segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Like a dead star.


Tortura proveniente do caos optativo. Não importa se estejam gritando seu nome, o que chamas de integridade vai além da tua vontade? O mundo é mera ilusão enfática, és nada e tudo, és falecimento. Então esta és tu... Se deteriorando diante dos princípios, refém de medos primordiais infames; orgulho e angústia passada – miséria.

Tens convicção de que quando em ti há amor demais, é a maior oportunidade para o ódio? Teus desejos não te dominam, mas a tua certeza de manter o êxito em basicamente tudo, inerente e obsessivo. Então, amor verdadeiro é suicídio, talvez em teus dias pífios que não deixas este entrar por entre teu miocárdio fruto de uma geleira nórdica, no ápice do inverno.

Apegue-se a alma de um anjo morto... Talvez ele te salve do teu próprio ego de ser. Enquanto estás acima de ti mesma, o mundo está por cair de um penhasco, o mundo que está destinado a não ter volta. És nada além de um fim sem início. O mal acabado de palavras que escravizastes para teu uso errante e racional. Palavras que não possuem mais o mel do primeiro amor, mas a amargura de deixar a vida de lado antes do tempo.

Olha para fora, vejas então as árvores de plástico que compõem o enxergar de uma vida. Tua alma não se alegrará, não importa se passe mil anos; a distimia é a mesma. Mas agora há uma grandiosa diferença: nem o medo consegues expressar. Medo eterno de perder a sensibilidade de teus sentimentos próprios, como se quisesses atingir uma alma perfeita... Livre de toda a agonia que um ser que sente ao tocar a vida. O fato é de não teres sido o suficiente para salvar almas perdidas... Sem a doçura em teus atos e palavras. Não se deixe cair como uma estrela morta.

Chega a hora que se perde o controle de toda a ideia de perfeição... Pois as verdades de alguém refletem como o passado no presente. Não sou mais nada do que era ontem. A mudança correu e oxidou a tua mente atormentada... Verdadeira perfeição possui meia imperfeição, seja e deixe ser.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Ela acreditava em anjos..."


É difícil iniciar algo tão complexo, que consegue superar o meu nível de enredamento. Mas eu te pergunto: Você olhou para a Lua hoje? As noites me fazem valer o dia, mesmo que sejam quentes e ainda mais quando são chuvosas. É um tanto amargo ser só, mas esse gosto travento quando se trata de decepções é terno, pois não se espera nada... Seres humanos são súbitos e execrados, estúpidos em sua própria humanidade. Mas ao mesmo tempo, nesta mesma solidão cria-se um doce sacrifício de suprimir o futuro, o inexistente e intocável... O que se espera? Como se trilhar uma vida plena de integridade, mas ao mesmo tempo livre dos alentos exteriores? São irrelevâncias silmuntâneas de difícil alcance.

Talvez eu ainda acredite em anjos, e que eles possam me consertar. Mas minhas asas estão mesmo quebradas? “Você não precisa ser forte sempre!” Minhas fraquezas estão embutidas em meio a minha história curta, mas intensa. São cicatrizes que não preciso dizer, pois elas estão estampadas, só os cegos de espírito não podem enxergar. Marcas da alma são enfáticas e profundas.

O que mais eu posso minutar? É, ainda me resta direito, ainda me restam motivos... Mas o primordial, ainda me resta a distimia inconstante na obstinação dela. O meu lago de fogo se esquenta a cada palavra desatravancada.

Um tornado entre almas, o imprevisível e irregular é o que sou – ou o que restou. Mas nem tudo é sempre o mesmo, os tempos são cada vez mais estranhos repletos de solidão, ora não somos um, mas o mesmo.

"Abandone-se, tente tudo suavemente, não se esforce por conseguir - esqueça completamente o que aconteceu e tudo voltará com naturalidade." (Clarice Lispector)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Angels lie to keep control.


Meu coração está sombrio demais para perceber quaisquer sentimento, e não importa o quão digno ele seja, neste miocárdio não há. Amor e ódio, respectivamente quatro palavras e depois quatro, mas uma palavra com a mesma matéria diz e conduz o que vai, o que é, mas inerte a algo tão merecedor de ser amado. Limpos de qualquer dignidade, alguns se designam assim e sujos de erros irreversíveis, o que me carrega ao apelo por veracidade vital. Se morre a cada respirar, se vive a cada morrer.

