quarta-feira, 30 de junho de 2010

Blind Pain.


A normalidade nunca tomou conta de mim por inteiro, pois dizem que ser louco é um tipo de genialidade. Mas nem ligo para o que dizem por aí. O fato é: meus dias são pífios e gelados. Rotinas desgastantes e palavras repetidas completam a minha insana realidade.

O rio corre a minha frente, na mesma intensidade em que os medos teimam em desaparecer. As memórias irão morrer afogadas em todas as suas mentiras? É o que eu espero! Cigarros e cafés já não são tão eficazes assim e a velha canção dispersa meus pensamentos para longe, como se nunca tivesse dito adeus, mas por um momento isso passa. Foi um longo ano, mas você rasgou nosso jornal de memórias, já não pretendo mais.

Meu desejo é descansar minha mente que muito tentou achar respostas e soluções pro que já fora e jamais voltará como antes, melhor ou pior? Não sei mais. Todo tempo, você foi minha luz... Artificial?

Será que Romeu e Julieta não passam de ilusão e besteira poética? Bom, eles morreram pelo que acreditavam sentir, mas ao menos sentiram a realidade do que é o amor, do sofrer e perder. Adeus, boa noite... Chega por hoje, pelo menos.

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.” Ainda não a dominei, ela dói cegamente.

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