domingo, 28 de março de 2010

A humanidade de um humano.


Teus princípios foram abalados por um mero erro impulsivo. Na guerra onde estás perdido, e já não tem a quem recorrer ou culpar, a quem amar ou se apoiar... Esqueceu então de lutar?

Erros nos quais me envergonham te decepcionam e te levam para o teu lado oposto. Quem é você? O que você fez com aquela alma que de fato significara algo em algum momento... Por um momento mais, clareie tua mente... Não a castigue, não a torture... Leve-a pra longe, cure todas as tuas imperfeições, seque todas as tuas lágrimas...

Você quer tempo? Você quer coragem? Você quer uma nova perspectiva, uma nova convicção? Quero distinguir teus desejos mais indecifráveis, quero compreender teu caos, a tua humanidade.

Nada é para sempre, seus erros serão imperdoáveis até a eternidade terminar? Teu sentido paradoxal afetou a tua base, tua mente, tua emoção. Deixe de egoísmo, escute teu coração.

- Falo dos meus erros, da irrelevância, do impulso. Do que me resume; o caos.


Erros não são meros erros, as conseqüências são prova.

- Damn! Misunderstood!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pain.


Trago comigo a sensação de nunca fui o bastante... Que a vida passa por meus olhos, e não posso ter total controle sobre ela; a liberdade, a vontade, a dor!

Dor que já faz parte de mim, dor que apenas se sente, não se explica... Machuca, fere, te arranca o que mais tinha de puro... É, estou descrevendo-te o inicio de tudo, de como era há um tempo... No ápice do meu declínio vital, isso é realmente possível... Dentre tudo, te faz sentir o que é e existente... Tua humanidade mais complexa.

Mas hoje, eu vejo... Dentre tudo que me rege, sofrer se tornou algo tão irrelevante, mas que me fazia me perguntar sobre coisas que eu jamais teria enxergado... Sabedoria – essa seria a palavra chave para expressar – comecei á perceber quanto mal o impulso causara diante das minhas escolhas, das minhas atitudes – não posso ignorar o que sinto. Se não posso mais ter, vou desfrutar de algo único que me restou.

"E o hábito de sofrer, que tanto me diverte!"

Permanência.


Voce não precisa mais,
Do meu significado,
De mim ao teu lado.

A culpa foi minha,
Por perder a linha...
Diante das limitações,
Momentos e decepções...

O livro sem a página final...
A dor terminal,
De quem ainda se sente mal...

Se tudo que eu fiz foi deixar você partir,
E então não mais surgi...

Exalte minha carência,
Já perdeste a paciência?
De toda nossa curta permanência...

Desejo amor,
Com ardor... O fim da tua,
E da minha dor!

Ideologias, caminhos, vida.


Tantas idéias e duvidas surgem na minha mente a cada instante em que tento mais entender... Toda a vida voltada a objetivos monetários, a desunião de tudo que um dia teve algum valor, a tristeza e solidão opcional, sonhos e problemas exaltados, momentos irreais. A estupidez, a ênfase á dor.

Vaidade, comodidade... O que é “bonito” – um falsário – o “perfeito”. O verdadeiro – o simples – o menos escolhido. A maldade, corações machucados deixados. Lágrimas inexistentes, e poucas verdadeiras. Inveja, nunca será o bastante. Celebre a falta de bom-senso...

A aversão de quem sonha de quem sente, de quem é humano. Minha esperança ainda está, em seu ápice de tudo isso mudará de alguma forma... Há perfeição dentre tudo que é imperfeito, nossa humanidade, essência do que de fato faz parte de nossa racionalidade, e da nossa emoção. Somos combinações de defeitos e de qualidades...

Limites são como uma escravidão livre... Não tenho aonde ir, se somos todos reprimidos pelo que acreditamos ou supostamente somos eu me agarro a minhas idéias, pois fora elas não tenho mais nada, a não ser ”falsas bases” do que realmente é real. Nascemos sozinhos, morreremos sozinhos. Relacionamentos evitam nossa solidão, que faz parte de nossa realidade. Ninguém nos acompanhará da hora de vir ou de deixar o mundo.

A vida é muito, para ser tão pouco... Após ela, o que existirá de fato? Tudo terminará? É o “destino”. Somos gregos demais, vivemos em função de todo caos de nosso cotidiano. Dentre tudo, nosso fim absoluto, a morte...

É doloroso pensar que após ela não há mais nada, e fantasioso acreditar que teremos uma continuidade sã... Bem aventurado é quem vê a vida como ela é; o início, o meio e o fim!

