quarta-feira, 30 de junho de 2010

Blind Pain.


A normalidade nunca tomou conta de mim por inteiro, pois dizem que ser louco é um tipo de genialidade. Mas nem ligo para o que dizem por aí. O fato é: meus dias são pífios e gelados. Rotinas desgastantes e palavras repetidas completam a minha insana realidade.

O rio corre a minha frente, na mesma intensidade em que os medos teimam em desaparecer. As memórias irão morrer afogadas em todas as suas mentiras? É o que eu espero! Cigarros e cafés já não são tão eficazes assim e a velha canção dispersa meus pensamentos para longe, como se nunca tivesse dito adeus, mas por um momento isso passa. Foi um longo ano, mas você rasgou nosso jornal de memórias, já não pretendo mais.

Meu desejo é descansar minha mente que muito tentou achar respostas e soluções pro que já fora e jamais voltará como antes, melhor ou pior? Não sei mais. Todo tempo, você foi minha luz... Artificial?

Será que Romeu e Julieta não passam de ilusão e besteira poética? Bom, eles morreram pelo que acreditavam sentir, mas ao menos sentiram a realidade do que é o amor, do sofrer e perder. Adeus, boa noite... Chega por hoje, pelo menos.

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.” Ainda não a dominei, ela dói cegamente.

sábado, 26 de junho de 2010

The Hardest Part.


O tempo maltrata minha consciência, a dor é inevitável... Me lembro de você em dias assim, e que tudo que eu mais precisava era da tua presença apenas. Talvez hoje seja tarde, talvez hoje nem exista... Na descoberta de que sempre amei você e toda a liberdade que você significava.

Você foi o remédio para a dor da minha vida, minha proteção, o que encheu meu ser com o que eu nem sei explicar... Muito mais que liberdade, meu estranho protetor. E todo terminou com meu amargo sacrifício... É passou-se mil anos, o tempo é incontrolável, mas pode ser eternamente presente e indelével. Estava tudo certo entre nós, até o momento em que o amor surgiu? Dizem que os sentimentos são como as ruínas de um homem, eu discordo... Mas meus argumentos são de um amante brigante, que sente medo de dizer o quão grande pode ser...

Lembra de quando éramos nós dois, e o resto do mundo? Mas meus olhos seguiam você, por onde quer que você fosse. E agora, isso nem é possível. Meu lugar é aqui em teoria, a minha verdadeira ruína. Nosso verdadeiro lugar é onde está o coração, algo que a razão equilibra. O que ainda não me foi tirado, com o que resta da minha lucidez.

Armadilhas do tempo são fugazes, assim como a vida é efémera... Mas nada se perde, tudo se transforma, será assim este amor? A única certeza é o que eu sinto... Passou-se a multidão, está intacto. Verdades e resenhas, medos e inseguranças... Encho as linhas do caderno.

Senti você indo embora. Fui a parte mais difícil, mas você é parte da minha cura! A cura... De te tocar mais uma vez.

And I'd give up forever to touch you...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Celebrate your Shortage.


Nascia o Sol, não haviam nuvens no céu. Era o primeiro dia de primavera, crianças saiam para brincar, a vizinhança estava toda para fora como se comemorassem o fim do inverno nórdico e a espera das íris que brotariam em seus jardins. Mas ao fim da rua, havia uma casa, com altos portões, grama aparada e um belo canteiro de rosas coberto por espinhos. A casa 67.

Lá morava uma “família” de ingleses recém chegada de Manchester, havia um homem com grande poder aquisitivo... Morava junto de sua filha que tinha um pouco menos de 17. Margott, era silenciosa e extremamente misteriosa. Pele clara e olhos claros, cabelos negros e seu olhar dizia muito – ou não. Raramente sorria, tinha anéis em todos dedos e consigo sempre carregava um livro e um cordão de prata.

Dos novos vizinhos pouco se sabia, mas notava-se que o homem era disciplinado e discreto, um tanto rude e severo com sua filha que pouco sabia, e talvez nem conhecesse o verdadeiro “sentido” de liberdade (se é que liberdade tem um sentido exato).

