gotas de sangue pelos espinhos destas rosas atiradas ao túmulo de tua glória adormecida.

E então, este teu distúrbio diante do triunfo da morte é sazonal? Ou apenas uma obsessão tola por remorso e compunção? É um morto-vivo, alguém repudiando a vida pelo simples medo e necessidade do lítio, fora dos arquétipos singulares que lhe pertencem. És como um corvo sobre a lápide de um eterno desnecessário, a Lua não quer mais te iluminar. Criaste teu próprio Apocalipse, com bestas e trombetas, mas não há terna salvação para ti. Belzebu puxará tuas pernas até a estrada do inferno, pode ser que não seja agora, mas em teus pesadelos diurnos enquanto aqui neste lugar da morte negra dormir.

Tua munição de sofrimento terminou! Assim como o sangue em tuas veias, mas teu declínio apenas começou a estar no ápice da loucura mórbida e o início de teus bens macabros.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ich liebe dich nicht mehr.


Estou morrendo e perdendo meu fôlego. Não há mais o que eu possa fazer, pois você arrancou de mim todas as minhas defesas. E para ti, velho entendedor da minha história dizer que me sinto fraca basta. Talvez seja a hora de entregar os pontos, pois tu estás vencendo e sugando todas as palavras que ainda me restam. E mesmo que eu tente correr para poder pegar o trem que me leve ao futuro, tu me fazes querer correr pelos trilhos, ao teu encontro, mas deixando a sombra de toda a tristeza por onde passo.

Sou fria e nada mais é real, porque tu não podes mais me salvar do meu medo, não há como me salvar de ti. Tu és a razão da ascensão do meu declínio súbito, mas aos teus olhos doce sacrifício. Tu me deste o que acreditar, mas fui maniqueísta... Tu eras o bem em total figura que não me fazia ser simples, me tornou uma mente complexa ao extremo baseada na dor. Meu silêncio é como a tua sinfonia melódica em uma orquestra... O que te leva ao ápice da erudição... Você chegou onde queria com todo o teu desejo incessante, estás me vendo cair por terra e pedir por perdão.

Me sinto sóbria depois de provar as drogas ilícitas de quem és. Uma pobre alma, ainda mais perdida que a minha, sem destino e sem mais nenhuma virtude... Pois foram gastas em mentiras que te levaram para longe das tuas verdades cruéis que te faziam viver.

Agora o violino irá tocar a doce sinfonia que ecoará em teus ouvidos, pois o teu desejo intocado está por partir, o simbólico fim de todo um amor simultâneo de possessão.

domingo, 10 de outubro de 2010

Black gives way to blue.


Somos dignos de que afinal? Não somos capazes de sermos honestos com nossas próprias almas. És tu, humano, mas não tão pífio assim, nasceste para encontrar felicidade e não temer a ela. Então a sanidade abandonaste e és tu, um pertencente a era das trevas que já foi há muito tempo. O mundo ao teu redor acordou de um pesadelo intenso, de sacrifícios e escuridão. Mas o que vedes? Tua vida que se achega na sanidade de teus sonhos mais íntimos, tuas dores que sangram teu duro coração e tuas ideias de partir, que são inescrupulosas.

Caminhas em um círculo vicioso, ao som do violino que tem leva a delírio nostálgico. Pois tu... Perdeste o poder para teu imenso medo de tocar a peculiar chama da felicidade, e a liberdade que te aprisiona quando lhe permite fugir do que é real e constante, assim como algo pulsa dentro de ti, assim como teus pensamentos fluem em ordem confusa quando sentes tu... O que não quer admitir; dor, medo e o tornado que te assola, as verdades que te fazem sangrar.

E quando queres esquecer de tudo, o passado volta como o velho inimigo. Um fantasma que percorre teu corpo, deixando a sombra vagarosa de dor. Martírio e tormento, corroendo teus ossos, mareando teus olhos até que as lágrimas caiam e queimem tua face... Apenas por memórias que são fortes e persistem em não morrer, para que não esqueças quem foi e os erros que cometeu em ser tão perpétuo com o que lhe pertencia, no tempo e n’alma.

Mais uma vez, eu... Mero espectador não usei de um léxico bucólico para descrever o que via, os fatos na realidade sã... Não há como ser maniqueísta, porque aqui se trata de algo ácido, mas ao mesmo tempo capaz de curar várias infecções de uma mente atarracada. Vos digo, aqui se trata de um enredo proxilo, anômulo que nenhum entendedor se apresse, pois paciência é a base de toda a história e de seu fim. Não há necessidade de ser arguto, ou adivinho. Pois aqui, a lei inata é a mudança, o que torna tudo imprevisível, o fim.

domingo, 3 de outubro de 2010

What's wrong?


