
A poesia em que vivíamos, o mover entre as curvas das palavras... Então preenchíamos o papel em branco com todo a minha bobagem poética, hoje desvanecida. A vontade de lhe relatar é imensa como a tua vivacidade essencial, porém, temo por me cativar pelos advérbios intensos e conjunções incertas, e perder-te sem te ter nessas. Eterno “talvez” de quaisquer condição mudar. A frustrada tentativa de captar o teu âmago em palavras e expressões intrínsecas ao meu modo.
- O medo de perder-me sem ter te apanhado
Antes que o vento da vida fechasse os portões da ida. -