terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ódio para amar.


É, eu construi uma armadura para me defender da guerra que iniciei há um tempo atrás. Mas um mero detalhe me fez cair em erro: carreguei minha fraqueza armadura a dentro. E esta fraqueza desatina, me assombrando com o que passou, e permanece dentro de mim, perdendo meu animus... Que se evapora pela a nostalgia maléfica dos anos vazios e passados.

Acabei-me rendendo por meu próprio ser, a aflição de querer escapar de todo aquele caos alternativo. E a certeza permanece, pois sei que há cada dia que se passar... Estarei mais distante da resposta para minha pergunta de uma vida toda... Gravando todos os meus segredos em minha pele. Lutando contra princípios da minha própria alma, tendo medo de perder a essência... Lutando com o meu melhor amigo.

As poucas lágrimas que ainda restam... São as de fúria, do que você se sente satisfeito em mostrar, o que nunca foste em meu tempo. Não me amas o suficiente para me odiar, mas se amas... Me deixe ir, mesmo que o mundo seja um lugar diabólico, de ti... Bom, só desejo libertar-me de meus grilhões... Dos grilhões que me prendi a ti, por dúvida.

"Então se você me ama, deixe-me ir. E corra para longe antes que eu saiba. Meu coração está escuro demais para se importar. Não posso destruir o que não está lá. Entregue-me para meu destino, se estou só, não posso odiar eu não mereço ter você... Meu sorriso foi tomado há muito tempo atrás. Se eu posso mudar, espero nunca saber." (Snuff-Slipknot)

Dezesseis outonos desde que a pergunta surgiu aqui... Em mim.

sábado, 25 de setembro de 2010

Existência bela.


O que é uma vida bela? Isso pode ser relativo, mas dentre todas as respostas todas teriam o fundamento da fuga que o ser humano possui do sentimento de dor. Nós procuramos sempre estar em segurança, nos sentindo bem, isso envolve o interno e o externo. Uma vida bela provém das experiências e das boas memórias, algo que nos traz sabedoria e um certo sentimento de paz consigo, apenas por lembrar do que foi o centro do mundo um dia. Isto se chama felicidade, a plenitude para uma existência bela e só alcançar esta, quem não abre mão e não se prende aos grilhões da essência de uma vida tão bela, então!

Felicidade, pois bem, o que queremos alcançar eternamente. Mas a felicidade se encontra em espírito, no prazer que satisfaz a alma. Prazeres singelos, mas ao mesmo tempo capazes de transbordar por felicidade. Diferente das ideias de prazeres dissolutos que são momentâneos, deseja-se mais o desejo do que o desejado...

O totalidade da essência de ser feliz encontra-se no amor da amizade, um sentimento que traz a certeza absoluta de quem és, e a certeza de algo eterno. Pode até ser que em presença não seja, mas as memórias servem para apartar a dor de ti! E então tua saúde espiritual estará garantida, mas é preciso que pratiques sempre, e cedo.

Encontra a tua felicidade na troca de experiências, nos consolos e a simplicidade de estar. Sendo um amigo, um ser eminente... Uma fonte de felicidade!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Caos.


O caos externo era a paz de sua mente perturbada, tudo que se movia em direções opostas causando o sons de seu desejo perverso, o que pessoas tolas faziam apenas por vontades insanas de sentir o que é ser humano: dor!

Seu amante: a desordem. Seu martírio: não saber quem era. Era lunática ao ponto de não ter medo de grandes ventanias e tempetades, a perversidade em possuir o que desejava momentâneamente. Todo aquele ceticismo perante a absoluta verdade para o sistema conservador. Suas virtudes... Princípios singulares que raramente se eram infringidos. Tinha o total poder de deixar marcas no que realmente lhe pertencia, mas que não havia possuido em essência, alternativas...

Constantemente seu comichão de ideias a fazia querer fugir da dúvida de quem realmente era, na brigada da angústia que a juventude carrega no nome... Jamais se apaixonou, por simples dúvida de não saber o que sempre quisera encontrar em alguém.

