quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sombras do tempo.


O tempo está passando e está difícil sem você aqui. A vida me fez querer sobrestar, a paz escorreu por entre meus dedos e eu vi tudo que eu temia acontecer sem se quer poder fazer algo para impedir... Esta mesma vida também me prendeu em grilhões da minha própria condição, da minha própria realidade.

E ao chegar da noite... Toda a vontade de desistir e fugir para perto se torna incontrolável. E mesmo que fosse possível, como tudo iria continuar? É isso que você ganha quando opta pelo mais chamativo, o que desperta a vontade de estar... E o meu narcisismo me mostrou o quão tola fui e estou sendo... É ai que eu me olho no espelho e me pergunto a quem eu quero enganar... Eu e mais ninguém tem conhecimento de todas as reações dentro de mim, e mentir pra mim mesma é o que mais me dói fazer... Tanto que estou infringindo meus princípios... Tanto que não consigo propriamente me enganar.

Eu já ouvi tanto e muito quando dizem que posso ser um tanto forte quanto a isso tudo, mas no fundo... Na unidade: eu não sei se sou e nem se sou capaz de perder mais do que perdi de ti. E é por isso que me engano por alguns segundos enquanto digo que você morreu na minha vida, quando na verdade eu morreria por você e depois desses alguns segundos a verdade aparece diante de mim e do meu orgulho monstruoso.

Mas agora... Estou de joelhos, pois o tempo me faz implorar e as memórias a acreditar. Farta de lutar contra mim e as minhas mentiras, cansada de esperar por “milagres” – se eles existirem, e com o medo de perder o que já nem é meu. Mas volto a dizer, se eu não lutar e acreditar... Quem irá fazer isto por mim? Embora tudo isto machuque por debaixo da minha pele, eu devo resgatar a minha essência de ser forte.

Talvez a solução esteja escondida nas sombras para colocar fim a todas as minhas tristezas. Ás vezes é bom pensar que nem tudo está perdido, mesmo que seja ao contrário.

Dont Stop Dancing-Creed ♪

terça-feira, 27 de julho de 2010

Foolish Pride.


Orgulho... É eu te conheço muito bem, conheço também todos os males que você pode causar. Estar disposto a sorrir quando na verdade o mundo cai por fim e perde-se muito. Já que perdoar é uma tarefa extremamente difícil. Mas porque, ou melhor, qual função de tudo isso? Confesso que sou um poço fundo de orgulho, acho um tanto difícil perdoar e pedir perdão, algo que eu não sei verdadeiramente como é.

Talvez eu seja uma tremenda tola, por estar até hoje evitando contato com quem eu amo... E com quem eu me importo, nem dizer “olá” eu sei até então. O que eu me tornei? Só sei que vesti minha armadura após o duro confronto entre a vida e o que eu desejava. Desde os primórdios do meu entendimento: Eu não sei amar, a não ser que seja por inteiro e em silêncio.

Não consigo combinar minhas memórias, mas segundo tudo que sei... Eu precisava lembrar de um momento se quer em que você se importou. E hoje eu me tornei o tormento fatal. A culpa e um pouco de sentimento bom e ruim. E assim nossos corações se chocam, pois estamos e ao mesmo tempo fugimos. E de fato... Eu sempre quis o convencional e tenho, mas o orgulho de ambos não permite a demonstração de afeto.

Sou um tanto narcisista, pois só valorizo depois que perco. É assim...

domingo, 25 de julho de 2010

Um poeta precisa da dor.


Eu não queria estar sentindo falta de sentir falta e nem a insana vontade de lembrar do teu olhar. Mas não sei... Como posso continuar a viver se estou tentando rasgar meu diário de memórias? Como alguém vive sem as recordações sejam elas boas ou não? Nunca escrevo nada direto – eu sei, mas o intuito de escrever tanto é para colocar em palavras o mero sentimento e o que as palavras ditas não sabem dizer, somente os gestos sabem, mas como nem isso é mais possível...

Eu realmente não sei qual é o sentido que isso faz, na minha mente infinita e no meu emocional em ruínas e em pedaços que se perderam com o passar incessante da vida. É... Talvez exista o antídoto que está distante da minha percepção. Distante do alcance e do meu bem.

