domingo, 21 de novembro de 2010

Old dead angel.



Hoje eu lembrei que existe algo que pulsa. Porém, eu não tenho coragem de dizer o que é – ou era. Pois é... Eu perdi todas as minhas forças por dois simples motivos: a minha dor se foi, mas ela era a causa do meu ápice, todo o meu calor de sentir. E outro que parte de mim precisou entregar-se ao triunfo da morte, dor que foi para a sombras de um passado incógnito... Que de tanto me sufocou, e por fim me libertou desta forma irrelevante que temo por abranger.

Talvez olhes para mim, e tenhas a sensação de que este mundo de que falo não exista, ou jamais existirá. Armadilha da minha armadura apática! Eu realmente quero sentir pelo menos mais uma vez na vida o que é ser ápice, triunfo e ruínas na vida de alguém que é livre para morrer mil e uma vezes ao meu lado. Mas eu me nego com todas as forças em meus pulsos, me acovardo diante das chances que a vida está trazendo de volta com a maré... Após a imensa onda de dúvidas que me levou para o profundo inerte fim... Sem que me deixasse respirar, muito menos raciocinar sobre o que realmente poderia ser. Mas voltando a ser, porém inerte a sentir realidades...

E se eu esquecesse toda a minha vida? Voltasse a ter o olhar acriançado e impermeável por façanhas passadas, sem experimentar tal fruto proibido de errar? Mas eu matei todos os meus anjos, não desejo mais que me guardem, porque anjos também traem. E em algum momento, não necessitas mais que alguém te resgate de teus pesadelos, ou de seus medos repressores infantis. Sorrisos teus, foram rasgados em pedaços jogados ao fim do abismo, junto com tuas asas pelo chão... Tuas cartas queimam em brasa e tua face é mais uma no meio da multidão. Tirei tua vida de minhas histórias fictícias, não fazes mais parte de minhas resenhas íntimas. Anjos mentem para manter o controle, e nossas vidas inerentes de possessão seguem para que não nos tornemos caos tenebroso. É, estranho, chega de tudo não é? Das palavras que tanto prezei para que fossem tuas... Parte de tua miséria de me possuir, acaba com a minha face indiferente a todas as tuas carências. Eu não morreria por isso...

Don't look back, you're safe now.

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