
“Não importa o que você faça em sua vida, será insignificante. E que é muito importante que você faça, porque ninguém mais vai fazer. É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz que ainda não está preparado, mas a outra metade diz: faça ela ser sua para sempre!”
Metade de mim briga com o que há de querer vir, o que há de sentir... Sentir o pulsar só de ouvir dizer teu nome, deixar a noite ir enquanto eu faço de meus sonhos tormentos, por não querer pensar em ti. Talvez eu negue o que existe, é como querer excluir uma etapa. O que me parece vital, ou parecia e é.
Hoje a noite está fria, sinto o vento e o vejo balançando as árvores logo depois do portão. A Lua está ali em sua posição, que não é e nunca será a mesma de ontem, nem a de ante-ontem... E eu precisava contar para alguém sobre você, mas em silêncio. Se sofre, se mede e se é feliz pelo silêncio que possuo no meu interior turbulento.
Sou por acreditar que nada na vida é em vão, tudo está para mudança. O devir. Mas eu não quero que o devir me faça perder, mesmo que você pertença a mim para sempre. Por que hein? Força, divindade, deuses narcisos, Deus... Seja lá o que for... Como posso explicar, tudo que aparece de repente se torna parte integrando da continuidade da vida e vai embora sem mais nem menos? Passa como uma tormenta, alegra a seca, mas deixa todos alertas. E eu realmente não sei o que seria da minha vida sem metade de ti nela.
E se eu pudesse lhe fazer um pedido... Ia pedir pra não esquecer de lembrar de quem cruzou a tua noite e não queria ir embora, mas que o tempo e a realidade levou, sem piedade do que viria depois. O devir em sua função.
Este mesmo devir, levou... Um dia poderá trazer. E mesmo que ele seja tão poderoso assim, mesmo que passe mil, um milhão de anos você fará parte dessa vida que eu tive por um vago, ou longo período de tempo se eu possuir o mínimo de sorte, ou azar.
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