segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Change Of Seasons.


Tem àquelas horas do meu dia em que eu me pego olhando pra vida... Já cansei de dizer como existem cobranças nesta etapa indefinida, a vida chega a ser inconstante no limite de cada um. Ora sinto vontade de ir, ora de vir...

O que eu estou buscando? Mais um lugar inútil para que eu acorde, escove os dentes, tome um café requentado, me dirija até o trabalho enfrentando um trânsito infernal, almoce algo que eu realmente não quero comer, aturar pessoas na qual eu tenho vontade de cometer um homicídio (ou suicídio), chegar em casa assistir a novela das oito e terminar a dormir com o homem em que eu não sinto mais amor... Gratificante, não? Você sacrifica parte da estada dos teus sonhos juvenis para cair na rotina, ver o tempo passar na janela de um escritório, o ânimo morrendo e as utopias dos teus quatorze, dezesseis anos voltam. Você não vai mais reconhecer aquela pessoa, até mesmo porque você a terá matado com todo o teu ego de querer estar no topo.

O amor morrerá, ou talvez sobre apenas a chama de uma vela dentro de ti... As músicas farão o sentido de te querer levar ás lembranças de que você era, chega a arrepiar só de pensar... Então o teu Carpe Diem será a rotina, o árcade dentro de ti estará morto! Na realidade, o árcade nunca existiu na humanidade, mas o teu contato contigo e com a natureza será o mínimo impossível.

Como diria Raul: Um lugar do Caralho; E como diria um otário pertencente a este local frívolo: Essa é a ignorância de não perceber que o movimento é constante, que de tudo existem opostos, as estações mudam, após a luz vem a escuridão e vice e versa. Ninguém entra no mesmo rio duas vezes, assim como ninguém pisca com os mesmos olhos... Mas me diga meu caro: Cair nessa rotina cada vez mais comum é ser ignorante ou não ter escolha? E quando você se recusa a se enquadrar aos demais do rebanho? É... Você é o abestalhado!

Eu não quero me deixar levar... Esforçar-me tanto, ou melhor, me desgastar tanto para que daqui poucos anos eu consiga ultrapassar os meus medos e as metas que a sociedade empoe e cair nessa vida rotineira; um emprego mínimo, um cara fútil ao meu lado, filhos pré-condicionados, vida social em alta... Mas se dentro de mim Deus e Lúcifer brigam pra me libertar, e que essas quimeras do que eu vivo hoje e vivia há dois anos voltem a cada café expresso da cafeteria da esquina.

Talvez Cobain tivesse razão, ninguém morre virgem! A vida fode com você... Da mesma em que ele mesmo disse: Morra jovem... Talvez assim eu seja um cadáver bonito, ou talvez digam no meu leito de morte: “Ela era cheia de vida!”. É... Ainda existe vida, meus caros (embora eu a omita)... Vida que eu não permito que seja engolida por seu condicionamento voraz, mas estações mudam... Eu posso mudar, mas princípios são princípios, parte da virtude de ser. Eu vou mantê-los, e lutarei por eles... Pouco me importa tuas filosofias que são vãs diante o que existe na minha mente de metamorfose que não esqueceu de onde veio, sabe onde está e que aqui não pertence.


A Change Of Seasons-Dream Theater.

Nenhum comentário:

Postar um comentário