Enquanto todos se divertiam e comemoravam o fim do inverno e da brusca nevasca da semana que passara, Marggot se sentia achaque. O clima começava a aquentar, sua mente funcionava como um turbilhão, e sua dor desatinava mais que o habitual. Dor! Seu maior sentimento, seu maior segredo, seu maior motivo para ser. O som da gargalhada alegre das crianças penetravam em sua mente, ela queria fugir.

O tempo é seu inimigo fazendo-a exaltar toda a sua carência, criando grilhões e se amarrando a mesma. Ao seu lado estava seu violino, sua paixão, suas lembranças... Lembrara de seu 12º aniversário, foi quando ganhou seu tão sonhado violino. Enquanto passava as férias em Amsterdã, na casa de sua avó. Violino que pertenceu a sua mãe no ápice de sua juventude. Nunca se sentira tão orgulhosa e era como se a presença de sua imortal estivesse lá.

Mas agora? Quem ela tinha? Ninguém! Que pudesse segurar sua mão, para massagear seus cabelos e dizer que tudo iria passar em algum momento. Os sonhos permaneciam inertes, as memórias eternas e a vontade de desistir tomava conta, sua fraqueza. As horas passavam, e suas lágrimas escorriam na imensidão da dor.

Ao entardecer, decidiu que precisava de um pouco de ar... Por mais que não se agradasse daquele clima dirigiu-se até a porta, sentou-se a beira de seu portão... A crianças já haviam se recolhido, passava das 7 da noite, sentia-se sozinha consigo. O bairro era silencioso, passavam-se poucos carros.

Meu espírito está á negar minha mente? Jamais havia sentido assim. A solidão me faz mais forte? O que é a liberdade? Já não tenho um pingo de realidade... Me tornei gélida!” Estas eram as dúvidas que passavam por seus pensamentos. Olhou a Lua, sentiu o vento, então entrou para casa... Deitou-se na sala para esperar seu pai, na esperança de que ele viesse para casa esta noite.

Sentia-se vilipendiada, sua tentativa de encontrar o pai falhou. Pela primeira vez decidira falar, ou pelos menos tentar dizer... Que sentia falta de casa, que suas notas baixaram e sentia-se mais incompreendida que o comum. E a grande decisão de procurar ajuda, estava cansada de se entorpecer... Mas ele não estava lá, estava exaltando sua felicidade, com seus novos amigos, com sua nova namorada. E Margott era fruto de seu passado, de uma relação trágica provocada pela morte de quem mais amara, mas que mais fez sofrer durante seu leito de morte.

Margott sentia o vitríolo, queria estar longe dali... Amanhecia o dia, se trocou e mesmo que o clima proporcionasse uma escolha de roupas mais leves, decidiu cobrir suas marcas de fraqueza. Tomou o chá frio que preparara e saiu até a biblioteca da cidade...

Schopenhauer talvez fosse um de seus antidepressivos. Ele afirmava que a vida não foi feita para ser aproveitada, mas despachada e que encontraremos conforto na velhice, ao olhar pra trás... E assim Margott vivia, despachava a falta e o amor que sentia para não demonstrar fraquezas abstratas. Um paradoxo não? É, pois suas marcas estavam estampadas em seu corpo.





Nota: Narrativas não é o que eu habitualmente escrevo, geralmente escrevo em primeira pessoa, mas tentar não custa... Se achar um final, postarei aqui. @thhs_

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tormento comum.


A sombra assustosa do que já não é mais, foi-se assim, escorrendo entre meus dedos. É vazio sentir o que já me deixa farta de insegurança e inquietação... Minhas alucinações, nostalgia delirante, constante. Memórias se alastram como um quebra-cabeças... Algo que confunde minha mente, eleva meu coração e corrompe minha razão, assim pedindo perdão a meu próprio espírito. Estou entorpecida por minhas verdades? Finjo que pertenço ao que me rege, aqui.

