segunda-feira, 31 de março de 2014

Mover-me em poesia;
Mover-me-ei
Moldei
Mudei

Away.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sentido sintético

Eu troco os sujeitos.
Invoco milhões de vozes.
Troco as falas
E implanto o caos na poesia.

Me desfaço dos sintagmas e
me desmancho no ar da minha
própria criação que exala o pólen
diminuto
enquanto ser.

Muto as cores
Transformo os pincéis em senhores
Os pontos em retas perpendiculares
Se entrecruzando com a sinestesia
In Tecniclor.

O almíscar da nostalgia
Juntamente com o odor putrefato
Da humanidade
Lá e cá e
Na Turquia.

Eu toco as âncoras do cotidiano
Ásperas e insustentavelmente
Fazem jus a
Mim
A ti,

Assim.

Senti e
há.

Fecho, DES.

Viver é a eterna espera do desfecho. É o nó górdio que a garganta não pôde conter. É o falso pesar de que somos aptos, natos. É o orgulho enlatado que nos conserva na inércia humana  do Não nas prateleiras do desdém.

A espera sufoca o amor mundano. Dilacera a desavergonhada esperança do Sim. Desfaz nossas vertentes de simplicidade espontânea; não nos resta nada além da poeira, devaneio desesperançoso que pontualmente espera para o desfecho que é tua catarse existencial, pífia.