Isso tudo foi além do amor, além da liberdade causada, do êxtase e do que eu poderia acreditar. Mas no fim somos apenas seres humanos – ambos. Sabemos tudo e nada, queimamos e vivemos, escolhemos e nos sacrificamos. Duas almas eternamente perdidas na ideologia paralela de vida, a estranha essência que excede dentro de nós mesmos a cada respirar e badalar do tempo.

E eu cheguei ao ponto de que dizer já não é mais o bastante, que palavras são erros... Mesmo que sejam apenas subentendidas e não propriamente ditas. De qualquer forma podem sim, serem formas de afeto, ou até mesmo provas... É... Mas chega o momento em que nem elas são mais oportunas e o silêncio e a “indiferença” tomam forma de estado. É estranho... Eu durmo numa cama de espinhos, a chuva e o frio tocam o meu corpo e eu estou desistindo a cada instante em que as soluções não invadem o meu pensamento.

Agora é tarde. Mas ainda desejo descansar em teus braços, porque você me fazia lembrar as doces memórias de infância, algo mais que proteção... Não tento nem mais, pois explicação não há... Talvez nem sentido. Não sou otimista, estou ciente de toda esta realidade na qual não possuo nas mãos, mas não custa acreditar não é? Grandes caras e grandes mulheres no decorrer da história só se fazem presentes hoje, porque acreditaram em algo que vinha de dentro... E amor vai além.

In These Arms-Bon Jovi ♪

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Uninvited.


É... Eu tentei da maneira mais súbita acabar com meu sofrimento que já nem era mais opcional... Passou para a fase em que isto se tornou desencadeamento do que eu não pretendia demonstrar. Minha tentativa foi de terminar e apagar tudo que me fazia mal, mas se fosse assim... Tão fácil, eu teria que deletar partes permanentes da minha vida, o que eu sou obrigada a aceitar, mas não é o caso desta... Disso tudo, te apagar de tudo da minha vida – dessa maneira – talvez não tenha sido o correto ou talvez sim... Não há sentido para tudo isso para sentir... Não mais, certo? Eu aqui e você lá...

Consolação... AH! Foi o que eu mais tenho recebido nos últimos tempos, como se estivesse enferma... Uma enfermidade crônica, mas não é bem isso que eu preciso. Preciso provar por mim, e mostrar ao ser que mora aqui dentro que eu sou tão cruel que posso matar o “amor” que eu não quero mais, mas que ele insiste em manter em grilhões...

Só sei que a tua divisão, a tua contradição... Fizeram de ti o inacessível, e eu como alguém com o sangue quente quis o que eu não pretendia e nem deveria. O meu deslize, o meu declínio... A íngreme ruína, o doce sacrifício. E o fascínio despertador por mim...

O amor é ridículo da vida e o desejo é uma fraqueza da carne... E você ai, com seu turbilhão de dúvidas, tornou-se ridículo por si só.

Mas você, você não é permitido. Você é inacessível... Um infeliz deslize. Deve ser estranhamente excitante assistir o inabalável sofrendo. Deve ser meio difícil dizer, assistir o pastor precisar de ensinamento.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Para você: oculto.


Estou dando voltas, mas desta vez não corro em círculos... Percorro o sentido que meu rio de sentimentos me levam. O vinho não me salva mais e muito menos meus desejos em vão, controláveis mas são súbitos. E eu agradeceria se você pudesse me levar para casa... Não te peço mais do que isso, porque sei que aqui não é meu lugar e o tempo todo estive convicta disto.

Pessoas vem e vão, você chegou agora... Tão de repente que meu consciente ainda não conseguiu processar... E o lugar que você passou a ocupar é novo e nunca foi de ninguém. Um amor que ainda não encontrei nome, mas está longe de ser paixão. Não posso deixar subentendido, mas que me conquistou. A segurança e ao mesmo tempo verdade, mas que não me faz esperar nada.

Algumas coisas não precisam ser eternas, mas são boas o quanto são necessárias. Algumas verdades corroem, da mesma forma em que beijos e abraços esquentam. A seriedade não entende disso, mas a diversão instantânea e a confiança sabe muito bem.

Provamos da mesma dor e verdade... Isso nos faz a união, seja lá o quanto isso dure... Nas memórias será eterno. Esse sentimento que vai da cabeça aos pés, os risos que realmente esbanjam a alegria que você me traz...

"Você é o detentor de coisas incondicionais, você segurou a respiração e a porta para mim... Obrigada pela sua paciência!"

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Untitled.

Eu não sei o que dizer, mas isto era de se esperar... Pois pessoas como eu dizem tão pouco, mas sentem o que realmente é de uma maneira em que não cabe em gestos ou provas... As mudanças de estado são realmente constantes... Ora se está feliz, radiante e distribuindo a alegria que se sente para quem está por perto. Ora está a procura de uma escapatória para a vida, as lágrimas vêem ou a dor paira. Na verdade, eu me agrado dos meus momentos de dor, pois na dor eu encontro a verdade de tudo... E ao mesmo tempo o meu espírito se alegra em sentir alegria... Seja isto então, uma batalha entre mente e espírito... Ou não.


Isto é a solidão, isto é a liberdade. Ganha-se muito sendo só, assim é possível chegar mais fundo a essência e esquece-se os erros, não há mentira. É viver consciente da morte instantânea pelo passar de todo o tempo corrente neste então vasto mundo, de origem desconhecida e destino ímpar: fim. Talvez isto seja sabedoria, ou apenas convicção... Maneiras diferentese novas visões.


Preservar a unidade e não se deixar levar por tudo e todos, talvez esta seja a palavra chave para tudo. Presevar quem tu és, onde vives, teus amores, tuas virtudes, e tua essência... É tudo que no século XXI se perdeu.

sábado, 17 de julho de 2010

Paradigmas ou alternativas?


Por que o que é verdadeiro não causa mais tanto interesse assim? Milhões de provas, palavras e promessas não são o bastante... Nunca serão! É os homens querem as mulheres mais fáceis de possuir - o caminho mais fácil, mas o prazer momentâneo. E então, minha cara... Você terá um homem que olha fundo em teus seios, mas que nunca olhará em teus olhos...

Estes são os homens que perderam totalmente a esperança de encontrar uma mulher de verdade. Aquela mulher que não tem vergonha de sorrir, que é companheira e o acompanha nas festas de família, que conhece todos os seus amigos e não se faz de tímida em meio deles, que sabe ser quente em meio ao fogo e sábia em meio a tribulação da vida. E a cada dia que passa a luta para encontrar mulheres de verdade é mais dura. E assim eles vão, o desânimo toma conta... Assim como o álcool e os “amores” de uma noite só. A falta de esperança se torna um tormento. E então o refúgio é se divertir com o que há de errante, as mulheres que se deixam levar pela desilusão... O amor perde a cor que tinha, e o aroma de algo que brota silenciosamente, cai aos pedaços para ambos.

Mas tudo tem duas faces, e as mulheres também enfrentam a dificuldade de encontrar uma saída para esta desordem de princípios. A procura por alguém que realmente entenda os momentos de loucura e fúria... Os tombos e tormentos do dia a dia, as dores de uma vez por mês e o medo de enlouquecer, a ansiedade que não é curada com o sexo, apenas com chocolate... A irritação e o complexo de Greta Garbo de querer ficar sozinha, sem dizer uma única palavra e ouvir o doce som do silêncio da solidão. Alguém que entenda, alguém que aceite todos estes momentos... Mas ao contrário disso, da mesma forma que os homens encontram o divertimento errante, elas também... E é aí que as histórias se encontram...

Fomos cegados, generalizamos que tudo e todos fazem parte de um coletivo de mentiras, que não existe aquilo que chamamos de “amor verdadeiro” e que na maioria das vezes o romance terminará num lance, de uma noite qualquer ao som do velho Hard Rock, a gosto de doses e mais doses de whisky barato e permanecerá apenas as cinzas do cigarro que já se apagou.

O fato é que estamos ligados a imagem, e consumidos o que nós estamos acostumados a ver e ter. Algumas mulheres promíscuas e homens infiéis. É... E em meio de tudo isso eu me pergunto: O amor verdadeiro é suicídio? E que quando acaba todos nós deveremos nos afogar em lágrimas?