E nada mais importa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

E é assim...


Talvez eu seja o mal, que você teme em possuir... A escuridão que assola as tuas noites de céu encoberto. Teu erro mais sórdido. A tua verdade mais sorrateira. Teu passado que está presente, a pretensão para o futuro. A contradição, a tua maldição. Teu veneno lento... Teu declínio.

Será mesmo, que você ainda consegue ter ódio dentre todos os meus erros, e os teus já perdoados... Acho que nossa condição é complexa demais para permitir este tipo de desejo, desses erros, desses medos... Mas você, ainda é minha maior verdade.

sábado, 20 de março de 2010

Hey, I'm still alive!


E assim vai minha vida...
Passando com cada vôo partindo,
E isso esta sendo tão difícil...
Tanto tempo se despedaçando,
E ela caminha de noite...
Quantos corações morrerão esta noite?
E quando as coisas mudarão...


Mas olhe em volta... O que será que está acontecendo? Dentre tudo que está preso na minha mente, todas as hipóteses... Parece que estou fazendo da minha vida um calculo matemático... Será tarde demais para reverter todos os meus erros, todas as feridas que causei a tantas pessoas por um egoísmo e frustrações minhas?

A única e real dor... Mas tornou-se parte do meu ser com o decorrer do tempo de tão miserável que sou... Tentei matá-la de todas as maneiras... Talvez tenha me juntado a ela... E aí me pergunto... O que me tornei? Onde está a resposta? Será ela meu declínio... Talvez eu até saiba, mas não quero admitir pelo medo, e pelo o que ela representa e é capaz de fazer com todos os meus sentidos ainda vivos... Mas eu ainda estou aqui.

É cômico para não ser trágica a maneira em que as pessoas se referem ao que chamam de “vida” especificamente a minha... Por que eu tento me mostrar forte o tempo todo... Mas ninguém conhece meu intimo, ninguém decifra a minha mente, e ninguém sente o meu coração para saber... Se ainda estou aqui, e não enlouqueci foi apenas pela minha razão, pela minha armadura meu escape...

Vamos encarar a verdade, essa vida com falta de humanidade... O mundo está se acabando em chamas, e eu desejo apenas dizer-te algumas palavras... “Lembre-se de hoje, eu não tive respeito por você, mas sinto tua falta amor!

Todas essas coisas que fazemos, é apenas para sobreviver... Minha rotina, meu ar. Exalte toda a minha saudade.

Esta é minha vida...

sexta-feira, 19 de março de 2010

The unrequited dream.


Talvez esteja coberta de dor, sem piedade para que me salve... Já não sei o que fazer... Já nem me importo, pois a dor é inevitável...

Procuro respostas a todo o momento, para minha carência de explicações... Ainda não entendo a ordem, nem sei se ainda faço dela... Essa dúvida está crescendo dentro de mim, o que eu devo fazer? Creio que esquecer seja alternativo, mas o que é árduo e incoerente.

O inalcançável me chama, o que eu desejo... Minha cura, meu ápice do que poderá ser felicidade... Pois até os seres mais miseráveis podem encontrar – seres como eu – apenas mais uma razão para que isso se torne verdade, dentre todos os fatos... Mitos e mentiras sobre nós dois. Algo que é verdadeiro, o que restou, o desejo...

Isso cresce dentro de mim, algumas vezes mais e outras menos... É humano, emoção... Envolve-se com a razão... Silencio e melancolia do vento tocando minha pele... Já não tem mais sentido estar aqui, de todas as fatalidades... A partida...

É um carma, algo pesado para uma alma fria e cansada... Dentre todo seu sentimento centralizado em tudo que acredita, apenas por amar...

Será que ainda nos tornaremos reais? Ou nada vai passar de sonho e desejo? O futuro é próximo, será ele existente? É, apenas mais uma vez... Estou aqui exaltando minha carência...

I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself…

quinta-feira, 18 de março de 2010

More Than Words.


Close your eyes and just reach out your hands and touch me, hold me close… Don't ever let me go!

Por que não entrelaça seus dedos entre os meus? Caminhe ao meu lado, diga tudo que sente. Abandone todos os seus medos, me abrace se tudo te assustar. Deixe-me secar todas as tuas lágrimas com meus beijos. Deixe-me ser a única á estar ao teu lado nas noites de céu encoberto... A única que jamais te deixará sozinho. Deixe-me ser o motivo do teu riso, do teu valioso sorriso. Deixe-me pertencer a você. Deixe-me ser tudo que você precisa. Deixe-me ser a única, a dona dos teus olhos? Só por um instante mais... Perdoe-me por ser irrelevante...