Solidão caminha a meu lado, silenciosa e astuta. Apodera-se de qualquer outro sentimento paralelo, me leva para longe de mim. Quero voltar para casa... O silêncio deste lugar me prende ao meio do turbilhão estridente da multidão enfurecida e pré-condicionada a nascer, ter e morrer. Isto não é vida, isto é foice, isto me deixa cada vez mais frágil. Calvário de ilusões mortas, eis aqui.

Sair para não mais voltar... Procuro verdades e sorrisos, amores que durem mais do que uma noite e liberdade que me permita apenas ser. Procuro o calor, mas o calor de braços para me entrelaçarão, diferente da brisa quente que assola meus dias e me causa desconforto. O amor não é a lei? Comemore, pois fazes parte de um crime perfeito, és oposto.

Badala-se o relógio, queimam-se sentimentos, exalta-se o leviano. Olho para tudo, e é como se o inferno chorasse por aqui, sobre mim. Mente se sente doente e a alma... Bom, já perdi a inspiração. Estou enchendo linhas com sentimentos que me foram tomados, eu os perdi. Quero ir pra casa, não há diretriz... Pois errei em tudo que a fiz.

domingo, 20 de junho de 2010

Broken.


Não importa o que eu diga para mim mesma, como não importa mais ouvir palavras vãs que me faziam “bem”... Parte de mim está dormente, algo que não havia sentido antes. Os anjos choram, as alegrias somem... E você? Se foi para longe demais.

A chuva está sumindo... Eu só queria sentir a tua respiração mais uma vez, porque você é a única parte viva em mim... A única parte que meu disfarce não escondeu, só conheci o significado de “felicidade” e “liberdade” ao teu lado, em um breve espaço de tempo. Encontrei em ti o que sempre me faltou, talvez fosse a ilusão da juventude ou euforia da partida... Mas agora, fecho meus olhos e para onde você foi? É o que eu te pergunto, você se foi? Você encontrou algo para se apoiar...

Fazia muito tempo que não a lia... Foi meio por acaso, a carta veio parar em minhas mãos, hoje. Não sei o que senti, estava procurando uma saída e te deixar em paz! Eu te amo, eu quero que sejas feliz por mim, abalei tudo que amo... Isso é constante e sem querer, não quero ser uma incógnita na tua vida que se foi eternamente, esse tormento.

Meus caminhos sempre foram perdidos, minhas razãoes se desencontram e meus sentimentos a desmentem. Agora eu só quero tirar o peso que eu causo, os medos que me trago... Secar minhas lágrimas e aprender a sorrir verdadeiramente. Não quero te matar, quero apenas te libertar.

Concerte-me, ainda estou quebrada... Não fui forte?

sábado, 19 de junho de 2010

Seu cansaço.


O que estou sentindo, é difícil distinguir... Mas a origem é clara e antiga. Farta das palavras que machucam, muito mais que o açoite que repreende um escravo... Na verdade, é assim que me sinto: uma escrava. Perante á essência incompreendida e ser “forte” não é escolha.

Como se essa dor fosse diferente de tudo existente, eu tenho medo de pedir arrego e ser tratada com indiferença... Os calmantes não fazem o efeito que deveriam, não mais. Meus pensamentos ultrapassam meus princípios, mas não sou tola o bastante... Não os executo, mas já houve a possibilidade.

Quando este tormento terminará? A carência de liberdade e compreensão, é estas são as consequências do que nunca ninguém notou, do que sempre senti. Não encontro mais explicações para mim, já nem penso em soluções... O fim está longe, quando uma dor cessa – momentânemanente ou não – a outra que repousava volta a me assombrar, só imploro para que não venham juntas... Meus pulsos não aguentariam segurar a vastidão do mal que me causam.

Feridas são passageiras, mas as cicatrizes são permanentes... Guardei a dor, o sentimento mais obscuro que tenho; o que uma criança sente por nunca ter tido algo. Me seguro unicamente em mim e no que acredito, cresci assim... Agora pode ser tarde para mudar e já que a confiança e todo o “amor” foi rompido, o que posso fazer? É nada. Nunca quiseram saber, minha fuga, minha defesa é a grande indiferença de sentir – ou não... Não me olhe assim, como quem tem medo ou tem a solução divina.

