terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Arquétipo do viver.


Não é meu coração que está partido. Porém, existem pedaços de mim pelo chão. Partes que não possuem quaisquer definição. E hoje, podes mergulhar em meus olhos, mergulhar profundamente em sangue injetado que lá está. Porque fúria, foi o que deixaste, antes de me deixar morrer. És como algo no caminho, mais que isso, és como uma infecção mente a dentro.

Palavras são como chamas. Lembranças são apenas equívocos utópicos. Vazio é insistir. Vai, e vai... Até que o que costumava ser torna-se poeira, relentando-se diante da vida. Quimérico é o passado, quimérico é o destino, arquétipo do viver inocente de um velho anjo morto.

A verdade intravenosa é o que deveria te afogar. O teu doce amargo sacrifício, a morte de várias de tuas pernosas para que novas possam nascer. Mas mesmo que exista a chance de recomeçar, as marcas não negam o que se deixou morrer. Por orgulho e solidão.

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