Quando se é forte pode seguir sozinho, não importa as circunstâncias existe a crença em si. E eu cresci acreditando que posso levar a vida assim, pois serei grande detentora de todos os meus pensamentos livres e princípios que jamais se romperão contra mim. Hoje já nem sou a metade que fui ontem, mas possuo o inato medo de ser feliz. E ao mesmo tempo o desejo de sentir a vida com seu cheiro de felicidade.

Indenpendencia que causa a depencência do que sou. Me agarro ao que me é viável e o que é complexo é mais atraente. Caminhos alternativos que não me trarão ensimaneto algum não me chamam a atenção... Eu preciso viver e sentir na pele do que a vida se constitui, isso me torna cada vez mais integra de humanidade. O que fortalece meu logos, mas confunde o meu animus vital. Mas mesmo assim me traz uma constante empatia de querer viver de forma autonoma, por caminhos mais árduos ao mesmo ponto de chegada: liberdade.

E este dia é pífio... És cinza, céu, mas ainda me sinto angustiada por não encontrar saída para o que supostamente sou. És frio, assim como meu coração que se trata de algo em meu caminho. E mesmo que a vida externa seja - ou esteja - completa, o meu tempo interno tem de a levar dias ou meses para se acostumar com tanta felicidade e paz, é um choque para uma mente proviniente de caos a uma vida onde se ergue uma bandeira branca.

O amor cega, a liberdade leva, a paz condena e o caos alimenta. E então, como é se apaixonar?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Just My Imagination.


É quando você espera o pior para acontecer... E ao abrir os olhos, as coisas apenas acontecem, da maneira em que um sorriso brota nas faces após o pôr-do-sol. Era apenas minha imaginação, o tempo ruge e tudo tem que se transformar, inclusive teu medo em coragem.

Então você ergue a bandeira branca para todos os seus tormentos passados, porque apesar da tormenta ser forte, uma hora chega a calmaria para trazer-te paz e liberdade. Nem tudo será mal por completo, pois uma hora se é feliz e outra não; ser e não-ser. Assim teus olhos enchergam o valor de cada um, apenas por eles serem quem são. Minha frágil imaginação que temia em tocar a felicidade.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ódio para amar.


É, eu construi uma armadura para me defender da guerra que iniciei há um tempo atrás. Mas um mero detalhe me fez cair em erro: carreguei minha fraqueza armadura a dentro. E esta fraqueza desatina, me assombrando com o que passou, e permanece dentro de mim, perdendo meu animus... Que se evapora pela a nostalgia maléfica dos anos vazios e passados.

Acabei-me rendendo por meu próprio ser, a aflição de querer escapar de todo aquele caos alternativo. E a certeza permanece, pois sei que há cada dia que se passar... Estarei mais distante da resposta para minha pergunta de uma vida toda... Gravando todos os meus segredos em minha pele. Lutando contra princípios da minha própria alma, tendo medo de perder a essência... Lutando com o meu melhor amigo.

As poucas lágrimas que ainda restam... São as de fúria, do que você se sente satisfeito em mostrar, o que nunca foste em meu tempo. Não me amas o suficiente para me odiar, mas se amas... Me deixe ir, mesmo que o mundo seja um lugar diabólico, de ti... Bom, só desejo libertar-me de meus grilhões... Dos grilhões que me prendi a ti, por dúvida.

"Então se você me ama, deixe-me ir. E corra para longe antes que eu saiba. Meu coração está escuro demais para se importar. Não posso destruir o que não está lá. Entregue-me para meu destino, se estou só, não posso odiar eu não mereço ter você... Meu sorriso foi tomado há muito tempo atrás. Se eu posso mudar, espero nunca saber." (Snuff-Slipknot)

Dezesseis outonos desde que a pergunta surgiu aqui... Em mim.

sábado, 25 de setembro de 2010

Existência bela.


O que é uma vida bela? Isso pode ser relativo, mas dentre todas as respostas todas teriam o fundamento da fuga que o ser humano possui do sentimento de dor. Nós procuramos sempre estar em segurança, nos sentindo bem, isso envolve o interno e o externo. Uma vida bela provém das experiências e das boas memórias, algo que nos traz sabedoria e um certo sentimento de paz consigo, apenas por lembrar do que foi o centro do mundo um dia. Isto se chama felicidade, a plenitude para uma existência bela e só alcançar esta, quem não abre mão e não se prende aos grilhões da essência de uma vida tão bela, então!

