domingo, 30 de maio de 2010

Nada existe pra mim, não tente.




- Está frio, mas é uma bonita manhã – disse Zedka. É curioso, mas minha depressão nunca aparecia em dias como este, nublados, cinzentos, frios. Quando o tempo estava assim, eu sentia que a natureza estava de acordo comigo, mostrava minha alma. Por outro lado, quando aparecia o sol, as crianças começavam a brincar nas ruas, e todos estavam contentes com a beleza do dia, eu me sentia péssima. Como se fosse injusto toda aquela exuberância se mostrasse, e eu não pudesse participar.

Eu nunca gostei de Paulo Coelho, ah… Sempre me pareceu tão vazio, toda aquela história de esoterismo e auto-ajuda… Talvez por sética e nunca ter precisado – eu achava… Esse é mais um livro da lista da aula de literatura, no qual somos obrigados a ler, e eu odeio ler sendo obrigada, mas não posso fazer nada.

Comecei a ler ontem, enquanto ainda estava na Saraiva… O título é um tanto comum: “Veronika decide morrer”. Parece mais uma história de suicídio na juventude como dizem quando vêem um caso desses… Mas olhando por um ponto de vista mais racional, a pessoa pode ter tudo que quer seja em bens materiais ou em sentimentos... A monotonia e a rotina são causas que não justificam, mas talvez sejam justas para quem sente. Foi então que eu percebi que as peças do que estava acontecendo nos meus últimos dias estavam se ligando… As minhas “neuroses” de infância e os fatos que condizem com o ontem e o agora.

Enfim, esse enrolar todo é pelo trecho acima, de uns tempos pra cá eu me sinto assim… Melhor nos dias cinza. Podem me chamar de louca quando minhas atitudes são antagônicas… Tolos de verdade são os que se entregam a realidade rotineira. Os inovadores malucos são os que não tem medo de se cortar com verdades, pessoas de fato, com sentimentos reais e absolutos…

Suicido jamais seria uma alternativa. A vida é meu único bem, mas grandes heróis nos momentos de desespero acharam que esta seria a solução mais viável. Não culpo Kurt, pelo seu fim que foi trágico… Mas cada um tem seu motivo, e a heroína foi o dele. Corrompendo sua racionalidade, e eu bom… Os antidepressivos não fazem mais efeito, estou em meu estado de razão perfeita… A insanidade dá algumas brexas…

Brisa fria.


O som do relógio, os barulhos da rua, o vento tocando na minha janela… Os antidepressivos já não fazem efeito… Noite, madrugada fria e sentimentos gélidos estão por toda a parte. Uma estrada de ruínas e espinhos mortíferos estão a meu redor. Cansei de tentar viver assim, estou quebrada… Como uma boneca de trapos atirada sobre o caminho das trevas…

Então me olho no espelho e vejo o rastro da infinidade do que sou, sem ao menos olhar… Pra dentro muito existe, mas nada me resta… A dor de sentir e ser prevalece enquanto todos dormem e a fuligem da saudade abriga a partida da minha sanidade. Vivo sem cor, vivo sem rumo. O amargo da solidão que a brisa fria não é capaz de levar.

sábado, 29 de maio de 2010

My bad reputation.


Na verdade eu sou um pouco arrogante… Sou ousada ao ponto de nunca se esquecer de onde vim e nem de meus princípios, valores e virtudes. Não gosto do exato, sou apaixonada pela dúvida e também não zelo pela minha reputação…

Reputação, ah! Algo extremamente supérfluo, a quem diga que eu tenho uma má reputação... Bom, eu não sei, de verdade... A maioria de pessoas tem a mania de julgar pelo exterior, não os culpo... Minhas atitudes são anômalas e imprevisíveis – tudo isso faz parte da minha essência... Tudo bem, mas o que tem valor maior? Uma boa reputação onde se sabe jogar e não importa o que será ultrapassado ou corrompido, como os princípios e afetar a outro alguém... Ou uma consciência limpa?

Se eu for ligar? A minha mente e minhas idéias são as únicas coisas que são minhas e que compõem minha personalidade, é complexo demais... Só não quero ser igual ao resto do mundo que se diz são, se é assim minha insanidade fala mais alto!

