terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nada mais importa.


É Platão, talvez você tivesse razão quando afirmou que possuímos dois mundos: O mundo das ideias, e o mundo dos sentidos. Pois agora, eu me pergunto... Como é possível ter a capacidade da grande demonstração das ideias, quando os sentimentos ficam guardados? E aí vem outra incógnita, a sinceridade, a revolta e a percepção também são formas que me fazem sentir, mas são apenas conceitos.

Liberdade possui inúmeros significados, dentre deles, o que mais me chama a atenção é ousadia e desassombro, mas ninguém sabe ao certo o que é a liberdade, porque na prática nós só temos liberdade de ter liberdade, estamos presos a um padrão de vivência que nos impede de dizer algo em tal hora, ou de gozarmos do que não é permitido perante nossas normas. Então, meu caro, é ai que eu quero chegar: expressão. Hoje, neste exato momento, é o único mecanismo que me faz chegar um pouco mais perto da liberdade. O poder de dizer em meio de palavras minhas verdades, minha indignação.

Olhe pro mundo, mas o enxergue. Está tudo errado! Onde estão as realidades? Nós não as sentimos, mas vemos e ver é parte do sentir, algo que nós perdemos um pouco do poder. O glorioso poder da visão, a vida chega a ser óbvia diante deste sistema. Será sempre a mesma coisa, você passa parte dela lutando para ser feliz, mas quando isso acontece... Você já está farto da mesma.

Na brigada da minha adolescência eu consigo prever o mundo quando chegar a minha vez de estar farta, essa é a causa da minha distimia. O meu Carpe Diem não existe mais, e é aí que eu percebo que está tudo fora do controle... O que há de errado? Se até mesmo a liberdade de expressão é algo irregular diante do abate. É algo realmente incompreensível, nos induzem a ser críticos e quando você está próximo da linha de chegada, isso se torna frívolo...

Procrastino meu tempo me perdendo nessas resenhas malditas, sendo que lá fora eu tenho que seguir as regras, carregando o medo de que nada eu possa fazer agora e nem depois, e tenha um fim trágico procurando uma solução para os que não estão nem aí para os sentidos, muito menos para a mente. Ambos são fortes, mas sem os sentidos, sentimentos... A mente seria um mero conceito da razão, pensaríamos, mas sem a divindade de sentir.

Não importa o que eu faça na vida, será insignificante... Ghandi disse isso, mas tudo que ele fez por milhares de pessoas me faz acreditar que no fundo, todos nós possuímos um pouco de humanidade, e capacidade de mudar alguma coisa, mas simultaneamente.

Tão perto, não importa o quão distante... Não poderia ser muito mais distante do coração. Eternamente confiando no que nós somos e nada mais importa!” (Metallica-Nothing Else Matters)

sábado, 28 de agosto de 2010

Things that make you who you are.


Possuo um comportamento difícil, em vários sentidos... Difícil é tentar desistir de algo em que minha mente se prende com um absoluto propósito de satisfazer-me. Meu vago defeito, uma incógnita incessante de onde estou e a procura da verdade constante e inconstante de que possuo, de onde devo possuir e estar, apenas a mim pertence esta verdade, essência da percepção.

E quando estou a postos de contar uma mentira, a onda de realidades vêem para me impedir deste falso testemunho... Mas eu vou te perguntar, meu caro... Como alguém é capaz de amar a outro sem se quer conhecer sua história, sua parte integrante? Isso me faz acreditar que não posso amar a ninguém por não conhecer... E nem mesmo acreditar, sou sádica, ou talvez só esteja sendo... Amar é relativo, porque você sempre irá amar alguém que fugirá de ti, mas também sempre será amado por alguém que não deseja... Pelo menos uma vez na vida isso me aconteceu.

Não me conformo com meio sentir, ou se é verdade ou mentira, 8 ou 80... Ou se ama, ou se faz de amante. Ou se quer estar, ora se quer esquecer. Meus olhos não são apenas o brilho de uma íris verde, mas o reflexo da Lua, com o passar simultâneo de experiências, marcas, cicatrizes por parte de um orgulho irrelevante.