Felicidade, pois bem, o que queremos alcançar eternamente. Mas a felicidade se encontra em espírito, no prazer que satisfaz a alma. Prazeres singelos, mas ao mesmo tempo capazes de transbordar por felicidade. Diferente das ideias de prazeres dissolutos que são momentâneos, deseja-se mais o desejo do que o desejado...

O totalidade da essência de ser feliz encontra-se no amor da amizade, um sentimento que traz a certeza absoluta de quem és, e a certeza de algo eterno. Pode até ser que em presença não seja, mas as memórias servem para apartar a dor de ti! E então tua saúde espiritual estará garantida, mas é preciso que pratiques sempre, e cedo.

Encontra a tua felicidade na troca de experiências, nos consolos e a simplicidade de estar. Sendo um amigo, um ser eminente... Uma fonte de felicidade!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Caos.


O caos externo era a paz de sua mente perturbada, tudo que se movia em direções opostas causando o sons de seu desejo perverso, o que pessoas tolas faziam apenas por vontades insanas de sentir o que é ser humano: dor!

Seu amante: a desordem. Seu martírio: não saber quem era. Era lunática ao ponto de não ter medo de grandes ventanias e tempetades, a perversidade em possuir o que desejava momentâneamente. Todo aquele ceticismo perante a absoluta verdade para o sistema conservador. Suas virtudes... Princípios singulares que raramente se eram infringidos. Tinha o total poder de deixar marcas no que realmente lhe pertencia, mas que não havia possuido em essência, alternativas...

Constantemente seu comichão de ideias a fazia querer fugir da dúvida de quem realmente era, na brigada da angústia que a juventude carrega no nome... Jamais se apaixonou, por simples dúvida de não saber o que sempre quisera encontrar em alguém.

Ontem e hoje... Seus surtos de liberdade lhe deram páginas de uma vida plena, bela e um tanto trágico, mas também épica e lírica, no sentido de tuas palavras já escritas... Silêncio ganhara após descobrir o papel, e o poder que as palavras possuem... O medo se evapora a cada linha escrita, a coragem brota a partir do grito de opinião e verdade: liberdade de ser e estar ali por motivos seus.

Mas as duas gigantescas palavras do mundo não faziam parte de seu vocabulário: “Sinto muito!”. Era narcisa, mas não ligava-se á tons superficiais que via por entre os cantos da sociedade.

E é, não é possível negar... Ela é feita de palavras e movida por ideias, a constante de seus sentimentos!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Hollow day.


Tomara; Que a tristeza te convença; Que a saudade não compensa; E que a ausência não dá paz.” (Vinicius de Morais)

Sabe, faz um bom tempo em que eu não coloco meu vazio em forma de palavras, isso me deixa tão perturbada de uma forma insana em que meus pensamentos não entram nos eixos como era há um tempo atrás. Mas eu quero botar algo que me incomoda demais, que é uma das chaves pra tanto resenhar, saudade. O que me arranca a paz, dias pífios se tornam por si.

Uma saudade polissêmica, de diferentes pontos da minha vida. Desde a vaga e eterna memória de infância, de pessoas que um dia foram diferentes e de outras que ficaram no meio do caminho, mas dentro da mente, minha consciência abstrata. A única certeza que me sobra é que as memórias são fruto do que um dia foi feliz, e a nostalgia me traz a dependência do lítio.

Hoje eu deve ser pouco menos do que era ontem. Percebo que à cada dia que passar amar é mais raro... Eu não estou tão convicta de que isso irá acontecer até que eu comece a amar meu tormento de ser, e para isso eu preciso decifrá-lo. A dores me cegam pelo medo, e o vazio me acomoda a deixar tudo como está.

E então vem outra vez a insegurança de tudo. Se nem sei quem sou, o que virá? Me apego demais a todas as minhas teorias lunáticas de onde vivi... Apenas para não me perder mais. Talvez seja hora de despertar o tempo perdido... Porque metade da coragem ainda está aqui. E ainda há animus pela vida.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lítio.


Os tempos medievais significam trevas, o medo do divino desconhecido... A intervenção sublime direta em tudo que era mundano.Me guardo em trevas, me tranco em infelicidade por medo de ser feliz, a neblina dentro da minha mente é intensa e eu não consigo enxergar o que realmente é ser bem aventurado na plenitude momentânea.

