
“Tomara; Que a tristeza te convença; Que a saudade não compensa; E que a ausência não dá paz.” (Vinicius de Morais)
Sabe, faz um bom tempo em que eu não coloco meu vazio em forma de palavras, isso me deixa tão perturbada de uma forma insana em que meus pensamentos não entram nos eixos como era há um tempo atrás. Mas eu quero botar algo que me incomoda demais, que é uma das chaves pra tanto resenhar, saudade. O que me arranca a paz, dias pífios se tornam por si.
Uma saudade polissêmica, de diferentes pontos da minha vida. Desde a vaga e eterna memória de infância, de pessoas que um dia foram diferentes e de outras que ficaram no meio do caminho, mas dentro da mente, minha consciência abstrata. A única certeza que me sobra é que as memórias são fruto do que um dia foi feliz, e a nostalgia me traz a dependência do lítio.
Hoje eu deve ser pouco menos do que era ontem. Percebo que à cada dia que passar amar é mais raro... Eu não estou tão convicta de que isso irá acontecer até que eu comece a amar meu tormento de ser, e para isso eu preciso decifrá-lo. A dores me cegam pelo medo, e o vazio me acomoda a deixar tudo como está.
E então vem outra vez a insegurança de tudo. Se nem sei quem sou, o que virá? Me apego demais a todas as minhas teorias lunáticas de onde vivi... Apenas para não me perder mais. Talvez seja hora de despertar o tempo perdido... Porque metade da coragem ainda está aqui. E ainda há animus pela vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário