Eis quem me carrega da solidão - a eterna procura angustiante pela existência.
Ao acordar as primeiras dores triviais. E agora?
Os frascos de morfina vazios e a rotineira batalha não afaga. O dia não te espera viver.
Horas, assuntos, relações, olhares - medíocres. Ei-lo, a correr sem importância.
O café esfria enquanto o falatório nauseante prossegue em função de virtuosas vidas afogadas em verdades dogmáticas - medíocres. Regurgita-se sobre sobre nossas canecas sujas o mesmo de ontem e de amanhã... Todavia, não se disse nada.
Observação - Devaneio.
Telefone - Toque - Interrupção (corriqueira) - A resposta se vai. Eis a vida que te põe e te carrega da doce solidão.
Existes, mas não se livras - Esvazia-se novamente.
sábado, 10 de novembro de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Figurações
Corra.
Corra...
Não encontrarás outro sentido
Nem tempo.
Efemeridade!
Corra, corra, Lucy
Levante a tristeza.
Entregue-se ás luzes neon,
Pois madrugada... tu eis de ir
Como a idade da razão chegará a ti.
Quedas.
Aceleradores biológicos
Fumaceiro juvenil.
[Ataraxia.
Patologias – amorosas
Pleonasmos paradoxais.
Não te desculpes jamais, Lucy.
És merecedora.
MEReCEdora.
Da gravidade vital.
Caminhe descalço sobre os trilhos frios,
Como a tola dos folhetins suicidas,
Pois a verdade vem apenas ao amanhecer.
Lucy é apenas um amanhecer descoberto
Coberto de ontem
Que desvanecerá em verdadeiras mentiras
Virtuosas.
Antíteses paradoxais
Acorrentadas a liberdade trivial
Hoje, ontem, sem certeza do sucessor
Vulgo: amanhã.
És tua
golconda
Hermética em ti.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Terça tarde
Pedregulho,
O barulho, estrondo
hermético se pondo.
Espalham-se versos de Neruda.
A mão estendida abre-se ao chão.
Clama...
Clama por ajuda.
O mato, o campo só
O tempo esvai-se como o pó.
A vida fez jus ao
Relógio que tão só não mais badalou.
O barulho, estrondo
hermético se pondo.
Espalham-se versos de Neruda.
A mão estendida abre-se ao chão.
Clama...
Clama por ajuda.
O mato, o campo só
O tempo esvai-se como o pó.
A vida fez jus ao
Relógio que tão só não mais badalou.
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