O ser humano está sempre correndo da dor, acreditando que a felicidade está próxima, quando na verdade ela está lá dentro... Por dentro das verdades que nos contamos antes de dormir, da liberdade que se sente ao lembrar das memórias da guardiã infância. Mas é muito mais cômodo pertencer a dor, porque assim não se espera mais nada... Me apaixonei pela amargura que criei a partir do que nunca entendi, das dúvidas humanas, pois todos nós as possuímos e algumas vezes elas têm poder de destruir a brigada da juventude, parte do que acreditamos e nos faz fraquejar diante da realidade crua, do que é a vida.

Onde está o antídoto? É, o lítio... Que equivale a se render, a felicidade será momentânea... Amanhã ou depois as palavras e os momentos perdem efeito. Algumas enfadam, outras causam angústia... Sem mais, a distimia é o êxtase de um poeta perdido em meio a felicidade, algo jamais tocado, algo nenhum pouco parecido com o sorriso de Monalisa, algo tão pouco sútil.

Estou convicta de que enquanto eu não me libertar de toda a distimia inata que possuo, não serei conhecedora de liberdade... Mentes ignotas não se libertam tão fácil por medo de perder a inspiração do que os faz realmente humanos... Mas a dor é inata assim como a depressão; a dor que desatina a cada suspiro, a cada badalar do relógio... A intensa dor de ser humano!

Lítio, eu não quero me trancar por dentro... Não se é um céu degrade, nem primavera. És tempestade ou um dia azul. Ou inverno ou verão, como é o céu, como é inferno.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nada mais importa.


É Platão, talvez você tivesse razão quando afirmou que possuímos dois mundos: O mundo das ideias, e o mundo dos sentidos. Pois agora, eu me pergunto... Como é possível ter a capacidade da grande demonstração das ideias, quando os sentimentos ficam guardados? E aí vem outra incógnita, a sinceridade, a revolta e a percepção também são formas que me fazem sentir, mas são apenas conceitos.

Liberdade possui inúmeros significados, dentre deles, o que mais me chama a atenção é ousadia e desassombro, mas ninguém sabe ao certo o que é a liberdade, porque na prática nós só temos liberdade de ter liberdade, estamos presos a um padrão de vivência que nos impede de dizer algo em tal hora, ou de gozarmos do que não é permitido perante nossas normas. Então, meu caro, é ai que eu quero chegar: expressão. Hoje, neste exato momento, é o único mecanismo que me faz chegar um pouco mais perto da liberdade. O poder de dizer em meio de palavras minhas verdades, minha indignação.

Olhe pro mundo, mas o enxergue. Está tudo errado! Onde estão as realidades? Nós não as sentimos, mas vemos e ver é parte do sentir, algo que nós perdemos um pouco do poder. O glorioso poder da visão, a vida chega a ser óbvia diante deste sistema. Será sempre a mesma coisa, você passa parte dela lutando para ser feliz, mas quando isso acontece... Você já está farto da mesma.

Na brigada da minha adolescência eu consigo prever o mundo quando chegar a minha vez de estar farta, essa é a causa da minha distimia. O meu Carpe Diem não existe mais, e é aí que eu percebo que está tudo fora do controle... O que há de errado? Se até mesmo a liberdade de expressão é algo irregular diante do abate. É algo realmente incompreensível, nos induzem a ser críticos e quando você está próximo da linha de chegada, isso se torna frívolo...

Procrastino meu tempo me perdendo nessas resenhas malditas, sendo que lá fora eu tenho que seguir as regras, carregando o medo de que nada eu possa fazer agora e nem depois, e tenha um fim trágico procurando uma solução para os que não estão nem aí para os sentidos, muito menos para a mente. Ambos são fortes, mas sem os sentidos, sentimentos... A mente seria um mero conceito da razão, pensaríamos, mas sem a divindade de sentir.

Não importa o que eu faça na vida, será insignificante... Ghandi disse isso, mas tudo que ele fez por milhares de pessoas me faz acreditar que no fundo, todos nós possuímos um pouco de humanidade, e capacidade de mudar alguma coisa, mas simultaneamente.

Tão perto, não importa o quão distante... Não poderia ser muito mais distante do coração. Eternamente confiando no que nós somos e nada mais importa!” (Metallica-Nothing Else Matters)

sábado, 28 de agosto de 2010

Things that make you who you are.


Possuo um comportamento difícil, em vários sentidos... Difícil é tentar desistir de algo em que minha mente se prende com um absoluto propósito de satisfazer-me. Meu vago defeito, uma incógnita incessante de onde estou e a procura da verdade constante e inconstante de que possuo, de onde devo possuir e estar, apenas a mim pertence esta verdade, essência da percepção.

