
Não existe o paradigma entre “certo” e “errado”, mas eu não encontro palavras para prescrever o que andei fazendo, os erros que cometi e mentiras que contei. Sinto-me realmente farta de me divertir instantaneamente com as pessoas erradas, que seriam as certas para mim. Pessoas que desejavam o meu amor, mas eu realmente não as merecia. Justamente por não conseguir ser a verdade constante, por me deitar na cama e pensar em quem não me era mais viável. E ao fechar os olhos... Sentia-me fraca, por mentir para mim e mil e uma pessoas que queriam apenas o meu bem.
Mas tudo vai, e pouco volta... Hoje me sinto farta dos desejos passageiros... Do que vai e acontece apenas por satisfazer o que logo termina. Das noites incansáveis que perderam razão, sentido real. Por um momento a minha máscara fria quer cair, quer deixar de existir... Mas sem ela o que serei de fato?
Eu poderia ter sido teu ar, eu desejava... E eu sempre te amei, o tempo todo. Mas e agora? Depois de todos os meus atos que demonstravam o contrário? É... Lembra da máscara? Ela surgiu a partir do momento que você se dividiu em dois... Cansei do errado para mim, mas se não há o certo... O que devo fazer?
Os fins justificam os meios, mas o que justifica o que vem depois do fim? O que nem nome tem. No fim, nos lembramos do começo... E quando nos lembramos do fim? Incógnitas intermináveis.
“Esse foi um beijo de despedida que se dá uma vez só na vida. Explica tudo, sem brigas e clareia o mais escuro dos dias.” (Você vai lembrar de mim - Nenhum de Nós)
Sempre vai faltar justificativa pra algo, sempre vai sobrar perguntas e faltar respostas... mas e se não fosse assim, que graça teria?
ResponderExcluir"A dúvida é apaixonante." De fato, a minha vida inteira seria monótona...
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