segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ich liebe dich nicht mehr.


Estou morrendo e perdendo meu fôlego. Não há mais o que eu possa fazer, pois você arrancou de mim todas as minhas defesas. E para ti, velho entendedor da minha história dizer que me sinto fraca basta. Talvez seja a hora de entregar os pontos, pois tu estás vencendo e sugando todas as palavras que ainda me restam. E mesmo que eu tente correr para poder pegar o trem que me leve ao futuro, tu me fazes querer correr pelos trilhos, ao teu encontro, mas deixando a sombra de toda a tristeza por onde passo.

Sou fria e nada mais é real, porque tu não podes mais me salvar do meu medo, não há como me salvar de ti. Tu és a razão da ascensão do meu declínio súbito, mas aos teus olhos doce sacrifício. Tu me deste o que acreditar, mas fui maniqueísta... Tu eras o bem em total figura que não me fazia ser simples, me tornou uma mente complexa ao extremo baseada na dor. Meu silêncio é como a tua sinfonia melódica em uma orquestra... O que te leva ao ápice da erudição... Você chegou onde queria com todo o teu desejo incessante, estás me vendo cair por terra e pedir por perdão.

Me sinto sóbria depois de provar as drogas ilícitas de quem és. Uma pobre alma, ainda mais perdida que a minha, sem destino e sem mais nenhuma virtude... Pois foram gastas em mentiras que te levaram para longe das tuas verdades cruéis que te faziam viver.

Agora o violino irá tocar a doce sinfonia que ecoará em teus ouvidos, pois o teu desejo intocado está por partir, o simbólico fim de todo um amor simultâneo de possessão.

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