O conceito de tudo é um, o devir é outro como o vento da mudança. Ou par, ou ímpar... Mas que coisa, hein? Onde foi parar o meu entusiasmo criador? Talvez eu o tenha abandonado para tentar conquistar minha liberdade interna, mais uma vez... São seis da tarde e estas resenhas da última gaveta estão me atormentando de uma forma que me deixa enfurecida, o café esfria e o Sol vai indo para onde não deveria ter saído... Hoje, necessito de escuridão para encontrar uma resposta para equívocos meus, pertencentes ao meu presente e ao meu medo do amanhã, não existe um plano A e nem um plano B.

Lidar com a insegurança e o deixar ser, uma guerra que necessita de paz. A guerra em que o externo finge que não vê, e que tudo está decidido... Como é deprimente olhar estes livros sobre a mesa, xícaras e mais xícaras ao meu lado e um peso de que estou deixando-me levar pelo o que eu nego, mas luto para alcançar.

Pra ser sincera, eu jogaria tudo pro alto para ter minha solidão de volta, e mais ainda... Para ter o amor que era recíproco, uma pela outra... Mas então o amor veio separar isso tudo, e depois nos deixou em conflito bárbaro. E agora depois de tanto tempo, caminho em silêncio diante da multidão que é capaz de trazê-la de volta, mas ela não está aqui por inteiro... Ruídos e mais ruídos de quem insiste em voltar e ir, sem chance alguma de tocar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Frozen.


Ás vezes eu acho que eu sou capaz de carregar o mundo em minhas costas; que dentre tudo as consequências são minhas... Parte do eu pertenci é reflexo meu, mas não é! Nem tudo me convém, nem tudo é certo como a intensidade do fogo. Nem tudo é como desejamos, nem tudo faz parte da morada de nossos sonhos, nem tudo é caos.

É nessas horas em que o orgulho deveria ser útil não é? Pra deixar que nada te aborde dessa maneira súbita. Fotos irão desbotar e palavras perderão o sentido, eu creio. Você viverá deixando morrer... Quero deixar essa infinidade de pensamentos presos na minha mente, juntando com as dúvidas... Isso causa o meu caos interno, uma briga de extremos. Eu não quero sentir, mas pulsa e sangra.

Não quero me trancar por dentro, eu quero chamar o que eu vivo de vida. Esquecer este martírio, eu quero voltar a ser forte sem negar que lágrimas secam por si só. Deixei o tempo passar demais e tudo isso se perdeu, assim como a minha razão que se foi enquanto tudo esteve “bem”. É, mas agora ela está de volta para se dissolver em meu lítio, minha felicidade e tristeza repente. Eu não esqueci que se sente, apenas quero descansar todas essas percepções que minha educação não permite dizer o significado. Na escuridão é mais simples me encontrar.

Pois é devir, somos eu e você mais uma vez.

sábado, 21 de agosto de 2010

Rain down on utopia.


Talvez se você pudesse compreender, eu fui embora, mas eu nunca disse adeus. Eu fui o teu início interminado, uma incógnita e você é minha utopia. O que me faz sorrir espontâneamente, a falta que faz nos meus fins de tardes e nas madrugadas sombrias deste buraco do inferno. E eu já não sei o que faço com este sentimento beligerante... Sendo tu, amor, és tão constante quanto a mudança e ambos habitam o que há em mim.

Ora se é ódio, ora se é amor. Ora se quer estar e ora se quer esquecer por medo de perder. E o real é que eu preciso da tua proteção, a falta é meu veneno... O que arranca meu juízo, mas faz sóbrios meus sentimentos vivos, és minha droga ilícita.

Cartas se vão, memórias vêem... A nostalgia volta ao enxergar a noite tocando a linha do horizonte parte da Lua se aconchega em meio á constelação, e dentre esta escuridão encontro o que eu sinto em dizer por ti, para me fazer sentir melhor, pois não há ontem pro que não se disse adeus, dizer adeus significa saudar o fim, e o fim só chegará quando ambas as partes botar uma pedra sobre o livro do passado.