Mas nada quer ter o brilho incessante da noite, não perante meus olhos que se sentem exaustos depois de tanto querer enxergar realidades que não passam de mero discurso, fato ali não existem. Mas nada mais importa, perdas não são perdas, quando o que se vai não é o que se tem. Além de tudo, existe muito mais que um mero coração deficiente de aprende a sentir, mas que pode trabalhar para manter uma estrutura viva, desimportante.

Segurem-me todas as palavras, pois elas irão escapar diante de todo o meu ódio. Até mesmo os anjos do meu interior podem mentir? Mefistófeles quer carregar o que me restou após a guerra de imperfeições, de drogas injetadas para induzir um ápice melódico de integridade doce, mas na verdade... Tudo foi em vão, quando se trata de sentir.

Vou ser sucinta, proxila, clara, direta e fria (vou tentar não perder a classe...): Mas o amor nunca vai ser o suficiente, pois não existe uma igualdade psicológica, ou até mesmo um limite mínimo nem máximo em nossas mentes, ou no órgão que está encravado no meio do peito. O amor é uma idealização Romântica, um mal de séculos que não passa de mais um dos sentimentos que a humanidade resolveu resumir em quatro letras sórdidas, execrandas e deprezíveis.

O amor é só uma música, assim como liberdade é só uma palavra e da mesma forma que paz são dois dedos em lugares errados (disse que iria tentar). É amor, você também não permite esses outros dois sentimentos ditos a pouco. Você não está livre quando se ama, pois é dependente de alguém tão tortuoso e errante quanto você. E a sua mente nunca se sentirá em paz quão longe, ou quão perto do outro.

Mas diante de todas as nossas dúvidas de meros animais racionais (ou não)o amor faz parte da lista. A armadilha desses desejos forasteiros, somos tolos e nos inteiramos a esses jogos, onde as armas são todas as nossas palavras belas ou homicidas. Mas “A verdade última a gente nunca diz.” E nunca será o suficiente. Esse amar se torna cada vez mais um jogo nefário.

Não deixe de ser humano, ame e sinta dor. Mas não abandone a razão em troca do vazio, declínio vão. Não entregue todo o teu jogo, pois assim o amor nunca será suficiente, ainda mais se nisso tudo a verdade não seja ponto de fuga. E não caias no esquecimento: anjos mentem para manter o controle.

"Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Come As You Are.



Eu perdi o fôlego ao tentar recuperar o ar, mergulhando em todos os meus pensamentos. E quando eu consegui me recuperar interiormente, as lanças do mundo exterior afiavam-se para serem lançadas a mim. Exalto toda a minha carência, meus medos reprimidos e a dor de não ter ao que se segurar. Porque há uma indiferença dos sentimentos irrelevantes que a vida nos traz. Desejo voltar a ser quem eu era, como uma velha memória, um amigo e não um inimigo armado de palavras e lembranças sazonais.

Mesmo que eu diga em voz alta mil e uma vezes que eu não me importo, minha mente corrói-se em tentar entender esses aforismos que te cegam. Preciso voltar á mim, como velha amigo, mas tu voltaste como velho inimigo e tenta ser uma tendência inútil que quer me cegar como as sombras de teu pensamento arcaico. E se eu acender minhas velas me deslumbrarei com a presença de Deus? Pois não! Mesmo que bata e rebata nesta questão imprescindivel pela humanidade, é uma escolha essencial e singular.

Não se atrase, pois estás deixando a brigada da minha juventude em ruínas, mas não pode me cortar as asas, por mais que elas estejam sujas por minhas verdades que pulsam e sangram; todo o teu desgosto misturado com o meu prazer de ser. Um ser que descobre por si, sente e pode ser extremamente sensível e empático diante de seus atos benevolentes. E então o que mais sou? Todas as suas desculpas e mais um pouco de dor remoída com medo do futuro que não te pertence, e nem a mim. Não sou fácil de deslumbrar, mesmo que aqui tenhas uma revolução e choque de ideologias.

Prensecie agora toda a minha falta de inspiração, estou sendo o pior no que faço de melhor. Apatia das pessoas e o estupro ideológico para tirar de mim a única paixão que é impossível de ser tomada. Ou será que estarei em débito com teus conselhos desnecessários de tentativas frustradas de me salvar de ser algo natural, o despertar de mais uma das faces de minha persona?