Sufoque-me, me faça sentir-me viva... Apenas fique.

Mas aqui está, não era tudo que você queria? Mais do que palavras?

Limites.



São apenas estereótipos... Todo este preconceito adquirido a todo instante, dentre pessoas que de fato também são humanas. É ignorância demais para essa sociedade tão miserável. Julgamentos são feitos de acordo com a cor da tua pele, olhos e cabelos... Pela tua roupa, religião e modo de ser... Pela tua música, e tua essência.

Por quê? Por que nos dividimos em grupos? Não deveríamos ser apenas nós mesmos? Pois toda tribo terá suas limitações.

Quando se trata de tribos urbanas, cultura e gostos... As pessoas cada vez mais formam uma única opinião, e adquirem apenas um preconceito, julgam por prazer... Em suas mentes maldosas e doentias; um Rockeiro, por exemplo... Será julgado por andar de preto, ouvir um gênero de música que muito expressa... Não quer dizer que seus princípios sejam corrompidos, e que fora deixado ao “limite da sociedade”, padrões infames que estão a todo instante em processo... Mas mal sabem essas más mentes, que por trás de uma tribo ou apenas de um “integrante” há o sentimento, de sentir-se parte de algo que lhe dá prazer...

Tabus, preconceitos, complexos... A humanidade está cada vez menos humana, ser á que ninguém percebeu? A rotulação de tudo, até mesmo do “instinto”, algo imoral... Não há razão, para sermos julgados pelo simples fato de sermos “autônomos” em algumas fases da vida, ou por ela inteira... Ou por apenas sermos... Cada um nasce da essência, e da vontade de ser e segue seu rumo. Há então o momento, em que a duvida de quem tu realmente é, e deve ser... Teus mestres irão te repreender, pois hoje a vida nada mais é do que imagem, aparência... A opinião alheia nos faz sermos algo que nos sufoca, prende.

Talvez eu esteja sendo erudita demais... Sendo parte da adolescência, ter varias ideologias... Mas mal nenhum isto faz!

Abra os olhos para uma visão diferente... Não deixe a doença social cegar-te... Vá, seja o que for... Mas ao menos expresse tua essência, seja o mais humano possível. Seja perfeito para ti, mas lembre-se verdadeira perfeição tem um pouco de imperfeição...

Esqueça de todo o padrão, clichê... Lembre-se do que há, da vontade da verdade... Para sempre confie em você.

And nonthing else matters...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Continue...


Dúvida que me assola,
Me leva sem demora.
Dor que se sente,
Verdade inconseqüente.

Coração quebrado,
Momento levado.
Tempo, vento...
Alma ao relento.

Dia, noite.
Meu açoite.

Ausência,
Imprudência.

Solidão que causa dor,
Sem nem mesmo por ardor,
Apenas por amor...

A brigada dos sonhos incompleta,
Mas repleta de expectativa...
Não quero uma nova perspectiva.

É o fim? Minha vez de brilhar
Ou por apenas me queimar?

"Nova" Rotina.


Dentre todo o caos – acho que venho dando tanta ênfase a isso ultimamente – hoje, por voltas das seis da tarde, peguei-me olhando em volta... E tudo me parecia tão irrelevante...

A sombra... De tudo que mais temia. Sempre gostei dos sons e da coletividade, estar sempre com uma multidão de pessoas ao meu lado... Mas em alguns momentos a solidão sempre me foi viável, pois de lá provém a minha força maior...

Talvez, em meio todo este caos... Eu consiga bolar idéias mirabolantes... Mas um tanto impulsivas, momentâneas. Vale mais, um momento de reflexão onde tudo está acima de mim, e dos fatos... Onde no qual as cartas estão todas na mesa...

Sinto falta de ter uma certa distimia, que me fazia bem... Do silencio que gritava em meus ouvidos a canção de vida, e da solidão em que me trazia não melancolia, mas sim uma motivação total de toda a minha vida...

Posso ser proveniente total do caos, talvez todos nós sejamos... São teorias, na qual ainda não decidir se acredito...

A vida não passa de poeira ao vento...

Essa é a realidade, a doença da humanidade... A mania Capitalista, a proposta do caos. A minha mais nova doença, a mais nova doença do século XXI.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Confusion never stops.


A partir do momento que comparamos algo, sempre acharemos diferenças e semelhanças... Em um momento, no qual passa por meus olhos todos os dias... Mas nunca parei para reparar, o caos que minha rotina se tornou comparado a antigamente...