Esse paradigma não combina com os princípios de muitos, mas acaba sendo a única alternativa... Desilusão que condena e amor que não vale a pena... Até hoje, não me foi provado o contrário... Ou o tempo todo, eu provei e fui a verdade de alguém.

terça-feira, 13 de julho de 2010

You learn.


Só dessa vez eu vou me perdoar, e não olhar pra trás e me deparar com os rastros... Meu egoísmo junto com dor e paixão: o desejo de voltar. Tudo se fundia com tanto sentido, que jamais percebi a quem estava ferindo, a quem estava esgotando... Sendo que quem muito perdeu... Foi quem mais teria a chance de ser feliz, a tão grande felicidade plena.

Mas hoje, agradeço o silencio e me contento com a liberdade de viver em solidão. Solidão que me leva para onde eu jamais iria acompanhada, e cada segundo a minha essência entrega-se, mas ainda guarda o mistério simples de ser. Então por que você não tenta deixar de se preocupar um pouco? Já que ganhei tanto e o que perdeu já se foi... E nem quer mais saber.

Voe e esqueça os motivos pra chorar, assopre teu nirvana, pois ninguém possui as respostas e nem as verdades absolutas da vida... Tudo é caos. E se perca em teus planos mirabolantes para o próximo segundo. Aprenda com o passado, esqueça o futuro e doe-se de presente ao presente. Esta é a fase de me fortalecer com meus próprios enigmas, as dificuldades e aqueles poucos acertos.

Tudo é história, tudo é aprendizagem... Tudo faz parte até mesmo sofrer... Talvez eu seja narcisista, mas extremamente sensível – embora os antecedentes neguem... A realidade é que ninguém é capaz de saber o que me assola noite e dia, o que chamo de dor... Ou as dores, elas são reais e talvez sejam apenas para mim. E para elas... Houve redenção, mas o tempo se foi e a insanidade da vida tirou de mim... Lamento por ele não saber disso, do bem que causara. Agora tanto faz, partimos pro nunca mais.

Eu nem porque eu estou escrevendo, sinto um pouco de paz misturada com confusão... Ontem me dei por conta que mesmo que estes problemas ainda surjam e que exista a possibilidade de nunca conquistar o que eu tanto preciso... Sou um pouco aguda e um tanto corajosa, mas não sei se o suficiente... Conheço os meus limites, mas são os meus... E não os de quem me rege. Só sei que me sinto diferente, o som da melodia está mais grave. As canções lentas não completam meu humor, já que agora eu cai e aprendi que preciso um pouco de mim, mais do que ninguém. É egoísmo? Talvez! Mas um grande cara disse: “E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.” A ordem disso tudo alterou o meu resultado: o sofrimento que não quis evitar...

Enfim, tudo é aprendizagem... Parte é vida e a outra constrói a maturidade.

You live, you learn. You love, you learn. You cry, you learn. You lose, you learn. You bleed, you learn. You scream, you learn. You grieve, you learn. You choke, you learn. You laugh, you learn. You choose, you learn. You pray, you learn. You ask, you learn. You live, you learn!

sábado, 10 de julho de 2010

Let love out.


Não existe o paradigma entre “certo” e “errado”, mas eu não encontro palavras para prescrever o que andei fazendo, os erros que cometi e mentiras que contei. Sinto-me realmente farta de me divertir instantaneamente com as pessoas erradas, que seriam as certas para mim. Pessoas que desejavam o meu amor, mas eu realmente não as merecia. Justamente por não conseguir ser a verdade constante, por me deitar na cama e pensar em quem não me era mais viável. E ao fechar os olhos... Sentia-me fraca, por mentir para mim e mil e uma pessoas que queriam apenas o meu bem.

Mas tudo vai, e pouco volta... Hoje me sinto farta dos desejos passageiros... Do que vai e acontece apenas por satisfazer o que logo termina. Das noites incansáveis que perderam razão, sentido real. Por um momento a minha máscara fria quer cair, quer deixar de existir... Mas sem ela o que serei de fato?

Eu poderia ter sido teu ar, eu desejava... E eu sempre te amei, o tempo todo. Mas e agora? Depois de todos os meus atos que demonstravam o contrário? É... Lembra da máscara? Ela surgiu a partir do momento que você se dividiu em dois... Cansei do errado para mim, mas se não há o certo... O que devo fazer?

