quarta-feira, 7 de julho de 2010

Muito! Quase nada.


Abrem-se as cortinas, acendem-se as luzes. O teatro de horrores que eu não quero mais assistir. Essa é a vida, essa é a moral da realidade e a ignorância alheia. Verdades que estão trancafiadas em meio a mente que nos faz acreditar em mentiras, apenas por estar mentindo todo o tempo em que se vive. Talvez estes sejam os fortes, ou talvez não, mas são estes o que mais “vivem” no conceito de humanidade que temos.

Confiança não paira pelo ar, o amor é uma arma comercial. Cores são espalhadas, mas por trás delas não existe felicidade e nem harmonia, apenas o desejo de seguir o resto do rebanho abestalhado. Apaixonar-se... Isso não dura uma noite, ao acordar é fácil perceber as marcas em que a maquiagem e a embriaguez escondia. A cada semana uma perda é sentida, um ganho é conquistado. Como se fosse uma substituição e estamos sempre prontos para o abate.

Procuro por epifanias... Como posso procurar algo que é tão espontâneo surgir de maneira artificial, da mesma maneira em que se vive? É... Minha consciência se choca com a minha realidade: viver assim está errado! Olho pela janela, os mesmos prédios de cores mortas me cerca, o cheiro da queimada é tão comum que nem sinto mais e o barulho estrondoso que a vizinhança faz, já me parece tão corriqueiro.

É como todos os dias fazer o mesmo caminho para o colégio, ver tudo e não enxergar nada! Tanto que parecia que aquelas árvores nem estavam ali, ambas que me arrancaram alguns segundos... Apenas por observar. O que você sentiria ao ver pela primeira vez algo em comum diante todo o cenário cinza? Algo que te traz a paz das lembranças de infância? Algo que ninguém havia notado que estava ali – até então.

Sentir-se em queda livre, abandonar o seu amor, esquecer a distimia, fugir da rotina, ver o tempo passar, andar descalço na calçada, ver a Lua, sentir a chuva, beijar o proibido, sentir desejo pelo o que não é sentido, o fogo de querer , deixar a ignorância de existir e viver. Talvez não seja tarde, 16 bate a porta... 16 primaveras, 16 Invernos e 16 motivos para se morrer.

E é assim, o dias passam. As conquistas são esquecidas, as saudades afanadas, os medos aumentam, os esmaltes das unhas descascam, os bons viram maus, as escolhas são feitas, encontramos outras pessoas, temos contatos secundários... Lutamos pelo dinheiro, por vagas em lugares, para então superarmos uns aos outros... É, te criam assim para que lá fora entendas que cada um tem um lugar – ou talvez não. E isso depende do nosso rendimento e não importa qual limite vão ultrapassaremos para alcançar o “sonho” ou a ambição de nós mesmos. Assoprarei meu nirvana, essa sociedade não me serve, não me completa mais! Nunca completou ninguém!

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