A sociedade é uma vingança, nunca seremos livres desses grilhões: os padrões... Depois rirei e agirei como um idiota abarrotado de sangue capitalista, gélido. É difícil de compreender, fomos corrompidos e condicionados a ganhar sem medir esforços, a promiscuidades... Mas será que tudo isso não “suja” nossa reputação?

Diante de tudo que existe, a pior reputação é a nossa, a estupidez humana. E minha má reputação é conseqüência de ser franca e realista demais...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sonhos inertes.


Faz uma eternidade em que não sorrio espontaneamente, uma eternidade em que não sei o que é amor... Amor, o que eu faço pra te ter aqui? Por que eu tenho que aceitar todos esses testes da vida? É e ainda devo me manter de pé mesmo sangrando por tudo que sou...

A minha paz era plena só de te ver sorrir, os meus medos eram inexistentes contigo ao meu lado... Por um breve espaço de tempo da minha vida - e foi este tempo que se tornou inesquecível... Assim como nunca vou esquecer-me do meu sacrifício... Tanto me disseram que isso faz parte da dor de amar, da dor da perda... Não é o destino, não é coincidência... A vida apenas age para que o verdadeiro prevaleça, e amanhã quem sabe... Contudo, este sentimento está a cada momento se fortalecendo o mais verdadeiro possível, o meu “apeíron” interior.

O mundo me vê e nem se quer é capaz de entender a dor e meus atos em razão deste amor... Eu já cansei de ouvir o quanto sou tola em acreditar e que não há mais nada... Mesmo que a eternidade me passasse estaria lá para lembrar o quão importante dói o verão... E se nos encontrássemos mais uma vez, o cume de tudo que sou estaria lá para te dizer. E nem saberia por onde começar.

Queria vigiar teu sono nas noites de frio, e segurar a tua mão quando tudo isso tiver fim. A saudade não tem cor, porém sabor amargo... Como um dia em que nunca amanheceu. O suspiro de dor é constante... Tudo isso me traz lágrimas e medo de cair no esquecimento...

O brilho do Sol ofusca meu olhar, de quem sente dor e é incompreendido... A Lua me traz nostalgia e o vento frio me faz companhia... Permaneço inerte.

EU SINTO A TUA FALTA, meu amor, meu milagre!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sente aí, não tente entender...

Meus dias passam e eu estou farta de estar aqui. Farta de estar cheia e vazia ao mesmo tempo… Hoje eu larguei tudo pro alto, e a minha máscara de quem forte é… Vai cair a algum momento, porque a verdade é esta: eu já agüentei demais viver assim!

Vou usar o português rasgado e todo o meu sentimento complexo, em simples dizeres… Eu sinto a tua falta amor! Eu estou perdida e não consigo me encontrar, e nem sequer sei o que tanto sei… Você foi meu protetor, a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Sinto de falta de compartilhar contigo a estada dos meus sonhos e medos…

Tem dias que me dá a vontade de te ligar e te falar tudo que tem me ocorrido, te contar como foi o meu dia… Ou pelo menos só pra ouvir a tua voz e te ter um pouco mais perto… Há dias em que a dor toma conta de tudo que suponho ser, talvez seja uma depressão na qual eu fui a única a não notar.

Por muito não ter a oportunidade de dizer o que realmente existia em mim, a complexidade de uma vida inteira e carência de liberdade é gritante quando me olhas, a verdade que me assola a cada amanhecer de mais um dia que constrói a minha realidade sacrificante.

Já até pensei no apego em que tenho a toda essa dor… Mas dizem que amor de verdade é capaz de vencer grandes batalhas e até mesmo uma guerra… Eu realmente não acredito em histórias de filmes norte-americanos… Acredito no que sinto no que toco no que vejo que este sentimento faz comigo, por jamais ter me sentido assim em qualquer outro momento da minha vida.

A incerteza do dia de amanhã foi minha guardiã, o que eu sinto é capaz de me mover a verdades absolutas e constantes do que realmente és…

Eu precisava desabafar... Cansei de enlouquecer as pessoas que amo com meus problemas sem solução... A incógnita da minha vida será eterna e infinita... Como o que sinto por dentro, como você aqui...

domingo, 23 de maio de 2010

Start to live again.


