Vazio: 1. Cujo conteúdo foi retirado; 2. Que tem falta de algo; 3. Que tem preocupações ou interesses de pouca utilidade ou importância. = frívolo, fútil, leviano, oco; 4. Sentimento de ausência ou de perda.
Existe uma definição proxila para tudo isto, mas eu larguei de mão de definir o que eu estou sentido se de fato não é “nada” e nem meu, porque é tarde e esta batalha eu já perdi. O vazio que se prolongou durando o tempo em que nada mais importava a não ser deixar com que esta derrota tomasse conta de tudo que ainda existia em mim.
E ao olhar em minha volta... O caos toma conta de tudo que está me regindo. Aqui não é meu lugar, estou farta de fingir que faço parte deste comércio de prazeres e “alegrias”, como se eu tivesse uma infecção que não me deixasse levar por todos os anúncios de que aqui é onde eu devo estar: o vazio.
Vazio por ter que sacrificar anos de uma vida toda, vazio por perder proteção, vazio por reivindicar de liberdade e se trancar em um mundo onde o tempo é inimigo da realidade de viver. Não passa de ilusão... Como a heroína que sana as dores e acalma o desespero então passa a acreditar que continuar vivendo assim está totalmente bem, os valores voam para longe com o vento artificial e a realidade está entre cada beco da cidade.
Tentei me cegar... Fazendo com que se sente errado, parecesse certo. Desta vez, além de minha armadura... Tranquei-me algemei a mim, atei minhas mãos e pés para nada mais poder fazer... Assim me igualei, me deixando levar por tudo que mais abomino aqui. Eu não conheço o inferno, mas aqui, talvez, seja seu princípio e os olhos do demônio estão em mim... Por fingir para mim mesma, a frieza de indiferença que deveriam fazer parte de uma realidade frívola, desta sociedade.
E então quilos de livros se acumulam na minha mesa, xícaras e mais xícaras de café estão ao lado deles, a tinta de meus cabelos avermelhados não aparentam mais o brilho de antes, os esmaltes se descasca de semanas em semanas... As discussões são cada vez mais constantes, a vontade de voltar é imensa juntamente com o desejo de abandonar. Como vê... Estou farta dos mesmos problemas de sempre e do problema de anos e anos atrás. Quanto mais enriquece-se o exterior, o interior clama por lembrar-se do que se era antes...
Está é a guerra... Entre o vazio e a voraz vontade de dizer. O estar e o permanecer. O orgulho e a verdade... O olá e o adeus.
Hoje me peguei a olhar pra quem eu amo e fotos... Como qualquer ser humano, eu peco e eu omito isso me fez me afastar de tudo e todos, e toda esta tristeza é apenas a falta do cheiro, do olhar e de meras palavras de quem está tão perto e de quem está tão longe.
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