Os fins justificam os meios, mas o que justifica o que vem depois do fim? O que nem nome tem. No fim, nos lembramos do começo... E quando nos lembramos do fim? Incógnitas intermináveis.

Esse foi um beijo de despedida que se dá uma vez só na vida. Explica tudo, sem brigas e clareia o mais escuro dos dias.” (Você vai lembrar de mim - Nenhum de Nós)

Memórias.


Talvez alguém que estava o tempo todo ali, nunca esteve de fato. Talvez esta seja a maior da minha vida, e a tua figura que nunca representaste para mim e para a minha vivência. O agravante de cada novo dia... Eu te vejo, mas você não me vê, nem sente a dor... Quando você finge que se preocupa, eu finjo não sentir mais, ser forte e fria. A falta que faz em apenas dizer “Olá”...

Não é este tipo de zelo que eu sempre precisei, não me reprenda mais... Como se agora fosse um arrependimento de ter perdido muito, mas muito tempo. Não o controlamos, mas controlamos nossos atos, nossas palavras.

Posso ser o erro, enquanto você prefere ouvir quem nunca te amou, quem nunca se preocupou. E é difícil tentar dizer, me guardo demais para depois explodir em palavras... Não quero ser motivo de dor e nem arrependimento, só sei que eu sempre senti falta do que eu nunca tive, e dos momentos que só aconteciam no meu subconsciente. Ou estas são as memórias de infância que são vagas para serem lembradas a esta altura... Aqui estão as consequencias: o meu eu.

Todos já tiveram heróis, e eu sempre perguntei onde esteve o meu, o tempo todo... Passei a acreditar que heróis também falham. Enfim, de qualquer forma... Em algum momento da minha vida eu sei que sentirei a tua falta, e das meras palavras e abraços... Que posso contar nos dedos.

"Deixamos pra depois uma conversa amiga que fosse para o bem, que fosse uma saída. Deixamos pra depois a troca de carinho. Deixamos que a rotina fosse nosso caminho. Deixamos pra depois a busca de abrigo. Deixamos de nos ver fazendo algum sentido... Amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais... Nunca mais."

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Meras realidades, verdades.


Os livros e os filmes narram o que a vida nos permite querer: um final feliz para nossa somatória de escolhas “sensatas”, a tão consequente felicidade plena e ilimitada. Os castelos estão inteiros e fortes o suficiente para nunca desabar. Os príncipes são belos e seus sentimentos são intensos. E as princesas passam os dias de sua juventude esperando pela chegada do amor de suas vidas – estamos falando do fantasioso, do fabuloso... Algo que a maioria dos mortais espera do amor: plenitude.

Tentei reerguer meu castelo a cada novo dia, mas sempre faltaram-me peças e a cada dia a falta destas mesmas peças aumentava, como a velocidade do tempo... Mas ainda havia a vontade de que este amor sobrevivesse a todas as imperfeições e sacrifícios que lhe aparecia, a cada pedaço que perdia, á cada segundo que o relógio corria.

O amor se despedaçava, a confiança queimava-se junto com as peças que estavam em falta. Assim passavam-se os dias, mas a cada tentativa frustrada perdia-se mais, as partes caiam e o jornal de memória não era entregue, memórias que permaneciam inertes em alguma parte de mim... Já não sei onde estão, mas o fato é que estão vivas, e como! Se manifestam quando tudo que ainda sinto está perdido... A nostalgia toma conta, ou pelo menos tomava já que agora... A confusão é tanta. Culpa do que estava dividido em dois, culpa da minha força de vontade.

Como diria a velha interna de reabilitação: As lágrimas secam por si. Não foi o tempo, nem o vento. Mas existem fatos que são inevitáveis, amar é como esquecer... Acontece sem ao menos ser percebido.

Mesmo que eu caminhe em calçadas frias, o solo produtivo para o ódio teve fim. Está frio, mas me sinto aquecida por minha eterna razão e controle da emoção, ganhei a solidão... Juntamente com a liberdade de amar a mim e me ter de volta.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Muito! Quase nada.