E toda esta integridade volta a ser como era, mas um pouco de niilismo poder ser comparado com falta de respostas para todo este ceticismo. Não é ser um incrédulo, mas sim questionar a falseias que se mostram diante da civilização que quer respostas para sanar o desejo de fugir da dor; felicidade e liberdade na plenitude de apenas possuir, integridade. Venha ser, como estiver.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Dangerous Mind.


Estrondos que ecoam sem serem nobres, o tormento interno; grita! Mas grita com dor e força para que além da lápide alguém possa te ouvir, e clama com toda a tua veracidade o teu imortal. Alguém que levou peça chave tua consigo para o desconhecido; fim. Mas não... Permanece inerte, a mercê de Mefistófeles, para que te carregue além das trevas. Tua chama desaparece em meio a neblina, o que te deixarás perdido em meio ao calvário onde milhares de cadáveres repousam esperando que o condicionamento biológico seja capaz de livrar-los, pois essa será a única maneira de se ver livre da dor nesta dimensão, da eterna dor de ser humano, o perigo da razão e dos sentimentos obsessivos.

Por te ver sangrar que minha face se entristece, seus tornozelos mostram as marcas de teu súbito desespero. A tua carne não quer mais suportar, e teu miocárdio pede para que o Anjo de Luz traga quem já se foi. Mostra-me tuas cores, mesmo que o perigo esteja impregnado nelas, eu quero sentir a tua essência mortífera, para pensar em te salvar do teu próprio martírio. Morre-se a tua alma, os átomos destas se desfazer em meio ás tuas gotas de sangue pelos espinhos destas rosas atiradas ao túmulo de tua glória adormecida.

E então, este teu distúrbio diante do triunfo da morte é sazonal? Ou apenas uma obsessão tola por remorso e compunção? É um morto-vivo, alguém repudiando a vida pelo simples medo e necessidade do lítio, fora dos arquétipos singulares que lhe pertencem. És como um corvo sobre a lápide de um eterno desnecessário, a Lua não quer mais te iluminar. Criaste teu próprio Apocalipse, com bestas e trombetas, mas não há terna salvação para ti. Belzebu puxará tuas pernas até a estrada do inferno, pode ser que não seja agora, mas em teus pesadelos diurnos enquanto aqui neste lugar da morte negra dormir.

Tua munição de sofrimento terminou! Assim como o sangue em tuas veias, mas teu declínio apenas começou a estar no ápice da loucura mórbida e o início de teus bens macabros.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ich liebe dich nicht mehr.


Estou morrendo e perdendo meu fôlego. Não há mais o que eu possa fazer, pois você arrancou de mim todas as minhas defesas. E para ti, velho entendedor da minha história dizer que me sinto fraca basta. Talvez seja a hora de entregar os pontos, pois tu estás vencendo e sugando todas as palavras que ainda me restam. E mesmo que eu tente correr para poder pegar o trem que me leve ao futuro, tu me fazes querer correr pelos trilhos, ao teu encontro, mas deixando a sombra de toda a tristeza por onde passo.

Sou fria e nada mais é real, porque tu não podes mais me salvar do meu medo, não há como me salvar de ti. Tu és a razão da ascensão do meu declínio súbito, mas aos teus olhos doce sacrifício. Tu me deste o que acreditar, mas fui maniqueísta... Tu eras o bem em total figura que não me fazia ser simples, me tornou uma mente complexa ao extremo baseada na dor. Meu silêncio é como a tua sinfonia melódica em uma orquestra... O que te leva ao ápice da erudição... Você chegou onde queria com todo o teu desejo incessante, estás me vendo cair por terra e pedir por perdão.

Me sinto sóbria depois de provar as drogas ilícitas de quem és. Uma pobre alma, ainda mais perdida que a minha, sem destino e sem mais nenhuma virtude... Pois foram gastas em mentiras que te levaram para longe das tuas verdades cruéis que te faziam viver.

Agora o violino irá tocar a doce sinfonia que ecoará em teus ouvidos, pois o teu desejo intocado está por partir, o simbólico fim de todo um amor simultâneo de possessão.

domingo, 10 de outubro de 2010

Black gives way to blue.


