
O que estou sentindo, é difícil distinguir... Mas a origem é clara e antiga. Farta das palavras que machucam, muito mais que o açoite que repreende um escravo... Na verdade, é assim que me sinto: uma escrava. Perante á essência incompreendida e ser “forte” não é escolha.
Como se essa dor fosse diferente de tudo existente, eu tenho medo de pedir arrego e ser tratada com indiferença... Os calmantes não fazem o efeito que deveriam, não mais. Meus pensamentos ultrapassam meus princípios, mas não sou tola o bastante... Não os executo, mas já houve a possibilidade.
Quando este tormento terminará? A carência de liberdade e compreensão, é estas são as consequências do que nunca ninguém notou, do que sempre senti. Não encontro mais explicações para mim, já nem penso em soluções... O fim está longe, quando uma dor cessa – momentânemanente ou não – a outra que repousava volta a me assombrar, só imploro para que não venham juntas... Meus pulsos não aguentariam segurar a vastidão do mal que me causam.
Feridas são passageiras, mas as cicatrizes são permanentes... Guardei a dor, o sentimento mais obscuro que tenho; o que uma criança sente por nunca ter tido algo. Me seguro unicamente em mim e no que acredito, cresci assim... Agora pode ser tarde para mudar e já que a confiança e todo o “amor” foi rompido, o que posso fazer? É nada. Nunca quiseram saber, minha fuga, minha defesa é a grande indiferença de sentir – ou não... Não me olhe assim, como quem tem medo ou tem a solução divina.
Não é justo impor verdades, virtudes brotam como as lágrimas que ficaram em mim... Coração, está aí? Estás em coma, inerte... Como eu, estou aqui em matéria já que o espírito é “acamado” diante teus olhos e tua crença... Não cumpra seu dever! Me deixe morrer... Morrer de vazio e frio.
Como havia dito, nem tudo é eterno... Apenas as cicatrizes que o tempo deixa, ou agrava. Não quer mais me ouvir, fonte da minha vida? Este é teu erro, está é tua única parte que nunca foi perfeita!
A falta de esperança e o tormento...
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