terça-feira, 15 de junho de 2010

In A Darkened Room.


Meus dias têm sido corridos ultimamente, mas ontem logo antes de me deitar... Algo que já está lá há tanto tempo, me chamou a atenção: a imensa pilha de resenhas que tenho guardadas, da mesma forma que guardo o que eu sinto...

Algumas amorosas, outras eram apenas desabafos, e tinham aquelas que eu escrevi enquanto estava descontente com tudo. Descontente por não saber pra onde correr enquanto a dor tomava conta de todos os meus pensamentos mais íntimos, ela fez parte do meu cotidiano pela eternidade que durou... Sua intensidade era constante e ela me derrubava a cada novo dia.

Eu não entendia o motivo que a causava... Talvez fosse saudade, ou talvez fossem todas as mentiras. É eu não soube dizer “adeus” da mesma forma em que você não soube dizer “olá”. Te amei além do imaginável pela minha mísera mente, te amei além do que eu deveria e lutei, pudera você ter ao menos percebido... É, estranho, eu não fraquejei até certo momento... Por ter tido tudo que sempre quis na vida, não aprendi a perder.

Todas essas coisas passaram pela minha mente. O jornal de memórias voltou; meus erros e teus: nossos. Nunca houve o certo ou errado á se fazer, apenas o fim. Mas as resenhas estavam lá... Ora tenho vontade de mandá-las a você, porque eles são seus, ora tenho vontade de queimá-las para que minha dor e insegurança suma junto com a tua verdadeira imagem... Quem você mostra ser, mas que nós dois sabemos que não é. Meu quarto ficou silencioso e escuro, eu já não sabia o que sentia... Só sabia que havia sentido antes, a tal nostalgia misturada com a insensatez de pensar mais uma vez em ti, estranho.

A exaustidão vem de encontro á mim, o que hei de fazer? Viver! Ontens? Hojes? Amanhas! Você não está e nunca esteve aqui por mim, por ti, ou por nós.

Lies the wounded, the shattered remains of love betrayed.

Nenhum comentário:

Postar um comentário