Não é justo impor verdades, virtudes brotam como as lágrimas que ficaram em mim... Coração, está aí? Estás em coma, inerte... Como eu, estou aqui em matéria já que o espírito é “acamado” diante teus olhos e tua crença... Não cumpra seu dever! Me deixe morrer... Morrer de vazio e frio.

Como havia dito, nem tudo é eterno... Apenas as cicatrizes que o tempo deixa, ou agrava. Não quer mais me ouvir, fonte da minha vida? Este é teu erro, está é tua única parte que nunca foi perfeita!

A falta de esperança e o tormento...

Clarisse...


Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Liberdade que me carregue!


O acordo com a vida ao nascer é ser, tendo a epifania do que é viver. Exalte a liberdade, rompa os grilhões da sociedade que arrancará tuas entranhas após teu primeiro grito pedindo clemência, por conta de todo o padrão.

A glória do acontecer e a divindade do conhecer: a razão comanda, a razão pulsa, a razão escolhe e a liberdade motiva. Pra que assim não vá para o abate de quem apenas existe.

Escolhas serão teu calvário e delírio, o definido será sempre vazio, quem tem a verdadeira essência vital é o inexato, avulso... As mil e uma verdades levianas.

O velho inimigo: o tempo... Quem te afogará em montantes de erros, em realidades. Busque a plenitude,a liberdade no ápice do teu desespero... Mas não se atrase.

All in the name of the liberty!

Alienações em delírio.


O perigo é meu amigo,
Conhecer não é antigo.
A memória do indefinido
Me leva ao cume do perdido.

A razão,
O elemento da paixão...
Não sei dizer não!

Beber,
Esquecer,
Enlouquecer a vigia
Da nostalgia.

Tenho razão,
Tenho coração
Mas não tenho exatidão,
Me sobra exaustão.

Insanidade chega
Á vaidade.
Medos e apelos.
Condenam o que é fútil...
Você... Inútil!

terça-feira, 15 de junho de 2010

In A Darkened Room.


Meus dias têm sido corridos ultimamente, mas ontem logo antes de me deitar... Algo que já está lá há tanto tempo, me chamou a atenção: a imensa pilha de resenhas que tenho guardadas, da mesma forma que guardo o que eu sinto...

Algumas amorosas, outras eram apenas desabafos, e tinham aquelas que eu escrevi enquanto estava descontente com tudo. Descontente por não saber pra onde correr enquanto a dor tomava conta de todos os meus pensamentos mais íntimos, ela fez parte do meu cotidiano pela eternidade que durou... Sua intensidade era constante e ela me derrubava a cada novo dia.

Eu não entendia o motivo que a causava... Talvez fosse saudade, ou talvez fossem todas as mentiras. É eu não soube dizer “adeus” da mesma forma em que você não soube dizer “olá”. Te amei além do imaginável pela minha mísera mente, te amei além do que eu deveria e lutei, pudera você ter ao menos percebido... É, estranho, eu não fraquejei até certo momento... Por ter tido tudo que sempre quis na vida, não aprendi a perder.

Todas essas coisas passaram pela minha mente. O jornal de memórias voltou; meus erros e teus: nossos. Nunca houve o certo ou errado á se fazer, apenas o fim. Mas as resenhas estavam lá... Ora tenho vontade de mandá-las a você, porque eles são seus, ora tenho vontade de queimá-las para que minha dor e insegurança suma junto com a tua verdadeira imagem... Quem você mostra ser, mas que nós dois sabemos que não é. Meu quarto ficou silencioso e escuro, eu já não sabia o que sentia... Só sabia que havia sentido antes, a tal nostalgia misturada com a insensatez de pensar mais uma vez em ti, estranho.

A exaustidão vem de encontro á mim, o que hei de fazer? Viver! Ontens? Hojes? Amanhas! Você não está e nunca esteve aqui por mim, por ti, ou por nós.

Lies the wounded, the shattered remains of love betrayed.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

And this bird you can not change.


Vou enlouquecer e me embriagar ao som dos meus gritos da tortura que criei com meu passado, a minha relíquia. O dia nasceu de novo, a brisa fria toca minha pele: a vida voltou a mim!

