
Eu andei pensando tanto na ordem exata das coisas que estão aqui, e a relação que tem com o que há em mim. Os dias passam numa monotonia tremenda, como se nada mais importasse... O vazio é de extensão incalculável, assim como a saudade.
Amor, eu não posso voltar no ontem, e já nem sei ao que pertenço hoje. É tão difícil acreditar que também sentes, pelo menos um pouco, de tudo que sinto... Isso seria parte de toda a perfeição. Mas eu sempre fui tão realista, racional e fria! Meu maior medo era de me apaixonar e me tornar eternamente dependente disso... Eu não sei se estou perdida, mas sei o que sinto não é pouco, mas verdadeiro não duvide.
Eis me aqui... Já resenhei tanto sobre sentimentos; acho que reflito demais sobre eles, mas não tomo nenhuma atitude... É tão irracional e ao mesmo tempo racional, apenas por existir.
Mas amor... Por um momento eu queria que não estivesse tão distante – você já deve estar farto de ouvir tudo isso – mas o que eu devo fazer? Recomeçar não é uma alternativa... Dói, mas a dor passou a fazer parte, já nem dou tanta importância...
Esse amor é cego por não enxergar a realidade, mas real por não enxergar nada! Assim torna-se verdadeiro a cada momento em que respiro. E agora? Só queria descansar meus medos ao teu lado...
Só mais uma vez preciso dizer, para pelo menos hoje dormir em paz... Eu amo e sempre amei você, amor. O tempo e a distância foram fracos, pois não te levaram de mim...
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