Abrem-se as cortinas, acendem-se as luzes. O teatro de horrores que eu não quero mais assistir. Essa é a vida, essa é a moral da realidade e a ignorância alheia. Verdades que estão trancafiadas em meio a mente que nos faz acreditar em mentiras, apenas por estar mentindo todo o tempo em que se vive. Talvez estes sejam os fortes, ou talvez não, mas são estes o que mais “vivem” no conceito de humanidade que temos.

Confiança não paira pelo ar, o amor é uma arma comercial. Cores são espalhadas, mas por trás delas não existe felicidade e nem harmonia, apenas o desejo de seguir o resto do rebanho abestalhado. Apaixonar-se... Isso não dura uma noite, ao acordar é fácil perceber as marcas em que a maquiagem e a embriaguez escondia. A cada semana uma perda é sentida, um ganho é conquistado. Como se fosse uma substituição e estamos sempre prontos para o abate.

Procuro por epifanias... Como posso procurar algo que é tão espontâneo surgir de maneira artificial, da mesma maneira em que se vive? É... Minha consciência se choca com a minha realidade: viver assim está errado! Olho pela janela, os mesmos prédios de cores mortas me cerca, o cheiro da queimada é tão comum que nem sinto mais e o barulho estrondoso que a vizinhança faz, já me parece tão corriqueiro.

É como todos os dias fazer o mesmo caminho para o colégio, ver tudo e não enxergar nada! Tanto que parecia que aquelas árvores nem estavam ali, ambas que me arrancaram alguns segundos... Apenas por observar. O que você sentiria ao ver pela primeira vez algo em comum diante todo o cenário cinza? Algo que te traz a paz das lembranças de infância? Algo que ninguém havia notado que estava ali – até então.

Sentir-se em queda livre, abandonar o seu amor, esquecer a distimia, fugir da rotina, ver o tempo passar, andar descalço na calçada, ver a Lua, sentir a chuva, beijar o proibido, sentir desejo pelo o que não é sentido, o fogo de querer , deixar a ignorância de existir e viver. Talvez não seja tarde, 16 bate a porta... 16 primaveras, 16 Invernos e 16 motivos para se morrer.

E é assim, o dias passam. As conquistas são esquecidas, as saudades afanadas, os medos aumentam, os esmaltes das unhas descascam, os bons viram maus, as escolhas são feitas, encontramos outras pessoas, temos contatos secundários... Lutamos pelo dinheiro, por vagas em lugares, para então superarmos uns aos outros... É, te criam assim para que lá fora entendas que cada um tem um lugar – ou talvez não. E isso depende do nosso rendimento e não importa qual limite vão ultrapassaremos para alcançar o “sonho” ou a ambição de nós mesmos. Assoprarei meu nirvana, essa sociedade não me serve, não me completa mais! Nunca completou ninguém!

domingo, 4 de julho de 2010

The end.


Os anjos estão despencando para o inferno, as mentiras somem assim como a sua imagem desaparece dentro da minha mente que não se sente mais perturbada. O tempo não cessa, os ponteiros do relógio são constantes, da mesma forma em que a vida corre por meus pulsos. E daqui você se foi, “amor”. Pensei que estivesse perdido você por aí, mas a realidade é que aí você sempre esteve e distante das minhas mãos, ambas que jamais te tocaram e nem te sentem mais.

Não foi em vão, tudo tem valor de aprendizagem recíproca. Só se aprende com aquilo que te faz cair e levantar de novo, sem medo de mais quedas. Também não posso reclamar, mas como diria Clarice Lispector: “O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão.” Foi assim, uma vontade mais um impulso elevado a intensidade do curto tempo que me restava – como se fosse uma equação de sentimentos, pela instantânea curiosidade de experimentar e não ter a louca sensação de ficar imaginando como teria sido. É implexo de explicar, por mais que eu busque: não há explicação para tudo isso ter surgido com tal intensidade e força. Não sei como chegamos até aqui, assim...

Luzes se acendem, a paixão pela dor arranja um jeito de fugir e em seu lugar pensamentos dimanam. E a solidão ecoa como o alvedrio que jamais senti, agora sim... A vida volta a funcionar, pois sempre tive a tão sonhada oportunidade de recomeçar em um novo lugar, com novas pessoas e criar sonhos e perspectivas para cumprir... Sei de tudo isso, mas não crio pretensões demais, o chão existe para ser tocado, não é? Pois então deixar ser, e pelo mais difícil estou lutando, o esquecer.