Espaço, tempo e lugar... Mas eu nunca me acostumei a essa realidade, de acordar a cada transformação minha, em um lugar novo... Várias pessoas já me disseram que tenho “sorte” por poder recomeçar variadas às vezes... É uma tremenda bobagem. Primeiro não acredito em sorte, ou algo do gênero. Segundo, recomeçar requer muitos elementos, aceitação, convivência... Acostumar-se ao desconhecido.

Não sei, sinceramente... Não sou 100% Capitalismo, e nem sigo os padrões rígidos, para a maioria das regras, de fato imorais... Pois a cada dia mais, pessoas tornam-se mais frias, deixando-se levar as relações pessoais – primárias – sendo invadidas pelas relações impessoais – secundárias - resumindo... Perdemos o afeto, nossos sentimentos já nem estão em primeiro plano... No mundo onde “Time is Money!” Exaltem nossos bolsos cheio de riquezas, e nosso coração repleto de carências...

Talvez eu seja a parte mais difícil, ou parte da minha cura...

E o meu lar? Onde é? Onde o coração está...

Home, home where I wanted to go!

domingo, 14 de março de 2010

It makes me wonder...


Há algo errado!
O mundo está quebrado?

Crianças perdendo a doçura,
Virando-se a loucura.

A política sorrateira,
Já não passa de besteira.

Há algo errado,
O mundo está quebrado!

Futebol e Carnaval,
És imoral.

Protestar e contestar,
Pois não quero aceitar.

A dignidade,
Nem é mais verdade.

Esse puteiro,
Que trás mais dinheiro,
A ilusão do brasileiro.

O vira-lata,
A mistura sem raça.

Há algo errado...
O mundo está quebrado.

Heróis morrem de overdose,
Enquanto políticos pedem mais uma dose.

Abram fogo...
Pois isso não passa de um jogo.

Iris - Goo Goo Dolls.



Você é o mais próximo do paraíso que jamais estarei
E eu não quero ir para casa agora
.”

Eu quero conhecer o mundo, sentir todas as coisas... Para ter certeza de que ainda estou viva. Dentre todos os abrigos, você foi o único que me protegeu de fato... Dentre todas as minhas carências, você conseguiu me completar. Dentre tudo, você ainda me sente, e as lágrimas não são em vão. Mas o mundo jamais entenderá.

Por que começamos tudo isso? Por qual motivo? Pela união? Lei maior? Eu pergunto demais... Perguntas que jamais terão respostas sensatas e explicações que possam ser compreendidas...

Arrependimentos são inexistentes dentre todos os meus pensamentos... Erros fazem parte, mas erraria tudo para um momento mais pertencer a ti... Mas quando é tarde demais, chega o fim... E então começamos a lembrar do inicio... Das primeiras palavras, gestos e enfim... Não me torture não me faça relembrar, pois a vontade de voltar dobra, triplica...

Por todo este tempo, eu sangrei... Feridas que ainda não se fecharam... E o que mais quero saber é se ainda me sente... Já é muita pretensão, já nem eu entendo nossas atitudes, não quero ser rude...

Futuro, ele é exato? O que será feito desde então? Eu ainda me pergunto, uma abundancia de perguntas com um pouco de sentido para você... Tanto que resenho, mas ao chegar a hora... Não sei se consigo dizer, expressar... Apenas te olhar por um instante mais, te sentir...

Não mais quero aceitar estar aqui, aceitar o que a vida me impõe, apenas me dar o luxo de escolher... Parece egoísmo, mas é tudo que eu preciso...

"E você não pode lutar contra as lágrimas que não virão
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo se parece como nos filmes
É, você sangra apenas para saber que está viva
."

Como se tudo que me rege, estivesse sendo contra meu desejo incontrolável de amor... De todo meu desejo profundo, por ainda ser a tola de acreditar...

E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu.


Video

sábado, 13 de março de 2010

Pretensões.



- Ás vezes, você é o amor da minha vida... Mas ás vezes, minha verdade dividida!– Isso é tudo que ela tinha para dizer? Quando tudo é feito para não durar, mas agora é difícil distinguir Céu de Inferno, luz de escuridão, trevas de Paraíso.

- A realidade se confundiu, e então você sangrou... Apenas para saber que estava viva... Para saber quem és, e existir um momento de verdades dentre todas as tuas mentiras e fantasias... No ápice do teu sentimento mais intenso, mais sincero. Mas também no ápice de toda a tua dor presente e futura. – Era tudo que tinha para lhe dizer, a verdade que ela não queria jamais ter escutado, então concluí – Você não aceita, que o livro tenha terminado sem uma última página.

