Eu troco os sujeitos.
Invoco milhões de vozes.
Troco as falas
E implanto o caos na poesia.
Me desfaço dos sintagmas e
me desmancho no ar da minha
própria criação que exala o pólen
diminuto
enquanto ser.
Muto as cores
Transformo os pincéis em senhores
Os pontos em retas perpendiculares
Se entrecruzando com a sinestesia
In Tecniclor.
O almíscar da nostalgia
Juntamente com o odor putrefato
Da humanidade
Lá e cá e
Na Turquia.
Eu toco as âncoras do cotidiano
Ásperas e insustentavelmente
Fazem jus a
Mim
A ti,
Assim.
Senti e
há.
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