sexta-feira, 9 de maio de 2014

É resposta, resposta imunológica de meu organismo que escarra minha carnificina da ausência do que já nem sei o que é. É inspiração que se vai, se torna pó que me pergunta por que estou aqui. Putrefação e fumaça dos meus restos esquecidos por mim e tudo que seca minhas lágrimas inertes de quem se esvai na dor do mundo. Meu organismo pulsa, repuxa meus nervos em nome da dor, a dor de quem existe, a dor de quem o mundo infecta e adoece. O inferno não são os outros, o inferno está em mim, nas entranhas que elevam meu pensamento e que me deixam enquanto ser. A mesma existência que me beija os lábios no amor e nos meus fins, me escarra a boca em seus próprios grilhões. Ode a tua liberdade que me prende no existente estar pra existir, ode a mim, quem te fez.