Aos seus olhos brotara uma lágrima de dor. Verdades absolutas são mortíferas... Mas e quanto tudo aquilo que havia vivido? Lembranças serão meros momentos de nostalgia a partir de agora?

Já não conseguia nem dormir, nem sonhar... A estranha e doentia escuridão arrastava-se, fazendo com que se assustasse cada vez mais. Sendo seu único desejo naquele momento, era que teu anjo voltasse para casa, e fizesse parar de doer. Os dias passavam lentamente. E a indecisão de ligar, ouvir aquela voz traidora... Dentre todas, a única que a salvava de todos os teus demônios internos, medos e fraquezas...

Agora, ambos são duas almas perdidas... Com sentimentos ocultos, e perguntas sem respostas... O que encontram? Os velhos medos.
“Como eu queria que estivesse aqui...” – Foi assim que assinara sua carta, mais uma de muitas que não foram entregues... É pretensão demais, que ele ainda se lembre de seu nome, quem dirá do que sentia.

A solidão de quem jamais quis estar lá, de quem perdeu o brilho dentre tudo que fazia... Pelo simples medo de ter medo. Sem tentar. É complexo, acho que nós só iremos entender quando passarmos por algo do gênero, receio que dói... Vejo-a sofrer, mesmo que já tenha passado um ano desde então. Mas você pode ter certeza, que depois da tempestade... Virá a calmaria.

Será golpe do destino? Intervenção divina? Alinhamento dos planetas? Qual a explicação mais sensata para este tipo de coisa acontecer, em exata hora e lugar?

Ela já estava farta, de apenas olhar as fotos, ler cartas e escrever milhares delas... E se tentar agora? Fará diferença? Há tantos motivos para esquecer, mas existe uma única razão para isso... Amor! O amor é um Templo, a lei maior! E então, teremos nós uma solução para ela?

Se você, se você pudesse voltar
Não deixar isso queimar, não deixe isso desaparecer
Tenho certeza que não estou sendo rude
Mas é só sua atitude.


Eu só queria ter a simples ideia, o que você faria se pudesse possuí-la agora? Você prolongaria tudo isso? Ela ainda está envolvida...

Sentimentos e barreiras os impedem, e há ainda uma pretensão futura... De que ainda fiquem juntos, ao menos por um momento mais. Para poder terminar então, o livro... Que ainda está sem a última página.

Do you have to let it linger?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Fases?


Mas é nessas horas que eu realmente me pergunto... O que é vida? É tão complexo de explicar essa sociedade, essas virtudes, esses valores, essa liberdade... Tudo parte de um ponto X, sendo que concluem em um ponto Y... E nossas relações primárias?

De tempos em tempos, surgem dúvidas dentre tudo que eu conheço, supostamente conhecia, e acreditava... São poucas as coisas hoje. Como se fosse um desgaste. E viver, consiste em existir, nessa monotonia que vejo e nem dou atenção... A curiosidade passa pelo vento, é apenas poeira... Ela vai, e toma um rumo... No qual eu ainda não descobri.

A complicação tende só piorar – se é que pode – tua opinião é reprimida, testam tua fé, a sinceridade é raridade, popularidade é lei... Virtudes são rotuladas, maneiras inacabadas. Pais educam seus filhos, com o intuito de que sigam seus mesmos passos... Mas e a essência de cada ser, onde está? Ela não deve ser contida, guardada, ela deve ganhar ênfase a cada momento oportuno de nossas vidas...

Sou fruto dos erros e dos pecados de meus antecedentes, todos somos assim... Vivemos em repercussão com nosso passado, temos total relação, quando na verdade não evoluímos nada, nossas virtudes são rotuladas. Perdemos nossa humanidade.

Gostaria de ter uma alma, que me trouxesse paz... E a quem me rege também. Porque várias são ás vezes, que quem mais amo e estimo, estão incompletos e descontentes com meu rumo... Minhas escolhas e a expressão de minha essência... Eu sou, o que na realidade... Não vejo outra saída, outro ser para me ocupar, a não ser eu.

Exalte tudo que é oposto – Talvez eu tenha levado isso comigo todo o tempo, e sempre fez sentido... Mas todos crescem, e amadurecem... Quantas vezes disse que é a ordem? É algo para ser...

Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Mão Do Carvalho.

És tu quem busca o carvalho?
és a quele que foge do calvário?

Sim, sou eu, velho fétido
como sabes de minha jornada?

De muito ainda sei, guerreiro
estás certo de que farás no carvalho o verdadeiro?

