Poesia noturna, o que te faz tão ímpar? Talvez sejam as
estradas frias e vazias que me querem, me chamam sem pudor. Não quero rumo,
quero seguir ao idílico incessante. Que encham minha taça e que nunca a deixem vazia. E se chover, que seja de forma fria
e torrencial, porque o ardor interno é intenso mesmo que passe mil anos. Que o
brilho nos meus olhos seja terno, eterno até o último suspiro da eterna juventude
poética que é meu amor que joga meu corpo no mundo.