Quando nós sabemos que se é tarde demais? Dizem que nunca é tarde para recomeçar, mas e quando se está ferido e cansado? É... Essas são indagas nas quais jamais terão resposta “correta” ou exata.

Boa parte do tempo me tornei dependente de uma inconstante idéia na qual eu criei, acreditando ser verdadeira... Não sei como é possível conviver com a irrealidade de um amor. Mas eu consegui, fui tola e prolonguei minha dor, por medo de perder a minha base.

Sinto-me farta! Farta de todos os meus dias cinza, dos meus medos fabulosos, de ser aquela garotinha que te liga no meio da madrugada por ter tido um pesadelo, de todas as tuas mentiras, de todo teu desejo sem eira nem beira... E sinto falta de mim! Da minha razão inata, de sentir o frio machucar minha pele, de me sentir viva outra vez!

As coisas nunca foram favoráveis, mas a força pra lutar sempre esteve dentro de mim... E o acreditar me fez ir em frente, até o meu último suspiro. Eu deixei isso crescer dentro de mim, eu tentei mudar a ordem da minha vida, da tua e de quem nos imperava. Foi um erro, e na realidade você nunca se importou com se quer uma lágrima que derramei. O que sou pouco te importa quanto mais o que sinto...

O fato é que você só se preocupa com o que você parece ser. Ah, eu e você sabemos que essa tua máscara não passa de um medo estúpido, o medo que tens de ser fraco, de ser humano... Você disfarça tudo que sentes, és gélido. É eu compreendo por ser assim a maior parte do tempo... E foi essa tua máscara que fez com que me afastasse mais e mais. Não me é de nada “palavras” ditas no momento em que são viáveis... Existe uma infinidade de intenções por trás dela.

Por muito tempo manti meus olhos em você... Acreditei que você era meu anjo, pois sempre esteve lá para me salvar de tudo, até de mim. E então nada mais importou e ultrapassei os obstáculos da realidade, e também da razão. - já que o verbo amar a razão rejeita. É como estar no meio de uma multidão, mas não enxergar uma alma se quer.

Pergunto-me: onde consegui forças? No vazio? Na solidão! Estridente e sombria... Aprendi a não ter medo das tempestades e sim admirá-las e as ventanias me trazem sentimento de paz íntegra! E de volta tenho minha sanidade.

O amor é forte, foi todo o tempo... Mas não tanto como a razão e as idéias inatas dentro de mim. A percepção me dá o direito de crer ou não, e a monotonia de viver por ti me motivou a viver por si.

Estive do teu lado por uma vida, segurei a tua mão... Agora? Você não quer mais estar aqui.

Decidi começar a viver!

sábado, 22 de maio de 2010

Time.


"Mas o vazio tem o valor e a semelhança do pleno. Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é o de não pedir e somente acreditar que o silêncio que eu creio em mim é a resposta a meu - a meu mistério." Clarice Lispector - A Hora da Estrela.

O meu vazio é gritante, extremo. Por mais que tenha tudo que preciso, não tenho tudo que quero... É um sentido contraditório, eu sou uma contradição. Na realidade minhas necessidades nada mais são do que partes do meu desejo e pretensão, tudo isso forma meu vazio.

E acreditar... É monótono acreditar em tudo. Mas precisamos disso, é parte ainda de nossa humanidade e é o que compõe a ética da razão e todo o nosso recesso mais profundo. Pois se todas as respostas estão entregues á nossas míseras mentes, de que duvidaremos? De que cresceremos? Parte do viver sem a solução do mistério que somos predestinados a ser, quanto mais misteriosa nos é a existência mais nos interessamos, é assim! Não há escapatória, não há como negar.

Já cansei de esperar pela primavera, também cansei de esperar respostas para incógnitas infinitas que tenho dentro e fora de mim, como o aroma das frutas da estação. Ah, quanto menos expectativas mais chances existem? Ou será o contrário? Ora expectativas nos incentivam, ora nos iludem... Outro mistério, e cabe a cada um acreditar no que lhe convém. Não é assim que funciona hoje em dia? Ah... O mundo está errado.

Ontem me criaram a um “molde”, mas hoje já não sei se sou tão doce e inocente como costumava a ser. Como aqueles que envelhecem ao passar dos dias, a cada batida do relógio atordoante da vida: tempo.