E cairá partes integrantes deste mesmo livro que me levará a ti novamente, a querer pertencer aos teus pensamentos... E ser como se nunca estivesse partido. És a prova viva que ainda existe vida em mim.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Find a way to say.


Á quem você quer enganar? Tua armadura pode ser forte, mas teus olhos mostram todo medo que já sentiste. Você luta pelo que acredita, vive em função de seus ideais... Mas chega a hora em que você também cai por terra, és mortal, és humano! Assim como mudanças inesperadas desgastam o teu ato de ser e pretender.

O quanto você viveu? Isto vai da intensidade do quanto amaste, ou amas... Talvez sejas imortal, por amar eternamente o que já passou e vive no te interior. O tempo é inimigo beligerante da paciência. Sendo ele o que há de impossível para a humanidade, o impossível para quem desejava mais do que a vida havia lhe dado. O oposto de um ser paciente, é ele vai passar... Mas não apaga, na verdade ele te faz sentir um amor forte, capaz de superar obstáculos inigualáveis.

Acabei por descrever algo que conheço muito bem... E me sinto confusa sobre o que escrever... Existe o arco e a guerra dentro de mim, confusões e choques de realidades, medos constantes de perdas e a alegria de pelo menos possuir... Verdades que poderiam pertencer a mim.

A fala é a metáfora do pensamento... Algumas vezes minhas palavras ecoam com muito menos sentido do que está em minha mente irrelevante. Palavras são chaves, mas também são pedras... Mecanismos que também têm poder de ferir. Mas pra falar de amor... Palavras vão e vem, um poeta é melancólico e perdido... Ele necessita da dor de amar, eu necessitei perder para então poder dizer. Rompi nas entrelinhas com parte de minha armadura, que deixou uma fresta entre os olhos que me possibilita expressar de forma tortuosa.

E então esta é a guerra do existir, há doença, mas há saúde. Há escuridão, mas também claridade... Há amor e há ódio. Opostos que constituem o que eu sou e o devir vital. A fortaleza de tudo é a mutação de meu logos e de seus opostos sentimentos ocasionais.

"O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só." - Tostói.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Change Of Seasons.


Tem àquelas horas do meu dia em que eu me pego olhando pra vida... Já cansei de dizer como existem cobranças nesta etapa indefinida, a vida chega a ser inconstante no limite de cada um. Ora sinto vontade de ir, ora de vir...

O que eu estou buscando? Mais um lugar inútil para que eu acorde, escove os dentes, tome um café requentado, me dirija até o trabalho enfrentando um trânsito infernal, almoce algo que eu realmente não quero comer, aturar pessoas na qual eu tenho vontade de cometer um homicídio (ou suicídio), chegar em casa assistir a novela das oito e terminar a dormir com o homem em que eu não sinto mais amor... Gratificante, não? Você sacrifica parte da estada dos teus sonhos juvenis para cair na rotina, ver o tempo passar na janela de um escritório, o ânimo morrendo e as utopias dos teus quatorze, dezesseis anos voltam. Você não vai mais reconhecer aquela pessoa, até mesmo porque você a terá matado com todo o teu ego de querer estar no topo.

O amor morrerá, ou talvez sobre apenas a chama de uma vela dentro de ti... As músicas farão o sentido de te querer levar ás lembranças de que você era, chega a arrepiar só de pensar... Então o teu Carpe Diem será a rotina, o árcade dentro de ti estará morto! Na realidade, o árcade nunca existiu na humanidade, mas o teu contato contigo e com a natureza será o mínimo impossível.

Como diria Raul: Um lugar do Caralho; E como diria um otário pertencente a este local frívolo: Essa é a ignorância de não perceber que o movimento é constante, que de tudo existem opostos, as estações mudam, após a luz vem a escuridão e vice e versa. Ninguém entra no mesmo rio duas vezes, assim como ninguém pisca com os mesmos olhos... Mas me diga meu caro: Cair nessa rotina cada vez mais comum é ser ignorante ou não ter escolha? E quando você se recusa a se enquadrar aos demais do rebanho? É... Você é o abestalhado!