És bruxo?
ou apenas um indigente profanador de asneira?

Não sois bruxo, temes a verdade?
és covarde! falso valente de tal temeridade

Falas de mais para quem nem sobre as pernas fica
agora afasta-te do carvalho, serás esse meu novo lar

O carvalho lar de um rato?
hahaha! jamais, és apenas mais um fraco

Ousas assim me chamar?
saiba que falas com o mais forte guerreiro do condado

Não falo de seu corpo, falo sobre sua mente
és tão burro que parece uma semente

BASTA VELHO!
rimas e me ofende, chegou a hora de calar-te

Matas este velho sem oficio
e viveras agora seu ultimo solstício

Falas como se eu fosse...
Pestilento! és praga tua, la ao longe vejo os soldados

Subas no Carvalho e pegue o atalho
logo ali na fissura do terceiro galho

EI VELHO!
VISTE O HEREGE QUE POR AQUI PASSASTE?

Sou um moribundo cego
vá embora e não fira meu ego

Por que ajudaste me velho?
não és inimigo?

Amigo ou inimigo, o que sou?
não me julgue, foi minha mão que te ajudou.

By: Caioco Martinollo
Inspirado no meu sobrenome... Thaís Carvalho hahá.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Am I a part of the cure?


O clima daqui não é nada agradável, está quente, as pessoas são indiferentes, mas é melhor assim. Já é um pouco tarde, mas nem ligo. Tentando chegar a uma boa visão da Lua, mas com tantos prédios me impedindo, resolvi resenhar. Algo que me chamou a atenção desde o inicio que vi... Uma história um tanto proxila, uma maneira irrelevante de viver, ou apenas injusta, se é que é correto usarmos “apenas” por não ser tão simples assim...

Ontem: Tinha ela uma alma alegre, uma realidade um pouco limitada. Um olhar diferente. Incompreendida, mas á princípio não dava muito a isso, estava lá por si. Seu sorriso estava estampado em sua face, algo verdadeiro de fato... Vivia cercada de quem sempre teve muito afeto. Personalidade forte, incomparável e nem sempre muito fácil de lidar... Como segue a humanidade, tinha inúmeros defeitos... Impulsiva e um tanto imprevisível... A conheço á algum tempo... Mas ainda não posso dar-te uma descrição completa e coerente, de acordo com o paradoxo quando se trata desta personalidade...

Não sei descrever, mas disse o que mais me agradava, me instigava, e por muitas vezes reprimia... Causando-me dúvida, e querendo conhecê-la mais a cada momento que lá estávamos...

Princípios, filosofia... Teorias? Ou apenas vida, e sua origem... Homens de intelecto invejável discutem de onde viemos por muito tempo, e uma dessas hipóteses, é: o caos? Assim como diria Nietzsche… Será ela vinda do caos?

Isso é questão de fé? Religião, ou até mesmo cultura? Acho que já tenho maturidade o bastante para compreender a força divina, e o intelecto humano um tanto complexo... Mas nem vem ao caso, agora. Pois não quero corromper tua mente e nem teus princípios. Sou um mero mortal, um escritor amador.

Voltando ao assunto, o que ela era de fato? Uma doçura amarga, que te levava à caminhos que jamais entenderás... Pensar era um de seus mecanismos mais misteriosos, por seus pensamentos nunca decifrados...

O tempo passou, e ela realmente se transformou, ou foi a ordem: mudança. Eu não sei... Encontrou seu ápice, ou seu declínio mais sórdido... Por um lado caminhara para vida, e por outro para o precipício, no qual conseguira tirar toda sua doçura, em troca de melancolia. Mas isso nem lhe importava, era uma felicidade momentânea, algo que ela não queria admitir em qualquer hipótese ou sentido... Tinha conhecimento de suas condições e de seu sofrimento próximo, e deu seu destino mais próximo...

Por pelo menos uma vez tenho certeza que se apaixonou, e continuava a vigiá-la de longe. Acompanhei seu sofrimento, antes de sua dor maior. Vi seu orgulho cair em terra, e lágrimas brotando por seus olhos, ofuscando sua íris esverdeada... Perdendo todo o brilho cintilante em seu olhar inocente.
Chega a hora de sua “felicidade imaginária”, e sua “morte figurada”... Enfim, aquele drama havia terminado. Pergunto-me, como alguém consegue provocar tanta felicidade e tristeza ao mesmo tempo? E também como alguém é capaz de estar, mas não amar o que tem ali, incondicionalmente? Por que estar então? É, é algo extremamente complicado para meu raciocínio um tanto defeituoso e frágil... Mas essa deveria ser uma das questões discutidas, para entendê-la.