E quando estou a postos de contar uma mentira, a onda de realidades vêem para me impedir deste falso testemunho... Mas eu vou te perguntar, meu caro... Como alguém é capaz de amar a outro sem se quer conhecer sua história, sua parte integrante? Isso me faz acreditar que não posso amar a ninguém por não conhecer... E nem mesmo acreditar, sou sádica, ou talvez só esteja sendo... Amar é relativo, porque você sempre irá amar alguém que fugirá de ti, mas também sempre será amado por alguém que não deseja... Pelo menos uma vez na vida isso me aconteceu.

Não me conformo com meio sentir, ou se é verdade ou mentira, 8 ou 80... Ou se ama, ou se faz de amante. Ou se quer estar, ora se quer esquecer. Meus olhos não são apenas o brilho de uma íris verde, mas o reflexo da Lua, com o passar simultâneo de experiências, marcas, cicatrizes por parte de um orgulho irrelevante.

O conceito de tudo é um, o devir é outro como o vento da mudança. Ou par, ou ímpar... Mas que coisa, hein? Onde foi parar o meu entusiasmo criador? Talvez eu o tenha abandonado para tentar conquistar minha liberdade interna, mais uma vez... São seis da tarde e estas resenhas da última gaveta estão me atormentando de uma forma que me deixa enfurecida, o café esfria e o Sol vai indo para onde não deveria ter saído... Hoje, necessito de escuridão para encontrar uma resposta para equívocos meus, pertencentes ao meu presente e ao meu medo do amanhã, não existe um plano A e nem um plano B.

Lidar com a insegurança e o deixar ser, uma guerra que necessita de paz. A guerra em que o externo finge que não vê, e que tudo está decidido... Como é deprimente olhar estes livros sobre a mesa, xícaras e mais xícaras ao meu lado e um peso de que estou deixando-me levar pelo o que eu nego, mas luto para alcançar.

Pra ser sincera, eu jogaria tudo pro alto para ter minha solidão de volta, e mais ainda... Para ter o amor que era recíproco, uma pela outra... Mas então o amor veio separar isso tudo, e depois nos deixou em conflito bárbaro. E agora depois de tanto tempo, caminho em silêncio diante da multidão que é capaz de trazê-la de volta, mas ela não está aqui por inteiro... Ruídos e mais ruídos de quem insiste em voltar e ir, sem chance alguma de tocar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Frozen.


Ás vezes eu acho que eu sou capaz de carregar o mundo em minhas costas; que dentre tudo as consequências são minhas... Parte do eu pertenci é reflexo meu, mas não é! Nem tudo me convém, nem tudo é certo como a intensidade do fogo. Nem tudo é como desejamos, nem tudo faz parte da morada de nossos sonhos, nem tudo é caos.

É nessas horas em que o orgulho deveria ser útil não é? Pra deixar que nada te aborde dessa maneira súbita. Fotos irão desbotar e palavras perderão o sentido, eu creio. Você viverá deixando morrer... Quero deixar essa infinidade de pensamentos presos na minha mente, juntando com as dúvidas... Isso causa o meu caos interno, uma briga de extremos. Eu não quero sentir, mas pulsa e sangra.

Não quero me trancar por dentro, eu quero chamar o que eu vivo de vida. Esquecer este martírio, eu quero voltar a ser forte sem negar que lágrimas secam por si só. Deixei o tempo passar demais e tudo isso se perdeu, assim como a minha razão que se foi enquanto tudo esteve “bem”. É, mas agora ela está de volta para se dissolver em meu lítio, minha felicidade e tristeza repente. Eu não esqueci que se sente, apenas quero descansar todas essas percepções que minha educação não permite dizer o significado. Na escuridão é mais simples me encontrar.

Pois é devir, somos eu e você mais uma vez.

sábado, 21 de agosto de 2010

Rain down on utopia.


Talvez se você pudesse compreender, eu fui embora, mas eu nunca disse adeus. Eu fui o teu início interminado, uma incógnita e você é minha utopia. O que me faz sorrir espontâneamente, a falta que faz nos meus fins de tardes e nas madrugadas sombrias deste buraco do inferno. E eu já não sei o que faço com este sentimento beligerante... Sendo tu, amor, és tão constante quanto a mudança e ambos habitam o que há em mim.

Ora se é ódio, ora se é amor. Ora se quer estar e ora se quer esquecer por medo de perder. E o real é que eu preciso da tua proteção, a falta é meu veneno... O que arranca meu juízo, mas faz sóbrios meus sentimentos vivos, és minha droga ilícita.

