
Quando milhões de vozes gritam milhares de soluções aversas, as histórias se contrapõem. As memórias ficam cada vez mais obscuras e o desespero fortalece-se como o triunfo da morte. Esta sátira de sua persona constante, que revelas a cada palavra escrita... Falo de mim, e todos os outros “eus” que mato ao escrever, a minha crueldade que dá vida a meus seres inanimados, a sentimentos encravados em meu peito inerte – prosopopéia.
E como se calar uma paixão? É ela quem dá sentido a vida; o meu escrever por entrelinhas sem te deixar levar minhas respostas antagônicas. Mesmo que minhas páginas sejam cheias de erros, ou o que eu diga seja bobagem poética mim a fora. Sentir é ser livre habitando um corpo em grilhões, pois o mundo externo não pode arrancar o que sentes na morada da tua realidade mente a dentro.
Chega de charlatanismo perante ao que se sente, essa é a humanidade. A dor e a liberdade, ambas gritam o que é o ofício do sentir. E não importa, se este sentir seja o vazio que está há tempos imóvel em uma mente doente... Devaneios, epifanias, explosões.
Há uma sombra, há uma brisa fria que contradiz o medo de realmente usufruir de palavras doces, mas veja o mundo lá fora, é um lugar repleto de árvores de plástico. Realize teu desejo perverso, seja.
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