Há algo diferente acontecendo com meus sentidos, meus sentimentos vivos. Será que... Não pode ser possível, depois de tanto tempo. É talvez nunca seja tarde para dar uma chance para si, e ser o que se é. Agarrando-se no que te faz mais forte.

Ultimamente meu espírito chora sobre mim, como quem quer viver. O pranto do que nunca recebi e jamais foi verdadeiro não me ocupa mais momentos de frenesi... Dúvidas se contrapõem, momentos se criam... Liberdade reina.

Não vou me esforçar como das outras vezes, você a outro amor se entregou sem medir as consequências do que é realmente teu. Sou livre, e um pássaro livre não se pode mudar.

Bye, bye, baby its been a sweet love.
Though this feeling I can't change.
But please don't take it so badly,
'Cause Lord knows I'm to blame.
But, if I stayed here with you,
Things just couldn't be the same.
Cause I'm as free as a bird now,
And this bird you'll never change.
And this bird you can not change.
Lord knows, I can't change.
Lord help me, I can't change.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Só não sabe quem não quer.




Ou se é ou não é. Na vida não há meio termo, ou se é escuro ou claro. Em tudo que está volta a sensação da essência que é o “bastante constante” para o interior, mas nem sempre completa o mundo exterior. O dia não me é o bastante, por isso tomo conta da noite que me tira o fôlego ao ver a Lua refletir sobre tudo que há aqui embaixo, talvez ela olhe por nós por isso admiro a sua energia celestial.

A rotina me desgasta, ter que cumprir as leis que nos repreendem e os valores divinos… Daí tem horas que me vem a mente: por que aquela execrada mulher teve que comer aquela maçã? Precipitada! Ah, é uma heresia da minha parte e ás vezes agradeço por não viver na Alta Idade Média, mas ao mesmo tempo me repreendo por viver nesse mundo frívolo, onde minhas ideias são como o vento do inverno que corre sem que ninguém sinta frio ou medo de não ter onde se resguardar. Ou como algo leviano chegando ao céu no dia do juízo final. Ou será que não, hein? Céu e inferno, bem e mal existem?

Palavras, palavras, palavras! O que vedes? Verdades absoluta e inconstantes? Minha mente dá mil voltas quando ouço falarem em “verdades”, pois na realidade é tudo aleive... No fundo de qualquer ser a verdade do que realmente é em si não é revelada, muitas vezes por não caber em palavras repetidas que o vento leva e a escuridão as faz desaparecer. Palavras são mecanismos, dentro de nossas mentes, mas depois de serem ditas nos tornamos escravos da mesma, entende a complexidade e o poder destas?

Temo em me usar de palavras comprometedoras, pois posso acabar cedendo minha mente e abrindo espaço para meus sentimentos sórdidos – já esquecidos. Se é que tenho uma alma, ela se rompe com minha carne, mas continuo sendo sética. E esse caos sobre o que a vida realmente é – e não o que mostra ser, me fortalece me proporcionando ao caminho da razão, o logos em ascenção.

Acreditando no que há, o interior pude ir mais longe do que imaginava. Sentimentos que há algum tempo “não existiam”, não se manifestavam com fervor. Esse é o tempo e a descoberta de uma humanidade em um animal sentimental singular, o ser humano que habita a minha “alma”e a razão inata que move o mundo das minhas ideias inatas também. Cada um tem seu tempo de adequação consigo. A transição das descobertas séticas, morais e imorais me fazem ver a amplitude de um mundo de ideários, separando-o dos sentimentos paradoxais, mas os une na relação de corpo e alma.

Não quero me apegar ás ditos-cujos passageiros e inertes, as ideias são eternas?

domingo, 6 de junho de 2010

Perfect love that you gave to me.


Está difícil de suportar a dor da distância e a dor de ter que te esquecer… O que eu me neguei por todo o tempo… Meu sorriso é de quem está bem, mas ao fim de cada dia ainda derramo uma lágrima de dor… Apenas por lembrar que se mesmo que tudo estivesse a favor, não daria certo… O teu amor não é meu!