Cartas se vão, memórias vêem... A nostalgia volta ao enxergar a noite tocando a linha do horizonte parte da Lua se aconchega em meio á constelação, e dentre esta escuridão encontro o que eu sinto em dizer por ti, para me fazer sentir melhor, pois não há ontem pro que não se disse adeus, dizer adeus significa saudar o fim, e o fim só chegará quando ambas as partes botar uma pedra sobre o livro do passado.

E cairá partes integrantes deste mesmo livro que me levará a ti novamente, a querer pertencer aos teus pensamentos... E ser como se nunca estivesse partido. És a prova viva que ainda existe vida em mim.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Find a way to say.


Á quem você quer enganar? Tua armadura pode ser forte, mas teus olhos mostram todo medo que já sentiste. Você luta pelo que acredita, vive em função de seus ideais... Mas chega a hora em que você também cai por terra, és mortal, és humano! Assim como mudanças inesperadas desgastam o teu ato de ser e pretender.

O quanto você viveu? Isto vai da intensidade do quanto amaste, ou amas... Talvez sejas imortal, por amar eternamente o que já passou e vive no te interior. O tempo é inimigo beligerante da paciência. Sendo ele o que há de impossível para a humanidade, o impossível para quem desejava mais do que a vida havia lhe dado. O oposto de um ser paciente, é ele vai passar... Mas não apaga, na verdade ele te faz sentir um amor forte, capaz de superar obstáculos inigualáveis.

Acabei por descrever algo que conheço muito bem... E me sinto confusa sobre o que escrever... Existe o arco e a guerra dentro de mim, confusões e choques de realidades, medos constantes de perdas e a alegria de pelo menos possuir... Verdades que poderiam pertencer a mim.

A fala é a metáfora do pensamento... Algumas vezes minhas palavras ecoam com muito menos sentido do que está em minha mente irrelevante. Palavras são chaves, mas também são pedras... Mecanismos que também têm poder de ferir. Mas pra falar de amor... Palavras vão e vem, um poeta é melancólico e perdido... Ele necessita da dor de amar, eu necessitei perder para então poder dizer. Rompi nas entrelinhas com parte de minha armadura, que deixou uma fresta entre os olhos que me possibilita expressar de forma tortuosa.

E então esta é a guerra do existir, há doença, mas há saúde. Há escuridão, mas também claridade... Há amor e há ódio. Opostos que constituem o que eu sou e o devir vital. A fortaleza de tudo é a mutação de meu logos e de seus opostos sentimentos ocasionais.

"O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só." - Tostói.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Change Of Seasons.


Tem àquelas horas do meu dia em que eu me pego olhando pra vida... Já cansei de dizer como existem cobranças nesta etapa indefinida, a vida chega a ser inconstante no limite de cada um. Ora sinto vontade de ir, ora de vir...

O que eu estou buscando? Mais um lugar inútil para que eu acorde, escove os dentes, tome um café requentado, me dirija até o trabalho enfrentando um trânsito infernal, almoce algo que eu realmente não quero comer, aturar pessoas na qual eu tenho vontade de cometer um homicídio (ou suicídio), chegar em casa assistir a novela das oito e terminar a dormir com o homem em que eu não sinto mais amor... Gratificante, não? Você sacrifica parte da estada dos teus sonhos juvenis para cair na rotina, ver o tempo passar na janela de um escritório, o ânimo morrendo e as utopias dos teus quatorze, dezesseis anos voltam. Você não vai mais reconhecer aquela pessoa, até mesmo porque você a terá matado com todo o teu ego de querer estar no topo.

O amor morrerá, ou talvez sobre apenas a chama de uma vela dentro de ti... As músicas farão o sentido de te querer levar ás lembranças de que você era, chega a arrepiar só de pensar... Então o teu Carpe Diem será a rotina, o árcade dentro de ti estará morto! Na realidade, o árcade nunca existiu na humanidade, mas o teu contato contigo e com a natureza será o mínimo impossível.

Como diria Raul: Um lugar do Caralho; E como diria um otário pertencente a este local frívolo: Essa é a ignorância de não perceber que o movimento é constante, que de tudo existem opostos, as estações mudam, após a luz vem a escuridão e vice e versa. Ninguém entra no mesmo rio duas vezes, assim como ninguém pisca com os mesmos olhos... Mas me diga meu caro: Cair nessa rotina cada vez mais comum é ser ignorante ou não ter escolha? E quando você se recusa a se enquadrar aos demais do rebanho? É... Você é o abestalhado!