Eu não quero me deixar levar... Esforçar-me tanto, ou melhor, me desgastar tanto para que daqui poucos anos eu consiga ultrapassar os meus medos e as metas que a sociedade empoe e cair nessa vida rotineira; um emprego mínimo, um cara fútil ao meu lado, filhos pré-condicionados, vida social em alta... Mas se dentro de mim Deus e Lúcifer brigam pra me libertar, e que essas quimeras do que eu vivo hoje e vivia há dois anos voltem a cada café expresso da cafeteria da esquina.

Talvez Cobain tivesse razão, ninguém morre virgem! A vida fode com você... Da mesma em que ele mesmo disse: Morra jovem... Talvez assim eu seja um cadáver bonito, ou talvez digam no meu leito de morte: “Ela era cheia de vida!”. É... Ainda existe vida, meus caros (embora eu a omita)... Vida que eu não permito que seja engolida por seu condicionamento voraz, mas estações mudam... Eu posso mudar, mas princípios são princípios, parte da virtude de ser. Eu vou mantê-los, e lutarei por eles... Pouco me importa tuas filosofias que são vãs diante o que existe na minha mente de metamorfose que não esqueceu de onde veio, sabe onde está e que aqui não pertence.


A Change Of Seasons-Dream Theater.

domingo, 15 de agosto de 2010

Remember me.


Não importa o que você faça em sua vida, será insignificante. E que é muito importante que você faça, porque ninguém mais vai fazer. É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz que ainda não está preparado, mas a outra metade diz: faça ela ser sua para sempre!

Metade de mim briga com o que há de querer vir, o que há de sentir... Sentir o pulsar só de ouvir dizer teu nome, deixar a noite ir enquanto eu faço de meus sonhos tormentos, por não querer pensar em ti. Talvez eu negue o que existe, é como querer excluir uma etapa. O que me parece vital, ou parecia e é.

Hoje a noite está fria, sinto o vento e o vejo balançando as árvores logo depois do portão. A Lua está ali em sua posição, que não é e nunca será a mesma de ontem, nem a de ante-ontem... E eu precisava contar para alguém sobre você, mas em silêncio. Se sofre, se mede e se é feliz pelo silêncio que possuo no meu interior turbulento.

Sou por acreditar que nada na vida é em vão, tudo está para mudança. O devir. Mas eu não quero que o devir me faça perder, mesmo que você pertença a mim para sempre. Por que hein? Força, divindade, deuses narcisos, Deus... Seja lá o que for... Como posso explicar, tudo que aparece de repente se torna parte integrando da continuidade da vida e vai embora sem mais nem menos? Passa como uma tormenta, alegra a seca, mas deixa todos alertas. E eu realmente não sei o que seria da minha vida sem metade de ti nela.

E se eu pudesse lhe fazer um pedido... Ia pedir pra não esquecer de lembrar de quem cruzou a tua noite e não queria ir embora, mas que o tempo e a realidade levou, sem piedade do que viria depois. O devir em sua função.

Este mesmo devir, levou... Um dia poderá trazer. E mesmo que ele seja tão poderoso assim, mesmo que passe mil, um milhão de anos você fará parte dessa vida que eu tive por um vago, ou longo período de tempo se eu possuir o mínimo de sorte, ou azar.

A ghost.


E assim vai passar a minha vida... Acreditando na eterna verdade de que minha felicidade está em um determinado lugar. Eu não consigo mudar, eu amo a mesma coisa, eu penso na mesma coisa... Mas isso nunca é da mesma maneira, muda a cada piscar de olhos. A cada percepção diferente deste inferno que chamo de vida.

Eu não queria ser sensível, nem inexpressiva. Mas as pessoas são porque são, não existe escolha. Eu também gostaria de acompanhar o ritmo inconstante e tortuoso da minha vida... Dores seriam evitadas, lágrimas não seriam lançadas a baixo. Eu não me enxergo mais no espelho, não reconheço meu sorriso e todo este amor que é uma vingança a peça em que à vida pregou-me.

