quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Libertar.


Sabe quando te dá vontade de correr sem destino e quebrar o silêncio com palavras perversas? Todos os meus pensamentos estão em torno de uma mesma tentação: nostalgia. O véu, os fantasmas e a poeira do que não é mais. Tudo que eu precisava... Não me fira por apenas ser o mais intenso e existente dentro e fora.

O mundo está em chamas, e os anjos estão caindo para manter o controle. O café está esfriando e o som da sinfonia se torna pífio diante da lentidão da chegada de soluções. És vã, és humana e estás eternamente perdida.

Talvez exista muito mais que um quebradiço coração que nada mais quer possuir, e muito menos se entregar. Algo que menosprezo. Como cacos de vidro no caminho, não me cortam mais. Porque sentir passou a ser improfícuo diante de tudo que tu és, ou era, mera ilusão que tive após minha guerra, e batalha perdida.

Hoje, me diga que sou fria. Mas se oportunidades nos coubessem... Não seria fácil viver, porque a tudo que restou, a faísca do ápice de uma vida plena de liberdade e amor... Eu me negaria e me nego a todos os meus desejos insanos, pois minha razão é incorruptível, armadura mais que suficiente. Viver como um vilipendiado, vil e deixado não faz meu gênero. Amargo doce fim.

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