domingo, 10 de outubro de 2010

Black gives way to blue.


Somos dignos de que afinal? Não somos capazes de sermos honestos com nossas próprias almas. És tu, humano, mas não tão pífio assim, nasceste para encontrar felicidade e não temer a ela. Então a sanidade abandonaste e és tu, um pertencente a era das trevas que já foi há muito tempo. O mundo ao teu redor acordou de um pesadelo intenso, de sacrifícios e escuridão. Mas o que vedes? Tua vida que se achega na sanidade de teus sonhos mais íntimos, tuas dores que sangram teu duro coração e tuas ideias de partir, que são inescrupulosas.

Caminhas em um círculo vicioso, ao som do violino que tem leva a delírio nostálgico. Pois tu... Perdeste o poder para teu imenso medo de tocar a peculiar chama da felicidade, e a liberdade que te aprisiona quando lhe permite fugir do que é real e constante, assim como algo pulsa dentro de ti, assim como teus pensamentos fluem em ordem confusa quando sentes tu... O que não quer admitir; dor, medo e o tornado que te assola, as verdades que te fazem sangrar.

E quando queres esquecer de tudo, o passado volta como o velho inimigo. Um fantasma que percorre teu corpo, deixando a sombra vagarosa de dor. Martírio e tormento, corroendo teus ossos, mareando teus olhos até que as lágrimas caiam e queimem tua face... Apenas por memórias que são fortes e persistem em não morrer, para que não esqueças quem foi e os erros que cometeu em ser tão perpétuo com o que lhe pertencia, no tempo e n’alma.

Mais uma vez, eu... Mero espectador não usei de um léxico bucólico para descrever o que via, os fatos na realidade sã... Não há como ser maniqueísta, porque aqui se trata de algo ácido, mas ao mesmo tempo capaz de curar várias infecções de uma mente atarracada. Vos digo, aqui se trata de um enredo proxilo, anômulo que nenhum entendedor se apresse, pois paciência é a base de toda a história e de seu fim. Não há necessidade de ser arguto, ou adivinho. Pois aqui, a lei inata é a mudança, o que torna tudo imprevisível, o fim.

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