Viver requer mais do que palavras, mais do que promessas vãs... Apenas para se acreditar no sentem. Sentimentos já são quase armas capitalistas ou mera bobagem poética, talvez seja assim pelo simples fato do ser humano ainda não ter encontrado respostas sãs para todos eles, o amor requer insanidade... Sentir eleva o peito, dispersa a razão de manter os pés no chão.

Amar só é bom quando nos é permitido, pois o fim de Romeu e Julieta foi a morte. Seth trocou a eternidade para que momentos depois perdesse Meg. E Danny morreu em combate na Segunda Guerra, acreditando que o amor de Evelyn era seu, enquanto ela estava apaixonada por seu melhor amigo. Entendeu o mistério disso? Está tudo trocado, ou nossas escolhas e realidade se chocam e com todo o impacto o amor vai para longe.

Camões... Um paradoxo total, com seus contras e a favores amorosos. O amor conhece o que é verdade, mas não desatina sem doer. Uma ferida que dói e se sente e muitas vezes não se está preso por vontade. Mas sem o amor nada seríamos. As canções de amor jamais seriam escritas, Romeu e Julieta não passariam a ser encenados e lidos por séculos, romance não seria um gênero da sétima arte e nem literário e quando olhasse para a Lua, não pensaria em quem está do outro lado a observar também, ela seria um mero satélite.

E depois de todo este devaneio filosófico, sentir passa a ser mais complexo ainda, não é definido, mas está a cada dia mais perto do fim. As mentiras desgastam, o sofrimento é apenas opcional. Tudo bem! Falta não fará, em ambas as partes.

Talvez eu tenha tido uma epifania, ou seja apenas a tua máscara de um velho personagem de uma história lírica que está caindo por terra, justificando então o breve e coevo... FIM!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Insane, just fine.


Não sou cristalina e nem previsível. O que é a loucura, afinal? A falta de lucidez, e disto tudo se espera. A insanidade habita minha mente por segundos ou por horas e tempos indeterminados, assim converso com a Lua e gosto, pois com ela não existem segredos e nem controvérsias... Talvez seja apenas solidão e livre arbítrio, mas os grilhões sufocam meu coração e me deixa em dívida com meu sentimento singular, a velha cantiga de amor ecoa antes que eu me esqueça.

Já caminhei demais, conheci o mundo indo de lugares em lugares. Há lugares e pessoas de que eu me lembro, e outra já nem tanto. Certas coisas importaram e outras foram com o vento. Mas ai está a incógnita, eu andei milhas... Tive muito e perdi tanto e depois de tudo, por quê ainda existe um sentimento único que me faz querer uma segunda chance de viver intensamente o que foi uma grande utopia? Estas presunções fazem de minha mente um lago de fogo, os anjos voam e os demônios dançam a sua volta. Não existem hipóteses de fato, isto é inexato e indecifrável.

O sentido interior, é avesso ao exterior. Afeto é sinônimo de fraqueza e se apaixonar de novo pode ser uma armadilha fatal para quem superou o que partiu. Assim cairá tudo que já não quero mais acreditar... Não que esteja cética com o amor, mas agora nada mais me falta. E por favor não gaste mais seu tempo com palavras frias e amargas. Faz sentido?

Ontem ao olhar a Lua, não pensei em ti. Pensei em alguém que conheço á muito tempo... E de quem sinto saudades; do sorriso, do olhar e da felicidade... Senti saudade do que eu fui, antes de você insistir que nunca fui boa o suficiente, sua percepção de alguém que nunca amou.

Caminho em círculos, este pode ser o fim – ou não – mas a vida continua, o Sol nasce, os pássaros voam para o sul, o vento bate na janela e quando chega a noite... Eu sinto a nostalgia. E acima de tudo, respeito o que sinto... Por ser algo eternamente meu, imperfeito sendo a toa desse jeito.

“... Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar, mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com as duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.” (Clarice Lispector - A Paixão Segundo G.H.)