Eu não quero me deixar levar... Esforçar-me tanto, ou melhor, me desgastar tanto para que daqui poucos anos eu consiga ultrapassar os meus medos e as metas que a sociedade empoe e cair nessa vida rotineira; um emprego mínimo, um cara fútil ao meu lado, filhos pré-condicionados, vida social em alta... Mas se dentro de mim Deus e Lúcifer brigam pra me libertar, e que essas quimeras do que eu vivo hoje e vivia há dois anos voltem a cada café expresso da cafeteria da esquina.

Talvez Cobain tivesse razão, ninguém morre virgem! A vida fode com você... Da mesma em que ele mesmo disse: Morra jovem... Talvez assim eu seja um cadáver bonito, ou talvez digam no meu leito de morte: “Ela era cheia de vida!”. É... Ainda existe vida, meus caros (embora eu a omita)... Vida que eu não permito que seja engolida por seu condicionamento voraz, mas estações mudam... Eu posso mudar, mas princípios são princípios, parte da virtude de ser. Eu vou mantê-los, e lutarei por eles... Pouco me importa tuas filosofias que são vãs diante o que existe na minha mente de metamorfose que não esqueceu de onde veio, sabe onde está e que aqui não pertence.


A Change Of Seasons-Dream Theater.

domingo, 15 de agosto de 2010

Remember me.


Não importa o que você faça em sua vida, será insignificante. E que é muito importante que você faça, porque ninguém mais vai fazer. É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz que ainda não está preparado, mas a outra metade diz: faça ela ser sua para sempre!

Metade de mim briga com o que há de querer vir, o que há de sentir... Sentir o pulsar só de ouvir dizer teu nome, deixar a noite ir enquanto eu faço de meus sonhos tormentos, por não querer pensar em ti. Talvez eu negue o que existe, é como querer excluir uma etapa. O que me parece vital, ou parecia e é.

Hoje a noite está fria, sinto o vento e o vejo balançando as árvores logo depois do portão. A Lua está ali em sua posição, que não é e nunca será a mesma de ontem, nem a de ante-ontem... E eu precisava contar para alguém sobre você, mas em silêncio. Se sofre, se mede e se é feliz pelo silêncio que possuo no meu interior turbulento.

Sou por acreditar que nada na vida é em vão, tudo está para mudança. O devir. Mas eu não quero que o devir me faça perder, mesmo que você pertença a mim para sempre. Por que hein? Força, divindade, deuses narcisos, Deus... Seja lá o que for... Como posso explicar, tudo que aparece de repente se torna parte integrando da continuidade da vida e vai embora sem mais nem menos? Passa como uma tormenta, alegra a seca, mas deixa todos alertas. E eu realmente não sei o que seria da minha vida sem metade de ti nela.

E se eu pudesse lhe fazer um pedido... Ia pedir pra não esquecer de lembrar de quem cruzou a tua noite e não queria ir embora, mas que o tempo e a realidade levou, sem piedade do que viria depois. O devir em sua função.

Este mesmo devir, levou... Um dia poderá trazer. E mesmo que ele seja tão poderoso assim, mesmo que passe mil, um milhão de anos você fará parte dessa vida que eu tive por um vago, ou longo período de tempo se eu possuir o mínimo de sorte, ou azar.

A ghost.


E assim vai passar a minha vida... Acreditando na eterna verdade de que minha felicidade está em um determinado lugar. Eu não consigo mudar, eu amo a mesma coisa, eu penso na mesma coisa... Mas isso nunca é da mesma maneira, muda a cada piscar de olhos. A cada percepção diferente deste inferno que chamo de vida.

Eu não queria ser sensível, nem inexpressiva. Mas as pessoas são porque são, não existe escolha. Eu também gostaria de acompanhar o ritmo inconstante e tortuoso da minha vida... Dores seriam evitadas, lágrimas não seriam lançadas a baixo. Eu não me enxergo mais no espelho, não reconheço meu sorriso e todo este amor que é uma vingança a peça em que à vida pregou-me.

Não está tudo certo, eu necessito ser verdadeira. E em todos os sentidos, eu não consigo me movimentar pra mudar isso tudo... Eu só quero descansar toda essa dor, romper com essa cadeia de realidade peculiar. Tudo que prende o meu fôlego, me faz querer desistir e me manter inerte diante da vida. Diante da mudança, como um cego que não quer ver. Alguém que se sente ferido após o combate e da perda. O mundo é um lugar de poucos ou em que ninguém nunca conheceu o que é liberdade e felicidade plena... Elas são acarretadas por mudanças.