Não posso forçar ninguém a sentir, o amor é algo exato e indivisível sendo ao mesmo tempo abstrato e brigante. Não há como amar duplamente, e ás vezes eu já não sei distinguir dentre todas as mentiras… Devo ter paciência? Já não sei… Os fatos dizem que minha vida irá mudar de novo, mas minha intuição diz que você permanecerá em mim, pois esse sentimento sobrevive, é fugaz e constante…

Me sinto como se estivesse na porta do céu, e o Divino não quisesse me atender, os anjos virassem as costas para mim. Já não sei o que faz sentido, muitas dúvidas estão… Já não sei se irão partir cedo. E todo esse medo de recomeçar abala minha mente.

Será mesmo que eu devo te esquecer e forçar a dor mais em mim? Suponho que não devo tentar como já fizera, enganar não é meu forte e nem fazer ninguém sofrer. Só queria ouvir qualquer palavra tua…

Dentro de si mesmo e dentro de sua mente
Vamos achar a paz lá
Quando você está comigo,
Eu estou livre... Eu estou descuidado... Eu acredito.
Acima de todos os outros nós voaremos
Isso traz lágrimas aos meus olhos
Meu sacrifício!




Creed - My Sacrifice.

É eu pedi demais, amor...


Você acorda todos os dias e vive a sua vida sem a falta da minha presença, e seu disfarce de quem não sente amor nunca me enganou. Teus milhões de personagens divertem o seu showzinho de horrores do que dizes não sentir.

Ontem a sua face me alegrava o dia, as tuas palavras faziam-me chegar ao extremo do que há em mim… Era tudo imperfeito para ser perfeito… Realidade, chegue até mim?

Hoje a sua face me aterroriza os sonhos, tuas palavras me dão medo de ver. Eu descobri que eu amava um fantasma e foi assim que você deixou de ser meu anjo, o eterno que não era você e nunca será, estranho. Você não sente e nem vê o quanto faz sofrer… Teu egoísmo e tuas mentiras me fizeram ver.

Continue ai divido entre mim e o nada, agora entre o nada e o além… Esse amor perdeu o dono, esse coração em cadeia está livre de ti e de todas as tuas falsidades. Eu realmente estou farta de não me sentir viva. Vá embora, eu não quero mais pesadelos…

Já sofri e fingi viver, agora é hora de seguir… Você não é mais pertencente a mim… Fique com suas mentiras e suas verdades, que comecei a acreditar, é o início do fim… Você quis assim. Ainda estou quebrada da mesma forma que você está dividido, mas termino agora com as tuas dúvidas… Cansei! Morri milhões de vezes, não tente me salvar... Pois é tarde!

Shed a tear 'cause I'm missing you, I still alright to smile...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

And a good disguise.


Dentre todas as mentiras, eu não sou forte. Tenho fraquezas como qualquer humano… Meu disfarce esconde todos os meus medos debaixo do que realmente sou e assim permaneço de pé, lutando contra tudo, inclusive o amor e me apaixonar outra vez. Fraquejei.

Cansei de distinguir a realidade e meu mundo. Já não sei viver sem os dois, mas a realidade me chama para nunca mais dizer adeus e eu necessito dela! Quero pelo menos mais uma vez sentir que alguém está lá por mim, que algo existe para me levar a novos caminhos e á uma nova perspectiva. Alguém que me mostre o caminho dentro da minha mente e no meu gélido coração que pulsa sem pensar...

É pedir muito que dessa vez nada esteja contra? E que meu disfarce suma? Já escalei as barreiras da minha consciência, medos da minha solidão e enigmas da minha liberdade para que este medo escondido atrás desta máscara desaparecesse... Preciso de alguém que me faça mais forte!

Nação em grilhões.


Eu só tenho liberdade de ter liberdade, e não passa disso... Mas o que é a liberdade em si? Bom, hoje em dia a liberdade é confundida com ignorância de que somos capazes de tudo. Nem tudo nos convém, cada ato necessita de maturidade sobre tudo que é feito.