"Time can bring you down, time can bend your knees, time can break your heart.. Have you begging please!"

sexta-feira, 21 de maio de 2010

When sky is gray.


Já segurei a mão do demônio, rompi com minha consciência, enganei a razão e testei os limites do que realmente sou... Já senti o céu chorar sobre mim, o sopro divino da vida e o pino do que sou.

A esperança de encontrar resposta murcha a cada nova convicção da realidade. E o medo de ter medo é responsável por parte que a faz. Por um segundo a ordem é e por outro volve, segue rumos opostos aos seus antecedentes.

Não posso voltar ao ontem – ninguém tem a fórmula para isto. Hoje é a minha ruína de emoções incompreendidas, e o amanhã? Ah, uma epifania resolveria essa ignota constante que me afoga a cada noite fria de maio...

É já não sei como me sentir. Á minha frente à vista da noite, há tantas pessoas lá fora e cada uma delas tem uma história permanecendo erros e vitórias... E por alguns momentos é egoísmo me colocar como o centro de todo o mundo... E essa monotonia de ser e estar entre as pessoas, e ao mesmo tempo só me distancia da minha verdadeira humanidade...

É como cair aos pedaços e ter que juntá-los sozinho, compreende? Ah, minha mente dá voltas e mais e mais voltas... Talvez você não seja tão insano quanto eu, mas aqui dentro tudo isso tem real e absoluto sentido!

Minha insanidade é algo que não tem razão, ou tem... Mas é insano o motivo. Impeça a distimia de me fazer fraquejar e ter sete segundas feiras por semana, pois uma já me basta. E o último dia da minha vida será hoje, será amanhã!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Todo um lado que você nunca viu.


Por que tudo que falo te incomoda tanto assim? Por que não consigo acreditar em ti?

O sentimento de que nunca foi o bastante esteve aqui o tempo todo... E nada consegue vencê-lo. Verdades absolutas são incógnitas e não quero acreditar na ilusão que elas são, prefiro não acreditar no que dizes sentir.

Poderia escrever um livro com todas estas minhas resenhas e também poderia escrever um livro sobre todas as tuas mentiras, que ainda corroem a minha mente.

Meu doce sacrifício... Deixei minha sanidade no momento em que perdi a razão, e minha linha de racionalidade foi corrompida. O amor é um sentimento paradoxal, mas que não combina comigo... Então por que ainda te sinto se um dia irás esquecer meu nome?

Talvez eu desperdice palavras quando falo que te amo, pois não passo de um objeto que não fica bem na tua estante. E quando caio aos pedaços, ás vezes, você não está mais lá... Como era antigamente. E então começo a procurar partes de mim que pertencem a você.

É o inverno chegou... E estou aqui esperando a morte, o meu fim vir a tona. Cansei de juntar todas as minhas partes, sou o uno incompleto, uma mentira bem contada... Diferente das tuas que caem por terra em instantes.

Já nem sei mais o que é e o que não é. Só sei que tenho que você quer, pena que não é amor.

Se perdeu de mim...

terça-feira, 18 de maio de 2010

A dúvida é apaixonante.


Padrão e definitivo são coisas extremamente monótonas... E a juventude de hoje é capaz de aceitar qualquer coisa, e sanam suas dúvidas com a plena ignorância do existir.

A origem de tudo é algo tão intrigante, mas por que essas dúvidas “insanas”, essas incógnitas aparecem justo na adolescência, onde há cobrança de todos os lados? Por que ninguém consegue respondê-las? É na maioria das vezes somos dopados por normas, estereótipos, religião, política... Tudo que convém ao poder absoluto, quem tem todo o poder aquisitivo do mundo... O que movem nações e levam homens ao ápice da insanidade, a irrelevância humana.

Há tanto para se ver... E somos cegados, somos pré-condicionados a acreditar no que nos querem vender, e o conhecimento que recebemos não passa de mera informação... Como conseqüência a cada segundo em que convivemos com isso, perdemos nosso sentimento de crítica, nosso ceticismo, o logos real!