Não está tudo certo, eu necessito ser verdadeira. E em todos os sentidos, eu não consigo me movimentar pra mudar isso tudo... Eu só quero descansar toda essa dor, romper com essa cadeia de realidade peculiar. Tudo que prende o meu fôlego, me faz querer desistir e me manter inerte diante da vida. Diante da mudança, como um cego que não quer ver. Alguém que se sente ferido após o combate e da perda. O mundo é um lugar de poucos ou em que ninguém nunca conheceu o que é liberdade e felicidade plena... Elas são acarretadas por mudanças.

É o fim, chegou a hora de reconhecer que o problema se aloja em mim... É aí que você percebe, seus pais desistindo, o amor da sua vida partindo, pessoas especiais apenas lamentando. Então, criança... Isso é só o fim, o início do teu longo e monótono declínio, doce queda. Em meio de uma multidão cinza, que revindicou da vida para ser um tolo merecedor de terapia no papel de vítima, deitado em um divã. Uma alma perdida, nem inferno e nem paraíso te esperam.

Talvez eu vague por entre as ruas dessa grande cidade que faz minha mente se sentir pequena. Vivo por querer de volta o sentimento da única epifania que o tempo me trouxe... O único segundo em que a realidade de sentir esses sentimentos irrelevantes, das vontades desafiantes e dores de infância fizeram algum sentido e foram curadas.

Virando a esquina, há mais um dia, há mais uma rotina em que irei me jogar... Haverá mais tarde a tua grande vitória que pra ti nada mais valerá, á não ser que longe daqui você esteja.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não quero ser sedada.


É como se quisessem nos impor verdades absolutas, sendo que no fundo elas fazem parte do pré-condicionamento no qual somos obrigados a seguir. É tão estranho que... Como algumas palavras são capazes de infringir nossa admiração por alguém, um apreço. Como se todo este conhecimento fosse inválido comparado ao caráter e a falta de percepção.

Uma imposição ao que devemos ser acreditar e maneiras de como devemos viver. Não quero ser sedada por toda esta hipocrisia, de admirarmos centenas de teorias e filosofias de vida, sendo que na prática somos totalmente humanos. Sim, a Filosofia é Humana, contém “erratas", pois há todo instante existe alguém com argumentos para modificá-la. Isso é transformação, isso é o devir.

Mas como diria Padre Agostinho, todos nós temos o tempo interno e externo. Mas o tempo externo é racional ao ponto de não sabermos de fato quais atitudes estamos tomando... Torna-se caos, torna-se humanidade constante ao ponto de nos sentirmos perdidos. Somos racionas a partir do momento em que temos a capacidade de pensar, raciocinar... Esqueça o resto, pois pulsamos... Sentimos, ao ponto de querer criticar toda esta “ignorância” induzida que me fez criar estes parágrafos.

Eu cresci e fui educada pra ter minha própria opinião, sobre qualquer coisa que me colocassem na frente dos olhos. E não é agora que vou abaixar a cabeça (me desculpe o tom) pra qualquer porra que me é emitida em 50 minutos, assim como eu e todos os 6,6 milhões de seres que se dizem humanos são e foram como os filósofos que idolatras... Há um momento em que o ego infla tanto, que acaba ocupando o lugar onde deveria estar todo o teu conhecimento... É, mas isso tudo faz parte do caráter. E como dizem... Hoje temos apenas a liberdade de ter liberdade, conservadores de merda que nunca viveram a vida de fato e querem encher nossas cabeças das histórias que não viveram de fato.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

É sua decisão.


Me disseram uma vez, que sentimentos são como a cor de uma rosa. Escrevo da forma que penso, escrevo quando me falta ar, escrevo quando a rotina me desafia, escrevo para não desanimar, escrevo para sentir algum sentimento e ter a virtude da cor. E acabei por descobrir que minhas dúvidas são e vão além do que eu tento botar no papel, além do movimento de transformação irracional. E dentre tudo que se posiciona em posição de revolta: verdades absolutas são infames! Objetivos vão, mas ás vezes não voltam e no lugar destes vêem outros ocupar o espaço. Deve ter algo de errado... Eu não sei se é seguro sonhar, já que sonhar é como chegar mais perto de um objetivo. E se amanhã, ou depois eu me transforme outra vez? Ou pior... Eu posso não realizar “sonhos” pelo movimento de tudo: tempo.