Há um tempo, milhões de pessoas lutavam pela liberdade de expressão, econômica, política e até cultural... Grandes causas! Mas hoje, nos acomodamos com nossa realidade social, e isso nos torna tão “patriotas” não achas? Nossa união vem á tona nos fevereiros da vida, e é claro... De quatro em quatro anos, mas não por conta de eleger o controle do país.

Fomos acomodados com a realidade de ser brasileiro, com a repressão e o medo desde a colônia. Frutos de uma cultura que não é a nossa e admiramos o exterior sem olhar para si. Então quem somos? Um bando de vira-latas! Popularmente somos conhecidos assim, nossa cultura é rica! E nos vendemos facilmente. Que ideologia é essa? É este é o país do samba e do futebol. Foi por um país assim que meus heróis lutaram?

A fome, a dor e a morte são banalidades, na realidade: fatalidades. A todo instante infâncias e juventudes são roubadas... Como os impostos e o amor a nós mesmos que já não existe, o preconceito virou lei! O etnocentrismo paira no ar.

E então, um torneio de futebol irá decidir o futuro de milhares de pessoas? Ou será que a “democracia” na qual nunca praticamos? Será que o Brasil é “um país de todos”?

Mera ilusão! O futuro da nação! Não sou o orgulho nacionalista, pois sou realista!

Vamos celebrar a estupidez do povo!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Eu não sei mais sentir.


Meu medo é de me apaixonar outra vez. De sofrer por outro alguém que não seja você – o único que me fez. Medo de que todos sejam como você foi todo o tempo, de que todos sejam tolos a ponto de se sentirem divididos entre verdades e mentiras ao acaso da vida.

O ridículo do amor é tão... Tolo! Não sei por que, mas chegou a hora de encarar que você foi mais uma tentativa de curar as minhas carências, as minhas faltas, os meus medos... E que você tem a sua vida, cada um por si como sempre foi. Agora é tarde para acordar? Eu vou e volto, minha cabeça gira e eu não sei se faço parte da cura...

Eu não vou te apagar da minha vida, da minha memória... Nada disso, eu só não quero ser afetada pelas tuas mentiras que ardem a minha pele... O meu amor nunca foi perfeito, mas nem tudo que é perfeito é verdadeiro... Entendeu o mistério da coisa?

Sabe do que você precisa? De um choque de realidade, de uma perda como a minha para perceber que as pessoas não são meras almas vivas e depois entorpecidas... Que o mundo gira em torno de verdades e acima de tudo que o amor não deve ser abafado na frieza de um medo.

Não quero ouvir mais nada, nem verdades e nem mentiras... O sopro da realidade está aqui, a liberdade está me chamando e o resto do mundo me espera com pelo menos um sorriso no rosto... E colocando na balança, se você fosse não teria nada a perder. Porque você nunca me teve. A tempestade vai me trazer de volta.

"Será que eu sou capaz
De enfrentar o teu amor
Que me traz insegurança?
"

terça-feira, 1 de junho de 2010

O vitríolo ou amargura?


A mente de um alienado, incompreendido e inacabado.

A luz que reflete em teu olhar me cega, tua íris brilha como um intenso mar de emoções, como alguém que é impedido de ser. A sua complexidade é algo que não deveria existir na simplicidade de que as coisas são, mas não para ti. Tua voz ecoa, tua luz ressoa no teu martírio, o teu calvário de vivência.

Teu veneno, vitríolo... Teme tua realidade e cria tuas ideologias em uma mente em que a amargura reina com o medo de viver. A essência de que é a vida o deixa reprimido, tuas carências jamais compreendidas... Como uma criança que nem se quer teve seus cabelos acariciados depois de um longo pesadelo na noite fria de junho.

Metade do teu ser, metade da tua lucidez adicionada com meia insanidade... Esqueça o que te fere, és sádico, és sético, és imune a ti mesmo... Não há rima, há ambiguidade, há inconseqüência.

Uma vida, uma sátira épica... Nada mais que um dia de domingo, quando o tempo demora a passar... Não há ninguém nas ruas, mas depois vem a segunda e o teu mundo volta a reinar, a tua rotina sem nenhum deleite.

Prazer!