terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Dangerous Mind.


Estrondos que ecoam sem serem nobres, o tormento interno; grita! Mas grita com dor e força para que além da lápide alguém possa te ouvir, e clama com toda a tua veracidade o teu imortal. Alguém que levou peça chave tua consigo para o desconhecido; fim. Mas não... Permanece inerte, a mercê de Mefistófeles, para que te carregue além das trevas. Tua chama desaparece em meio a neblina, o que te deixarás perdido em meio ao calvário onde milhares de cadáveres repousam esperando que o condicionamento biológico seja capaz de livrar-los, pois essa será a única maneira de se ver livre da dor nesta dimensão, da eterna dor de ser humano, o perigo da razão e dos sentimentos obsessivos.

Por te ver sangrar que minha face se entristece, seus tornozelos mostram as marcas de teu súbito desespero. A tua carne não quer mais suportar, e teu miocárdio pede para que o Anjo de Luz traga quem já se foi. Mostra-me tuas cores, mesmo que o perigo esteja impregnado nelas, eu quero sentir a tua essência mortífera, para pensar em te salvar do teu próprio martírio. Morre-se a tua alma, os átomos destas se desfazer em meio ás tuas gotas de sangue pelos espinhos destas rosas atiradas ao túmulo de tua glória adormecida.

E então, este teu distúrbio diante do triunfo da morte é sazonal? Ou apenas uma obsessão tola por remorso e compunção? É um morto-vivo, alguém repudiando a vida pelo simples medo e necessidade do lítio, fora dos arquétipos singulares que lhe pertencem. És como um corvo sobre a lápide de um eterno desnecessário, a Lua não quer mais te iluminar. Criaste teu próprio Apocalipse, com bestas e trombetas, mas não há terna salvação para ti. Belzebu puxará tuas pernas até a estrada do inferno, pode ser que não seja agora, mas em teus pesadelos diurnos enquanto aqui neste lugar da morte negra dormir.

Tua munição de sofrimento terminou! Assim como o sangue em tuas veias, mas teu declínio apenas começou a estar no ápice da loucura mórbida e o início de teus bens macabros.

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