domingo, 30 de maio de 2010

Brisa fria.


O som do relógio, os barulhos da rua, o vento tocando na minha janela… Os antidepressivos já não fazem efeito… Noite, madrugada fria e sentimentos gélidos estão por toda a parte. Uma estrada de ruínas e espinhos mortíferos estão a meu redor. Cansei de tentar viver assim, estou quebrada… Como uma boneca de trapos atirada sobre o caminho das trevas…

Então me olho no espelho e vejo o rastro da infinidade do que sou, sem ao menos olhar… Pra dentro muito existe, mas nada me resta… A dor de sentir e ser prevalece enquanto todos dormem e a fuligem da saudade abriga a partida da minha sanidade. Vivo sem cor, vivo sem rumo. O amargo da solidão que a brisa fria não é capaz de levar.

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