É, está tarde... Mas a vejo aos prantos, em sua janela ao ver a Lua... Raras ás vezes que á vi chorar, talvez este seja o motivo de tua dor. Que está guardada, por muito tempo, ganhando intensidade a cada fato e segundo...

Seu sacrifício deixou quem tinha afeto. E sua fonte de liberdade plena... Como se isso fosse importante, já que eram um tanto discutível suas atitudes, e feridas que nela deixara.

Esquecer o que é vivido e acostumando por tanto tempo, é difícil. Este caminho é árduo, e um tanto tortuoso. Ela ainda tem recaído, e meses se passaram, essa é sua vida, agora. Ela ainda sente falta, mas é a saudade do que restara. Não dos erros, e nem atitudes inúteis, ela gostaria de dizer, contar tudo que passou, sofreu e chorou...

Por muitas vezes, concordei... O que ele sente por ela, é possessão por muito tempo, ter sido dele... Meu caro, mas e agora? Enquanto tudo foi feito para não durar, é eu sei... O sacrifício, mas se por um momento mais pudesse mudar esta realidade, o que farias tu? Deixaria então ela partir por mais uma vez, escorregar entre teus dedos novamente?

É difícil admitir, que nenhum de nós pode ajudá-la isso partiu da mesma, e quem tem que vencer esta luta, propriamente dita a verdade, esta frágil alma.

Seu personagem consegue encarar várias faces. Talvez ela seja a vilã, ou a vítima... Como alguém que apenas passa pela multidão... Já não sabe como ser, e se comportar...

Estás lembrado do paradoxo? Assim consegue ser, por sentir amor e vontade de arrancá-lo do peito, em hipótese alguma admite, é complexo. Limita-se por si própria, para não mais sofrer. Inexpressiva, tornou-se. A distimia faz parte de sua vida, agora... Paraíso, a chama. Miserável é.

Hoje: Pelo que percebo, sua felicidade brota. Teu olhar está mais próximo, e a vontade de viver mais contínua a cada dia. Tudo que precisava era decidir, se seguir, ou viver dentre todas as tuas memórias, nostalgia. E tu, há! Não tens direito nenhum sobre ela, pois já deixa de ser sua dália inteiramente feita de possessão. Não a derrube, não mais. Esse é seu pedido, esse é seu desejo... Prometa que não há mais nada teu, nem amor, nem desejo, nem nada! Não a divida, não a maltrate, mas, por favor... Não suma de tua vida.

E eu? Posso revelar minha identidade? Aposto que nem lhe causei tanta curiosidade, não sou tão interessante quanto toda está balburdia, tanto quanto esta história, está combinação de distimia e cores que existe na brigada da juventude, de toda a ordem dela...

Meu papel, é guardar a brigada de suas decisões, sou seu bom-senso e maturidade. Sou o que está dentro dela, mas longe. Sou o que a compõe, exteriormente. Guio-a, protejo-a, enfim... Como se fosse seu anjo de mais puro amor brigante, ódio amante... Posso ser a doçura inocente de uma criança, ou a luxuria e desejo de uma mulher, tudo isso em seu interior mais intimo. Sou sua liberdade, sua cadeia de idéias momentâneas, dentre tudo... Não sou nada que vê. Porque sou seu inimigo... Você não irá decifrar-me jamais!

Não compreendes? Sou que dá o sentido paradoxal a ela. A contradição. A maneira, seu espírito, seu destino, seu medo... Mas acima de tudo sou a sua verdade nua, podendo queima-te, levar-te, ferir-te... Ou fazer-te compreender e ter o melhor que nela existe, o que eu já vi, por valer a pena.

Não tem destino, não há segredo... Apenas compreenda antes, e julgarás então, mas entenda... Conheça... É meu único desejo, desde já... Estou grato, apenas em relatar... Meu ponto de vista, sobre uma vida de mudanças instantâneas.

As luzes de sua janela foram apagadas... A Lua está sumindo, e eu vou junto com a escuridão da noite.

Se queres prever o futuro, estuda o passado.” Confúcio.

I am the hardest part.

domingo, 7 de março de 2010

What have I become?



"Meu Deus! Meu Deus! Como tudo é esquisito hoje. E ontem era tudo exatamente como de costume! Será que fui eu que mudei à noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando eu levantei hoje de manhã? Eu estou quase achando que posso me lembrar de me sentir um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: Quem é que eu sou? Ah, essa é a grande charada." Alice no País das Maravilhas.