E então, acabo por criar metas. Metas em que a política de ética está por decair, maquiavélico não? Como se os fins justificassem os meios. O fingimento de demonstrar virtudes, na qual jamais foram possuídas. Uma guerra, guerras são injustas, pois nem todos têm as mesmas armas. E tudo isso para estarmos satisfazendo nossos instintos, “realizando sonhos”. É, o ser humano é frívolo e insidioso. Ás vezes o mais correto seria procastinarmos de nossa ambição.

Os fins não justificam os meios, por várias vezes não merecermos tudo que conquistamos, muito por invadir o espaço de vivência do outro, cegos de humanidade... Procura do poder e ter, capazes de deixarem o ser.

Você alimentou o fogo que queimou nós todos quando você mentiu. Para sentir a dor que te deixou negro por dentro. É sua decisão!

Ali In Chains-Your Decision ♪

Nota: Aula de Filosofia Política deu um desvaneio sem sentido algum.

domingo, 8 de agosto de 2010

All I Need.


Não me diga que agora está longe... Ao mesmo tempo está tudo tão perto e a certeza dos sentimentos é a única que não é racional. Tempos em que a esperança é como a chuva de Novembro, e tempos em que a esperança brota como uma rosa em meio ao solo árido. Saudade do silêncio de um sorriso, do cheiro inesquecível e das manias singulares.

O de repente que surgiu com a mesma intensidade de que desapareceu, e ainda permanece. Aforismos de qualquer entendimento, mas sentimentos são apenas para sentir... E destes eu sei cada detalhe, cada dor e cada alegria. Quando tudo dói... Você poderia fazer do meu coração um lugar melhor e estar, pelo tempo que fosse. E ao passar... Você é o ápice, mesmo que impossível... Eu ainda respiro a tua existência, procurando maneiras de evitar a saudade que os acasos da vida proporcionam.

O desejo de abandonar tudo o que está aqui; o que não me convém, nunca coube em mim... Só para ouvir aquelas palavras de conforto e me lembrar de como foi a primeira vez em que te senti. Você... É a chuva de Novembro, mas também... A brisa de uma manhã cinza, o caos embutido na minha mente e a sombra do que se fortifica em mim.

E é ao deitar... Que eu percebo o que eu não quero admitir: Eu te amo e te amei o tempo, as 25 horas do meu dia...

Você ainda pode ver um coração em mim? Toda minha agonia desaparece quando você me envolve em seu abraço. Não me deixe mal por tudo que eu preciso, faça do meu coração um lugar melhor... Me dê algo em que eu possa acreditar. Não acabe com isso, tudo o que resta de mim, faça do meu coração um lugar melhor.” (Within Temptation - All I Need)

Fade away.


If you could feel the beat of my hurt heart,
If you could hear my breath… Everything that I miss.
I’m still here, I’ll be here until this hell go away.
And… When I stay in your arms,

You make my sorrow fade away…
I miss you, I won’t let the hope run from inside me,
Cause I believe in you and me.

Letters, make me show better… Than I don’t know how to say. But It love can do.
I’m fine, I don’t miss the summer… I’m lying.
I could lie, that make me don’t wanna try run to you.
You make the sorrow fade away…
I miss you, I won’t let the hope run from inside me,
Cause I believe in you and me.

Take me away, cause I don’t wanna stay.
Let me find my begin in to your arms… Until I sleep…
Cause I…
Cause I miss…
I miss you, I miss the summer.

Nota: Não sei compor... @thhs_

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Unhappy.


De que adianta ancorar meu navio se este porto não é seguro? Tentativas são como as gotas da chuva que caem intensamente e se chocam com o solo, para fertilizar as sementes do que ainda restam, e assim tornam-se parte da alma, do ser e completar: unidade. Mas de tudo que brota, são apenas provas do tempo ser frágil demais para fazer com que verdades desapareçam.