Não quero! Não admito que minha vida se torne algo tão monótono quanto à certeza de tudo... Se não de onde vim, o que eu sei? É... Nada sei. O nada é tudo e tudo é basicamente nada, mas no fim tudo é uno e ímpar. Não nasci para ser indiferente à realidade e nem ignorante à existência... O espelho não mostra a essência do ser humano, e nem quem ele realmente é, este é o poder da razão e tampouco usamos dela... Nosso maior recurso, o apeíron que está dentro de cada um.

A vida não passa de mera poeira ao vento e tenho liberdade de ser e também o que escolher ver e acreditar... Ou apenas ver tudo e não acreditar em nada, ou em quase nada!

Faça o que tu queres, pois é tudo da lei! Da lei!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

So far away...


Eu andei pensando tanto na ordem exata das coisas que estão aqui, e a relação que tem com o que há em mim. Os dias passam numa monotonia tremenda, como se nada mais importasse... O vazio é de extensão incalculável, assim como a saudade.

Amor, eu não posso voltar no ontem, e já nem sei ao que pertenço hoje. É tão difícil acreditar que também sentes, pelo menos um pouco, de tudo que sinto... Isso seria parte de toda a perfeição. Mas eu sempre fui tão realista, racional e fria! Meu maior medo era de me apaixonar e me tornar eternamente dependente disso... Eu não sei se estou perdida, mas sei o que sinto não é pouco, mas verdadeiro não duvide.

Eis me aqui... Já resenhei tanto sobre sentimentos; acho que reflito demais sobre eles, mas não tomo nenhuma atitude... É tão irracional e ao mesmo tempo racional, apenas por existir.

Mas amor... Por um momento eu queria que não estivesse tão distante – você já deve estar farto de ouvir tudo isso – mas o que eu devo fazer? Recomeçar não é uma alternativa... Dói, mas a dor passou a fazer parte, já nem dou tanta importância...

Esse amor é cego por não enxergar a realidade, mas real por não enxergar nada! Assim torna-se verdadeiro a cada momento em que respiro. E agora? Só queria descansar meus medos ao teu lado...

Só mais uma vez preciso dizer, para pelo menos hoje dormir em paz... Eu amo e sempre amei você, amor. O tempo e a distância foram fracos, pois não te levaram de mim...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Thinking Of You.


“... Amar você me manteve vivo, enquanto eu estava na água, eu fiz um trato com Deus! Se ele me deixasse ver seu rosto mais uma vez, nunca mais pediria nada a ele. Bom, ele cumpriu a parte dele e eu vou cumprir a minha, irei embora sem pedir nada!" – Pearl Harbor.

É eu ouvi isso ontem... E mexeu com a minha mente de tal maneira na qual eu concordei que; em parte é esse sentimento que me é vital. Por mais que eu o deixei dentro de mim, por mais que eu o “ignore” e tente levar da maneira mais fácil... Não há escapatória, é como fugir de mim, e você é parte integrante da minha parcela de perfeição imperfeita.

Eu beijo outra boca e sinto a tua, e não deixo ninguém sequer se aproximar, pois tudo que faço é pensar em você... Eu sou uma tremenda tola por acreditar tanto em mim e ter a certeza de que tudo é tão real na minha mente, um tanto doente... Onde está minha racionalidade? Onde eu vou parar?

Seguir em frente deveria ser minha vitória, mas eu vou lutar contra tudo que me impede... E me mostrar sendo forte a todo instante, eu posso fazer valer a pena e até agora nada conseguiu ser em vão.

Se eu pudesse te ver mais uma vez... Deixar meus medos e meus erros pra trás; é impossível? Impossível, é uma palavra forte demais para ser dita por alguém tão descrente e ao mesmo irracional quando se trata do amor... Precisamos de um pouco de paciência...

O que eu devo fazer para acreditar em você e não apenas em mim? Se é que posso me dar a esse luxo; e me entregar de vez a esse amor “impossível” e tão intenso? É pretensão demais...

Mas acredite, eu desistiria de tudo pra te ter junto á mim por mais um segundo. Eu acredito no impossível...

"You're like an Indian summer in the middle of winter..."

Meu complexo.


Vou partir os grilhões que me prendem ao que é plausível a sociedade. Não quero o padrão e nem o definido. Ninguém tem a real convicção do que sou, pois visto mais de um personagem, mais de uma personalidade e que no fim torna-se apenas uma e esta gira em torno da razão inata e da idéia de todas as coisas que existem em minha volta.