Minhas perguntas, ainda sem respostas... O que eu sou? Quem sou eu? Ou para ser mais exato, o que eu me tornei? Se ao olhar-me na realidade do espelho, já não distingo o que é, mas eu me lembro de tudo... E tudo que conhecia foi-se, para a brigada da verdade permanecer. A Vida, minha amargura...

I will let you down
I will make you hurt
…”

sábado, 6 de março de 2010

Ideias + sentimentos = prisão?


Se alguém quiser saber o que realmente sente acerca de uma pessoa, basta notar qual a sensação que lhe provoca a visão de uma carta inesperada dessa pessoa sobre o tapete da entrada.” – Schopenhauer

Lá estava eu, mais uma vez... Essa frase de Schopenhauer, fez com que eu me identificasse muito... Já havia prometido, a mim que esse “egoísmo” iria embora para longe... E já nem ligar se você voltasse mais uma vez para me derrubar... Mas uma recaída veio a tona, e o que posso fazer? Tenho lá meus pontos fracos, minha armadura de vida não é assim tão resistente...

E é essa mesma armadura, que fraqueja ao saber de tua existência, apenas em ouvir teu nome... Eu sou uma contradição, do que mostro ter e do que eu realmente tenho... Eu tenho culpa! A culpa de não distinguir o fim de toda uma história, de todo um contexto e vinculo que não integro, não mais...

É apenas para desabafar, mais uma vez... Onde está o meu anjo?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Angels in a Nightmare.


A vida ardia sem explicação, sem rumo. Ela já estava insatisfeita consigo mesma, se sentia perdida e nula, perante todas as suas condições... Todos os seus problemas, sem nenhuma saída sã e eficaz...

Tentativas frustradas, medos escondidos, mistérios interiores, problemas imperfeitos, mente presa e cheia, nada alem de escuridão. A celebração da desunião da sua base, do seu sentimento. Vaidade toma conta, a comemoração do que já nem é tão viável a seu “mundo” apenas a seu paralelo.

Álcool, luxúria e desejo. Fruto da solidão. A incompreensão, o esquecimento do ser e da pureza de quem pudera. Foi assim, a partir do fim da sua “tristeza vital” da descoberta, do que realmente era a vida fora dos seus padrões conservadores, dos seus limites... Da sua fronteira de felicidade, e vontades que mudaram...

Paixão, essa é a palavra certa. Eu a conheço, já tentei decifrar todas as tuas faces e sua mente sorrateira, anômala... Uma anomalia, ela usa uma armadura, é fria para quem a não conhece... Mas dentro, há uma explosão surreal de sentimentos. Pois bem, essa explosão de todos os sentimentos, paixão, dúvida... Na brigada da adolescência... Erros imperdoáveis, momentos inesquecíveis. Ou rotule como preferir, cada um tem seu padrão e interpretação do que é, a verdade...

Não desejava perfeição, pois há imperfeição em tudo que a fazia enxergar perfeito, no mais errante e distante. Talvez pudesse ser tudo invenção da sua mente cansada com o passar dos dias e anos...

E quem a conhece de verdade? Quem poderá julgá-la? Ou arrancá-la das trevas dos sentimentos errados, e de suas mentiras frustradas para escapar de uma realidade que não pertence à mesma? O que deve ser feito?

Nada fácil de entender, por mais que tenha face de quem já sentiu a realidade do que é vida... Tem a fragilidade de uma criança, que deseja reconhecer a vida sem a pura crueldade que nela existe. Uma salvação épica? Talvez.

Seu personagem já estava ali, formado... De toda autonomia e anomalia de um ser, nada mais que uma máscara fria, para esconder uma realidade descontente. Vontade inconveniente, momentos propriamente ditos... Sonhos, ou apenas ilusões. Mais uma vez eu sei, ela irá tentar escapar. Já não é inferno nem paraíso... Apenas realidade, vontade com tanta fragilidade e falta de oportunidade de demonstrar o oposto do que é... Já não sei como te explicar, ela desacreditou de tudo, você, ele e só. Já não alcançar, é o fim? Será que ela já estava fora de órbita? Ou até mesmo fora de planos? O que está acontecendo com toda a tua certeza, e determinação? Fatos expostos, momentos deixados, problemas calados, você poderia lhe salvar?

Ela não acreditava mais em anjos...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Acabou, boa sorte!


" - E como a vida tem fim, a provação também. Você morreu pra mim."
Foram suas últimas palavras, após sua última lágrima de dor que nos seus olhos brotara. Chega ao fim, seu declínio, sua "fé" e dor.