sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Find a way to say.


Á quem você quer enganar? Tua armadura pode ser forte, mas teus olhos mostram todo medo que já sentiste. Você luta pelo que acredita, vive em função de seus ideais... Mas chega a hora em que você também cai por terra, és mortal, és humano! Assim como mudanças inesperadas desgastam o teu ato de ser e pretender.

O quanto você viveu? Isto vai da intensidade do quanto amaste, ou amas... Talvez sejas imortal, por amar eternamente o que já passou e vive no te interior. O tempo é inimigo beligerante da paciência. Sendo ele o que há de impossível para a humanidade, o impossível para quem desejava mais do que a vida havia lhe dado. O oposto de um ser paciente, é ele vai passar... Mas não apaga, na verdade ele te faz sentir um amor forte, capaz de superar obstáculos inigualáveis.

Acabei por descrever algo que conheço muito bem... E me sinto confusa sobre o que escrever... Existe o arco e a guerra dentro de mim, confusões e choques de realidades, medos constantes de perdas e a alegria de pelo menos possuir... Verdades que poderiam pertencer a mim.

A fala é a metáfora do pensamento... Algumas vezes minhas palavras ecoam com muito menos sentido do que está em minha mente irrelevante. Palavras são chaves, mas também são pedras... Mecanismos que também têm poder de ferir. Mas pra falar de amor... Palavras vão e vem, um poeta é melancólico e perdido... Ele necessita da dor de amar, eu necessitei perder para então poder dizer. Rompi nas entrelinhas com parte de minha armadura, que deixou uma fresta entre os olhos que me possibilita expressar de forma tortuosa.

E então esta é a guerra do existir, há doença, mas há saúde. Há escuridão, mas também claridade... Há amor e há ódio. Opostos que constituem o que eu sou e o devir vital. A fortaleza de tudo é a mutação de meu logos e de seus opostos sentimentos ocasionais.

"O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só." - Tostói.

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