Posso ser egoísta, fria e gélida... O capeta de saia se você preferir, a encruzilhada das tuas assombrações... Não cheque minha mente, estou bem e posso dizer assim.

Também posso ser uma anomalia de toda a tua existência, a tua preocupação e decepção... Que nada importa entender.

Seres imparciais e sem preocupação nenhuma em dizer o que há de fato, apenas por não saber a maneira de expressar... É tudo tão simples de entender... Mas por que tudo se faz em ser o pior da situação?

Palavras ecoam como um ruído estrondoso, e eu já não sei mais quem vocês são... Por nem aceitar o que fizeram o que tem... Nem tentar entender os meus sentimentos, as minhas convicções.

O padrão faz com que julgues o que há em mim; a religião, a erudição e as minhas verdades... E tudo não passa de mera informação. Só que em um momento mais deveriam se lembrar das virtudes que estão implícitas na humanidade de cada um, inclusive na minha. A minha essência.

Onde estão meus heróis que me cobriam nas noites de inverno? Será que devo continuar com meu disfarce a as minhas mil e uma mentiras?

Eu só mais do que um simples erro no meio do caminho.

Quero colo, vou fugir de casa...

domingo, 2 de maio de 2010

Terá resposta...


Eu sei... Eu pergunto demais, eu duvido, eu contrario... Mas é essa insegurança que me impede de perceber... E é o medo de ter te perdido tão cedo que me faz agir dessa maneira "tola". Então gostaria que as palavras saíssem da minha boca claramente e expressando tudo que eu quero dizer... Mas por que eu não consigo, hein? Não tenho ninguém para culpar quando o caso é este, é... A culpa é toda e unicamente minha, fica melhor para assim dizer.

Vejo a pedra atirada no meio do caminho, entre tudo que nos impera. Será ela o sinal para a minha desistência? Mas eu larguei de tanto e também não quero nada em troca... E não vou deixar de acreditar no que está dentro de mim... A razão é humana, mas a emoção é sorrateira e faz parte de todos os seres humanos, da humanidade do mesmo e não há escapatória.

Há dias em que eu ajo como quem nunca teve amor... É abstruso explicar, pois minha mente é parte integrante do meu turbilhão de dúvidas sobre tudo que está e também o que não está. A minha frieza afoga todo o meu amor – que sobrevive a tudo isso - e só aumenta a minha inquietude e a amargura dos meus sentimentos vivos.

E, amor... Se eu nunca dissesse essas palavras? Faria total diferença? Muitas vezes eu não sei. Palavras não são meras palavras para mim, há uma infinidade de motivos para serem ditas... E eu me tornei escrava delas... Pois não sei controlá-las... Nem pedir perdão e muito menos voltar atrás para dizer tudo o que eu sinto... É e nem demonstrar o quanto.

Quer saber? Eu comecei a resenhar tudo isso porque uma única combinação de palavras que ouvi a pouco não sai da minha mente. Alguém de muito apreço meu me disse: “É... Como eu queria que alguém me amasse o quanto você o ama...” É eu também queria... É algo incondicional, imenso e hermético... Como se fosse o meu “apeíron” de sentimentos, o ilimitado. Mas talvez seja pedir demais, e só sinto dessa forma, porque antes disso tudo o real dentro de mim... Era o vazio.

Já não sei como me sentir e nem onde estar... Deixe o vento me mostrar, e o que é verdadeiro prevalecerá. Terá resposta...

Let It Be.

Verão.


"Eles dizem que amor de verão acaba, mas às vezes o que começa com algo pequeno, pode levar a algo real. Uma simples viagem à praia pode ser o preciso para limpar nossa cabeça e abrir nosso coração. E escrever um novo final para uma antiga história. Tem aqueles que são queimados pelo calor. Eles só querem esquecer e começar de novo. Enquanto têm outros que querem que cada momento dure para sempre. Mas todos concordam em uma coisa: Bronzeamentos desaparecem, clareamentos escurecem, e todos ficamos cheios da areia em nossos sapatos. Mas o verão é o começo de uma nova temporada, então nós nos encontramos olhando para o futuro. Vocês ainda não viram nada." Gossip Girl.