Somos dignos de que afinal? Não somos capazes de sermos honestos com nossas próprias almas. És tu, humano, mas não tão pífio assim, nasceste para encontrar felicidade e não temer a ela. Então a sanidade abandonaste e és tu, um pertencente a era das trevas que já foi há muito tempo. O mundo ao teu redor acordou de um pesadelo intenso, de sacrifícios e escuridão. Mas o que vedes? Tua vida que se achega na sanidade de teus sonhos mais íntimos, tuas dores que sangram teu duro coração e tuas ideias de partir, que são inescrupulosas.

Caminhas em um círculo vicioso, ao som do violino que tem leva a delírio nostálgico. Pois tu... Perdeste o poder para teu imenso medo de tocar a peculiar chama da felicidade, e a liberdade que te aprisiona quando lhe permite fugir do que é real e constante, assim como algo pulsa dentro de ti, assim como teus pensamentos fluem em ordem confusa quando sentes tu... O que não quer admitir; dor, medo e o tornado que te assola, as verdades que te fazem sangrar.

E quando queres esquecer de tudo, o passado volta como o velho inimigo. Um fantasma que percorre teu corpo, deixando a sombra vagarosa de dor. Martírio e tormento, corroendo teus ossos, mareando teus olhos até que as lágrimas caiam e queimem tua face... Apenas por memórias que são fortes e persistem em não morrer, para que não esqueças quem foi e os erros que cometeu em ser tão perpétuo com o que lhe pertencia, no tempo e n’alma.

Mais uma vez, eu... Mero espectador não usei de um léxico bucólico para descrever o que via, os fatos na realidade sã... Não há como ser maniqueísta, porque aqui se trata de algo ácido, mas ao mesmo tempo capaz de curar várias infecções de uma mente atarracada. Vos digo, aqui se trata de um enredo proxilo, anômulo que nenhum entendedor se apresse, pois paciência é a base de toda a história e de seu fim. Não há necessidade de ser arguto, ou adivinho. Pois aqui, a lei inata é a mudança, o que torna tudo imprevisível, o fim.

domingo, 3 de outubro de 2010

What's wrong?


Quando se é forte pode seguir sozinho, não importa as circunstâncias existe a crença em si. E eu cresci acreditando que posso levar a vida assim, pois serei grande detentora de todos os meus pensamentos livres e princípios que jamais se romperão contra mim. Hoje já nem sou a metade que fui ontem, mas possuo o inato medo de ser feliz. E ao mesmo tempo o desejo de sentir a vida com seu cheiro de felicidade.

Indenpendencia que causa a depencência do que sou. Me agarro ao que me é viável e o que é complexo é mais atraente. Caminhos alternativos que não me trarão ensimaneto algum não me chamam a atenção... Eu preciso viver e sentir na pele do que a vida se constitui, isso me torna cada vez mais integra de humanidade. O que fortalece meu logos, mas confunde o meu animus vital. Mas mesmo assim me traz uma constante empatia de querer viver de forma autonoma, por caminhos mais árduos ao mesmo ponto de chegada: liberdade.

E este dia é pífio... És cinza, céu, mas ainda me sinto angustiada por não encontrar saída para o que supostamente sou. És frio, assim como meu coração que se trata de algo em meu caminho. E mesmo que a vida externa seja - ou esteja - completa, o meu tempo interno tem de a levar dias ou meses para se acostumar com tanta felicidade e paz, é um choque para uma mente proviniente de caos a uma vida onde se ergue uma bandeira branca.

O amor cega, a liberdade leva, a paz condena e o caos alimenta. E então, como é se apaixonar?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Just My Imagination.


É quando você espera o pior para acontecer... E ao abrir os olhos, as coisas apenas acontecem, da maneira em que um sorriso brota nas faces após o pôr-do-sol. Era apenas minha imaginação, o tempo ruge e tudo tem que se transformar, inclusive teu medo em coragem.

Então você ergue a bandeira branca para todos os seus tormentos passados, porque apesar da tormenta ser forte, uma hora chega a calmaria para trazer-te paz e liberdade. Nem tudo será mal por completo, pois uma hora se é feliz e outra não; ser e não-ser. Assim teus olhos enchergam o valor de cada um, apenas por eles serem quem são. Minha frágil imaginação que temia em tocar a felicidade.