segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Angústia ardente.


Hoje, até a solidão é um tormento. Começo, meio e fim sem sentido plausível e memórias que peleiam em minha mente. Por todo o teu pesadelo, não me seguro em anjo algum... Porque eles mentem para manter o controle de uma rosa brotada em possessão., tentativa efémera. Hoje e ontem ao sol vejo que há uma mancha para impedir que a visão se expanda, e que as portas para longe se abram.

Alma, a voz da mente que não quer ouvir. Noites que traem e levam o sono em busca de uma solução mútua. Olhos que ardem ao ver o romantismo arder de uma forma doce e amorosa... É medo e receio de todo o passado ilícito, em grilhões da liberdade do amor, mas o resto... É silêncio. Por ser em partes, partes de segredos irreversíveis de existir. Destrancar as ruínas de um coração e deixar a guarda, é como esperar a chuva em Novembro, ou a liberdade para um culpado em sentença perpétua.

O mundo está pegando fogo. Quem será Fénix que surgirá das cinzas, para o fim épico de uma angústia constante? O jogo em que a vida abriga é perverso. E batalhas fazem parte das estratégias de quem ainda não se salvou... E eu te vejo pelo vidro que impede... A razão e o motivo justo que o mundo me fez lutar. Coníferas inertes, assim como a dor adormecida do tempo.

É real? Ou é demais para questionar. Dentro da minha mente se ocupa o tormento, mas logo abaixo onde o amor não habita mais, a angústia e o temor. Ser cruel, é se livrar de barreiras que você não construiu... É apenas tornar o mundo mais simples por fora, mas complexo para sentir e ainda mais jorrar em palavras... Que por fim, não farão sentido.

"Dar-vos uma resposta sadia. Meu espírito está doente." Hamlet.

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