É resposta, resposta imunológica de meu organismo que
escarra minha carnificina da ausência do que já nem sei o que é. É inspiração
que se vai, se torna pó que me pergunta por que estou aqui. Putrefação e fumaça
dos meus restos esquecidos por mim e tudo que seca minhas lágrimas inertes de
quem se esvai na dor do mundo. Meu organismo pulsa, repuxa meus nervos em nome
da dor, a dor de quem existe, a dor de quem o mundo infecta e adoece. O inferno
não são os outros, o inferno está em mim, nas entranhas que elevam meu
pensamento e que me deixam enquanto ser. A mesma existência que me beija os
lábios no amor e nos meus fins, me escarra a boca em seus próprios grilhões.
Ode a tua liberdade que me prende no existente estar pra existir, ode a mim,
quem te fez.