
A vida ardia sem explicação, sem rumo. Ela já estava insatisfeita consigo mesma, se sentia perdida e nula, perante todas as suas condições... Todos os seus problemas, sem nenhuma saída sã e eficaz...
Tentativas frustradas, medos escondidos, mistérios interiores, problemas imperfeitos, mente presa e cheia, nada alem de escuridão. A celebração da desunião da sua base, do seu sentimento. Vaidade toma conta, a comemoração do que já nem é tão viável a seu “mundo” apenas a seu paralelo.
Álcool, luxúria e desejo. Fruto da solidão. A incompreensão, o esquecimento do ser e da pureza de quem pudera. Foi assim, a partir do fim da sua “tristeza vital” da descoberta, do que realmente era a vida fora dos seus padrões conservadores, dos seus limites... Da sua fronteira de felicidade, e vontades que mudaram...
Paixão, essa é a palavra certa. Eu a conheço, já tentei decifrar todas as tuas faces e sua mente sorrateira, anômala... Uma anomalia, ela usa uma armadura, é fria para quem a não conhece... Mas dentro, há uma explosão surreal de sentimentos. Pois bem, essa explosão de todos os sentimentos, paixão, dúvida... Na brigada da adolescência... Erros imperdoáveis, momentos inesquecíveis. Ou rotule como preferir, cada um tem seu padrão e interpretação do que é, a verdade...
Não desejava perfeição, pois há imperfeição em tudo que a fazia enxergar perfeito, no mais errante e distante. Talvez pudesse ser tudo invenção da sua mente cansada com o passar dos dias e anos...
E quem a conhece de verdade? Quem poderá julgá-la? Ou arrancá-la das trevas dos sentimentos errados, e de suas mentiras frustradas para escapar de uma realidade que não pertence à mesma? O que deve ser feito?
Nada fácil de entender, por mais que tenha face de quem já sentiu a realidade do que é vida... Tem a fragilidade de uma criança, que deseja reconhecer a vida sem a pura crueldade que nela existe. Uma salvação épica? Talvez.
Seu personagem já estava ali, formado... De toda autonomia e anomalia de um ser, nada mais que uma máscara fria, para esconder uma realidade descontente. Vontade inconveniente, momentos propriamente ditos... Sonhos, ou apenas ilusões. Mais uma vez eu sei, ela irá tentar escapar. Já não é inferno nem paraíso... Apenas realidade, vontade com tanta fragilidade e falta de oportunidade de demonstrar o oposto do que é... Já não sei como te explicar, ela desacreditou de tudo, você, ele e só. Já não alcançar, é o fim? Será que ela já estava fora de órbita? Ou até mesmo fora de planos? O que está acontecendo com toda a tua certeza, e determinação? Fatos expostos, momentos deixados, problemas calados, você poderia lhe salvar?
Ela não acreditava mais em anjos...
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