Noites frias e uma mente cheia de vazio. Um coração que pulsa por dor e mudanças que acontecem sem ao menos padecer. Finalmente eu consigo distinguir o nível de toda esta confusão que acabei por criar, o cansaço toma conta e a vida é imperdoável. Eu procuro por caminhos de volta para meu verdadeiro lar, a pequena felicidade de poder tocar a liberdade.

Tudo isso, pode ser o egoísmo mais cruel, talvez frívolo, mas vital. E quanto ao meu sacrifício esse tempo todo? São dois anos que se passam a procura de um único antídoto para dezenas de dores por ter sacrificado, por não ter havido escolha nenhuma... Por atira-se a poeira ao vento.

Depois disso tudo... Ao me olhar no espelho, posso ver o holocausto. Sou a renúncia de todo que amava e agora tento fazer pedaços errados montarem um quebra-cabeça certo. Sou eu uma narcisista que não liga pra beleza, nem com o que sente... Mas que conta cada lágrima que derrama... Até que perdeu as contas.

E o que faço para sentir e espalhar empatia novamente? Eu ao menos queria acreditar que isto vai acontecer, algum dia...

Changes-Black Sabbath ♪

domingo, 1 de agosto de 2010

Fugir do vazio.

Vazio: 1. Cujo conteúdo foi retirado; 2. Que tem falta de algo; 3. Que tem preocupações ou interesses de pouca utilidade ou importância. = frívolo, fútil, leviano, oco; 4. Sentimento de ausência ou de perda.

Existe uma definição proxila para tudo isto, mas eu larguei de mão de definir o que eu estou sentido se de fato não é “nada” e nem meu, porque é tarde e esta batalha eu já perdi. O vazio que se prolongou durando o tempo em que nada mais importava a não ser deixar com que esta derrota tomasse conta de tudo que ainda existia em mim.

E ao olhar em minha volta... O caos toma conta de tudo que está me regindo. Aqui não é meu lugar, estou farta de fingir que faço parte deste comércio de prazeres e “alegrias”, como se eu tivesse uma infecção que não me deixasse levar por todos os anúncios de que aqui é onde eu devo estar: o vazio.

Vazio por ter que sacrificar anos de uma vida toda, vazio por perder proteção, vazio por reivindicar de liberdade e se trancar em um mundo onde o tempo é inimigo da realidade de viver. Não passa de ilusão... Como a heroína que sana as dores e acalma o desespero então passa a acreditar que continuar vivendo assim está totalmente bem, os valores voam para longe com o vento artificial e a realidade está entre cada beco da cidade.

Tentei me cegar... Fazendo com que se sente errado, parecesse certo. Desta vez, além de minha armadura... Tranquei-me algemei a mim, atei minhas mãos e pés para nada mais poder fazer... Assim me igualei, me deixando levar por tudo que mais abomino aqui. Eu não conheço o inferno, mas aqui, talvez, seja seu princípio e os olhos do demônio estão em mim... Por fingir para mim mesma, a frieza de indiferença que deveriam fazer parte de uma realidade frívola, desta sociedade.

E então quilos de livros se acumulam na minha mesa, xícaras e mais xícaras de café estão ao lado deles, a tinta de meus cabelos avermelhados não aparentam mais o brilho de antes, os esmaltes se descasca de semanas em semanas... As discussões são cada vez mais constantes, a vontade de voltar é imensa juntamente com o desejo de abandonar. Como vê... Estou farta dos mesmos problemas de sempre e do problema de anos e anos atrás. Quanto mais enriquece-se o exterior, o interior clama por lembrar-se do que se era antes...

Está é a guerra... Entre o vazio e a voraz vontade de dizer. O estar e o permanecer. O orgulho e a verdade... O olá e o adeus.

Hoje me peguei a olhar pra quem eu amo e fotos... Como qualquer ser humano, eu peco e eu omito isso me fez me afastar de tudo e todos, e toda esta tristeza é apenas a falta do cheiro, do olhar e de meras palavras de quem está tão perto e de quem está tão longe.