É o fim, chegou a hora de reconhecer que o problema se aloja em mim... É aí que você percebe, seus pais desistindo, o amor da sua vida partindo, pessoas especiais apenas lamentando. Então, criança... Isso é só o fim, o início do teu longo e monótono declínio, doce queda. Em meio de uma multidão cinza, que revindicou da vida para ser um tolo merecedor de terapia no papel de vítima, deitado em um divã. Uma alma perdida, nem inferno e nem paraíso te esperam.

Talvez eu vague por entre as ruas dessa grande cidade que faz minha mente se sentir pequena. Vivo por querer de volta o sentimento da única epifania que o tempo me trouxe... O único segundo em que a realidade de sentir esses sentimentos irrelevantes, das vontades desafiantes e dores de infância fizeram algum sentido e foram curadas.

Virando a esquina, há mais um dia, há mais uma rotina em que irei me jogar... Haverá mais tarde a tua grande vitória que pra ti nada mais valerá, á não ser que longe daqui você esteja.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não quero ser sedada.


É como se quisessem nos impor verdades absolutas, sendo que no fundo elas fazem parte do pré-condicionamento no qual somos obrigados a seguir. É tão estranho que... Como algumas palavras são capazes de infringir nossa admiração por alguém, um apreço. Como se todo este conhecimento fosse inválido comparado ao caráter e a falta de percepção.

Uma imposição ao que devemos ser acreditar e maneiras de como devemos viver. Não quero ser sedada por toda esta hipocrisia, de admirarmos centenas de teorias e filosofias de vida, sendo que na prática somos totalmente humanos. Sim, a Filosofia é Humana, contém “erratas", pois há todo instante existe alguém com argumentos para modificá-la. Isso é transformação, isso é o devir.

Mas como diria Padre Agostinho, todos nós temos o tempo interno e externo. Mas o tempo externo é racional ao ponto de não sabermos de fato quais atitudes estamos tomando... Torna-se caos, torna-se humanidade constante ao ponto de nos sentirmos perdidos. Somos racionas a partir do momento em que temos a capacidade de pensar, raciocinar... Esqueça o resto, pois pulsamos... Sentimos, ao ponto de querer criticar toda esta “ignorância” induzida que me fez criar estes parágrafos.

Eu cresci e fui educada pra ter minha própria opinião, sobre qualquer coisa que me colocassem na frente dos olhos. E não é agora que vou abaixar a cabeça (me desculpe o tom) pra qualquer porra que me é emitida em 50 minutos, assim como eu e todos os 6,6 milhões de seres que se dizem humanos são e foram como os filósofos que idolatras... Há um momento em que o ego infla tanto, que acaba ocupando o lugar onde deveria estar todo o teu conhecimento... É, mas isso tudo faz parte do caráter. E como dizem... Hoje temos apenas a liberdade de ter liberdade, conservadores de merda que nunca viveram a vida de fato e querem encher nossas cabeças das histórias que não viveram de fato.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

É sua decisão.


Me disseram uma vez, que sentimentos são como a cor de uma rosa. Escrevo da forma que penso, escrevo quando me falta ar, escrevo quando a rotina me desafia, escrevo para não desanimar, escrevo para sentir algum sentimento e ter a virtude da cor. E acabei por descobrir que minhas dúvidas são e vão além do que eu tento botar no papel, além do movimento de transformação irracional. E dentre tudo que se posiciona em posição de revolta: verdades absolutas são infames! Objetivos vão, mas ás vezes não voltam e no lugar destes vêem outros ocupar o espaço. Deve ter algo de errado... Eu não sei se é seguro sonhar, já que sonhar é como chegar mais perto de um objetivo. E se amanhã, ou depois eu me transforme outra vez? Ou pior... Eu posso não realizar “sonhos” pelo movimento de tudo: tempo.

E então, acabo por criar metas. Metas em que a política de ética está por decair, maquiavélico não? Como se os fins justificassem os meios. O fingimento de demonstrar virtudes, na qual jamais foram possuídas. Uma guerra, guerras são injustas, pois nem todos têm as mesmas armas. E tudo isso para estarmos satisfazendo nossos instintos, “realizando sonhos”. É, o ser humano é frívolo e insidioso. Ás vezes o mais correto seria procastinarmos de nossa ambição.

Os fins não justificam os meios, por várias vezes não merecermos tudo que conquistamos, muito por invadir o espaço de vivência do outro, cegos de humanidade... Procura do poder e ter, capazes de deixarem o ser.

Você alimentou o fogo que queimou nós todos quando você mentiu. Para sentir a dor que te deixou negro por dentro. É sua decisão!

Ali In Chains-Your Decision ♪

Nota: Aula de Filosofia Política deu um desvaneio sem sentido algum.