quarta-feira, 10 de março de 2010

Am I a part of the cure?


O clima daqui não é nada agradável, está quente, as pessoas são indiferentes, mas é melhor assim. Já é um pouco tarde, mas nem ligo. Tentando chegar a uma boa visão da Lua, mas com tantos prédios me impedindo, resolvi resenhar. Algo que me chamou a atenção desde o inicio que vi... Uma história um tanto proxila, uma maneira irrelevante de viver, ou apenas injusta, se é que é correto usarmos “apenas” por não ser tão simples assim...

Ontem: Tinha ela uma alma alegre, uma realidade um pouco limitada. Um olhar diferente. Incompreendida, mas á princípio não dava muito a isso, estava lá por si. Seu sorriso estava estampado em sua face, algo verdadeiro de fato... Vivia cercada de quem sempre teve muito afeto. Personalidade forte, incomparável e nem sempre muito fácil de lidar... Como segue a humanidade, tinha inúmeros defeitos... Impulsiva e um tanto imprevisível... A conheço á algum tempo... Mas ainda não posso dar-te uma descrição completa e coerente, de acordo com o paradoxo quando se trata desta personalidade...

Não sei descrever, mas disse o que mais me agradava, me instigava, e por muitas vezes reprimia... Causando-me dúvida, e querendo conhecê-la mais a cada momento que lá estávamos...

Princípios, filosofia... Teorias? Ou apenas vida, e sua origem... Homens de intelecto invejável discutem de onde viemos por muito tempo, e uma dessas hipóteses, é: o caos? Assim como diria Nietzsche… Será ela vinda do caos?

Isso é questão de fé? Religião, ou até mesmo cultura? Acho que já tenho maturidade o bastante para compreender a força divina, e o intelecto humano um tanto complexo... Mas nem vem ao caso, agora. Pois não quero corromper tua mente e nem teus princípios. Sou um mero mortal, um escritor amador.

Voltando ao assunto, o que ela era de fato? Uma doçura amarga, que te levava à caminhos que jamais entenderás... Pensar era um de seus mecanismos mais misteriosos, por seus pensamentos nunca decifrados...

O tempo passou, e ela realmente se transformou, ou foi a ordem: mudança. Eu não sei... Encontrou seu ápice, ou seu declínio mais sórdido... Por um lado caminhara para vida, e por outro para o precipício, no qual conseguira tirar toda sua doçura, em troca de melancolia. Mas isso nem lhe importava, era uma felicidade momentânea, algo que ela não queria admitir em qualquer hipótese ou sentido... Tinha conhecimento de suas condições e de seu sofrimento próximo, e deu seu destino mais próximo...

Por pelo menos uma vez tenho certeza que se apaixonou, e continuava a vigiá-la de longe. Acompanhei seu sofrimento, antes de sua dor maior. Vi seu orgulho cair em terra, e lágrimas brotando por seus olhos, ofuscando sua íris esverdeada... Perdendo todo o brilho cintilante em seu olhar inocente.
Chega a hora de sua “felicidade imaginária”, e sua “morte figurada”... Enfim, aquele drama havia terminado. Pergunto-me, como alguém consegue provocar tanta felicidade e tristeza ao mesmo tempo? E também como alguém é capaz de estar, mas não amar o que tem ali, incondicionalmente? Por que estar então? É, é algo extremamente complicado para meu raciocínio um tanto defeituoso e frágil... Mas essa deveria ser uma das questões discutidas, para entendê-la.

É, está tarde... Mas a vejo aos prantos, em sua janela ao ver a Lua... Raras ás vezes que á vi chorar, talvez este seja o motivo de tua dor. Que está guardada, por muito tempo, ganhando intensidade a cada fato e segundo...

Seu sacrifício deixou quem tinha afeto. E sua fonte de liberdade plena... Como se isso fosse importante, já que eram um tanto discutível suas atitudes, e feridas que nela deixara.

Esquecer o que é vivido e acostumando por tanto tempo, é difícil. Este caminho é árduo, e um tanto tortuoso. Ela ainda tem recaído, e meses se passaram, essa é sua vida, agora. Ela ainda sente falta, mas é a saudade do que restara. Não dos erros, e nem atitudes inúteis, ela gostaria de dizer, contar tudo que passou, sofreu e chorou...

Por muitas vezes, concordei... O que ele sente por ela, é possessão por muito tempo, ter sido dele... Meu caro, mas e agora? Enquanto tudo foi feito para não durar, é eu sei... O sacrifício, mas se por um momento mais pudesse mudar esta realidade, o que farias tu? Deixaria então ela partir por mais uma vez, escorregar entre teus dedos novamente?

É difícil admitir, que nenhum de nós pode ajudá-la isso partiu da mesma, e quem tem que vencer esta luta, propriamente dita a verdade, esta frágil alma.

Seu personagem consegue encarar várias faces. Talvez ela seja a vilã, ou a vítima... Como alguém que apenas passa pela multidão... Já não sabe como ser, e se comportar...

Estás lembrado do paradoxo? Assim consegue ser, por sentir amor e vontade de arrancá-lo do peito, em hipótese alguma admite, é complexo. Limita-se por si própria, para não mais sofrer. Inexpressiva, tornou-se. A distimia faz parte de sua vida, agora... Paraíso, a chama. Miserável é.

Hoje: Pelo que percebo, sua felicidade brota. Teu olhar está mais próximo, e a vontade de viver mais contínua a cada dia. Tudo que precisava era decidir, se seguir, ou viver dentre todas as tuas memórias, nostalgia. E tu, há! Não tens direito nenhum sobre ela, pois já deixa de ser sua dália inteiramente feita de possessão. Não a derrube, não mais. Esse é seu pedido, esse é seu desejo... Prometa que não há mais nada teu, nem amor, nem desejo, nem nada! Não a divida, não a maltrate, mas, por favor... Não suma de tua vida.

E eu? Posso revelar minha identidade? Aposto que nem lhe causei tanta curiosidade, não sou tão interessante quanto toda está balburdia, tanto quanto esta história, está combinação de distimia e cores que existe na brigada da juventude, de toda a ordem dela...

Meu papel, é guardar a brigada de suas decisões, sou seu bom-senso e maturidade. Sou o que está dentro dela, mas longe. Sou o que a compõe, exteriormente. Guio-a, protejo-a, enfim... Como se fosse seu anjo de mais puro amor brigante, ódio amante... Posso ser a doçura inocente de uma criança, ou a luxuria e desejo de uma mulher, tudo isso em seu interior mais intimo. Sou sua liberdade, sua cadeia de idéias momentâneas, dentre tudo... Não sou nada que vê. Porque sou seu inimigo... Você não irá decifrar-me jamais!

Não compreendes? Sou que dá o sentido paradoxal a ela. A contradição. A maneira, seu espírito, seu destino, seu medo... Mas acima de tudo sou a sua verdade nua, podendo queima-te, levar-te, ferir-te... Ou fazer-te compreender e ter o melhor que nela existe, o que eu já vi, por valer a pena.

Não tem destino, não há segredo... Apenas compreenda antes, e julgarás então, mas entenda... Conheça... É meu único desejo, desde já... Estou grato, apenas em relatar... Meu ponto de vista, sobre uma vida de mudanças instantâneas.

As luzes de sua janela foram apagadas... A Lua está sumindo, e eu vou junto com a escuridão da noite.

Se queres prever o futuro, estuda o passado.” Confúcio.

I am the hardest part.

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