
É Platão, talvez você tivesse razão quando afirmou que possuímos dois mundos: O mundo das ideias, e o mundo dos sentidos. Pois agora, eu me pergunto... Como é possível ter a capacidade da grande demonstração das ideias, quando os sentimentos ficam guardados? E aí vem outra incógnita, a sinceridade, a revolta e a percepção também são formas que me fazem sentir, mas são apenas conceitos.
Liberdade possui inúmeros significados, dentre deles, o que mais me chama a atenção é ousadia e desassombro, mas ninguém sabe ao certo o que é a liberdade, porque na prática nós só temos liberdade de ter liberdade, estamos presos a um padrão de vivência que nos impede de dizer algo em tal hora, ou de gozarmos do que não é permitido perante nossas normas. Então, meu caro, é ai que eu quero chegar: expressão. Hoje, neste exato momento, é o único mecanismo que me faz chegar um pouco mais perto da liberdade. O poder de dizer em meio de palavras minhas verdades, minha indignação.
Olhe pro mundo, mas o enxergue. Está tudo errado! Onde estão as realidades? Nós não as sentimos, mas vemos e ver é parte do sentir, algo que nós perdemos um pouco do poder. O glorioso poder da visão, a vida chega a ser óbvia diante deste sistema. Será sempre a mesma coisa, você passa parte dela lutando para ser feliz, mas quando isso acontece... Você já está farto da mesma.
Na brigada da minha adolescência eu consigo prever o mundo quando chegar a minha vez de estar farta, essa é a causa da minha distimia. O meu Carpe Diem não existe mais, e é aí que eu percebo que está tudo fora do controle... O que há de errado? Se até mesmo a liberdade de expressão é algo irregular diante do abate. É algo realmente incompreensível, nos induzem a ser críticos e quando você está próximo da linha de chegada, isso se torna frívolo...
Procrastino meu tempo me perdendo nessas resenhas malditas, sendo que lá fora eu tenho que seguir as regras, carregando o medo de que nada eu possa fazer agora e nem depois, e tenha um fim trágico procurando uma solução para os que não estão nem aí para os sentidos, muito menos para a mente. Ambos são fortes, mas sem os sentidos, sentimentos... A mente seria um mero conceito da razão, pensaríamos, mas sem a divindade de sentir.
Não importa o que eu faça na vida, será insignificante... Ghandi disse isso, mas tudo que ele fez por milhares de pessoas me faz acreditar que no fundo, todos nós possuímos um pouco de humanidade, e capacidade de mudar alguma coisa, mas simultaneamente.
“Tão perto, não importa o quão distante... Não poderia ser muito mais distante do coração. Eternamente confiando no que nós somos e nada mais importa!” (Metallica-Nothing Else Matters)
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