Ontem e hoje... Seus surtos de liberdade lhe deram páginas de uma vida plena, bela e um tanto trágico, mas também épica e lírica, no sentido de tuas palavras já escritas... Silêncio ganhara após descobrir o papel, e o poder que as palavras possuem... O medo se evapora a cada linha escrita, a coragem brota a partir do grito de opinião e verdade: liberdade de ser e estar ali por motivos seus.

Mas as duas gigantescas palavras do mundo não faziam parte de seu vocabulário: “Sinto muito!”. Era narcisa, mas não ligava-se á tons superficiais que via por entre os cantos da sociedade.

E é, não é possível negar... Ela é feita de palavras e movida por ideias, a constante de seus sentimentos!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Hollow day.


Tomara; Que a tristeza te convença; Que a saudade não compensa; E que a ausência não dá paz.” (Vinicius de Morais)

Sabe, faz um bom tempo em que eu não coloco meu vazio em forma de palavras, isso me deixa tão perturbada de uma forma insana em que meus pensamentos não entram nos eixos como era há um tempo atrás. Mas eu quero botar algo que me incomoda demais, que é uma das chaves pra tanto resenhar, saudade. O que me arranca a paz, dias pífios se tornam por si.

Uma saudade polissêmica, de diferentes pontos da minha vida. Desde a vaga e eterna memória de infância, de pessoas que um dia foram diferentes e de outras que ficaram no meio do caminho, mas dentro da mente, minha consciência abstrata. A única certeza que me sobra é que as memórias são fruto do que um dia foi feliz, e a nostalgia me traz a dependência do lítio.

Hoje eu deve ser pouco menos do que era ontem. Percebo que à cada dia que passar amar é mais raro... Eu não estou tão convicta de que isso irá acontecer até que eu comece a amar meu tormento de ser, e para isso eu preciso decifrá-lo. A dores me cegam pelo medo, e o vazio me acomoda a deixar tudo como está.

E então vem outra vez a insegurança de tudo. Se nem sei quem sou, o que virá? Me apego demais a todas as minhas teorias lunáticas de onde vivi... Apenas para não me perder mais. Talvez seja hora de despertar o tempo perdido... Porque metade da coragem ainda está aqui. E ainda há animus pela vida.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lítio.


Os tempos medievais significam trevas, o medo do divino desconhecido... A intervenção sublime direta em tudo que era mundano.Me guardo em trevas, me tranco em infelicidade por medo de ser feliz, a neblina dentro da minha mente é intensa e eu não consigo enxergar o que realmente é ser bem aventurado na plenitude momentânea.

O ser humano está sempre correndo da dor, acreditando que a felicidade está próxima, quando na verdade ela está lá dentro... Por dentro das verdades que nos contamos antes de dormir, da liberdade que se sente ao lembrar das memórias da guardiã infância. Mas é muito mais cômodo pertencer a dor, porque assim não se espera mais nada... Me apaixonei pela amargura que criei a partir do que nunca entendi, das dúvidas humanas, pois todos nós as possuímos e algumas vezes elas têm poder de destruir a brigada da juventude, parte do que acreditamos e nos faz fraquejar diante da realidade crua, do que é a vida.

Onde está o antídoto? É, o lítio... Que equivale a se render, a felicidade será momentânea... Amanhã ou depois as palavras e os momentos perdem efeito. Algumas enfadam, outras causam angústia... Sem mais, a distimia é o êxtase de um poeta perdido em meio a felicidade, algo jamais tocado, algo nenhum pouco parecido com o sorriso de Monalisa, algo tão pouco sútil.

Estou convicta de que enquanto eu não me libertar de toda a distimia inata que possuo, não serei conhecedora de liberdade... Mentes ignotas não se libertam tão fácil por medo de perder a inspiração do que os faz realmente humanos... Mas a dor é inata assim como a depressão; a dor que desatina a cada suspiro, a cada badalar do relógio... A intensa dor de ser humano!

Lítio, eu não quero me trancar por dentro... Não se é um céu degrade, nem primavera. És tempestade ou um dia azul. Ou inverno ou verão, como é o céu, como é inferno.