Viver é a eterna espera do desfecho. É o nó górdio que a
garganta não pôde conter. É o falso pesar de que somos aptos, natos. É o
orgulho enlatado que nos conserva na inércia humana do Não nas prateleiras do desdém.
A espera sufoca o amor mundano. Dilacera a desavergonhada
esperança do Sim. Desfaz nossas vertentes de simplicidade espontânea; não nos
resta nada além da poeira, devaneio desesperançoso que pontualmente espera para
o desfecho que é tua catarse existencial, pífia.
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