
Negar... É o que eu mais tenho feito, e a verdade está escondida debaixo de minha eterna armadura de orgulho, o que me corrói. Talvez seja benéfico guardar, enterrar dentro de mim o que não faz mais sentido. Não havia apenas tu neste reino de perturbações, havia mais... Mais uma mente e um pulsar firme no qual me importo em manter forte e imutável: meu eterno ego, meu escudo negro, meu eu. Não apenas - não mais - o teu inimigo: o meu orgulho antigo; o que tornou-se meu eterno narcisismo de viver.
A tua coroa partiu-se em mil e um pedaços de possessão - que não mais lhe pertence. És previsível demais, em todas as tuas atitudes e olhares desconfortáveis... Não possui veracidade em tuas palavras, apenas tua repressão por medos infantis. Ou talvez não seja nada disso, ou nunca fora... Não há mais “talvezes” por estas bandas... Foi-se o incontrolável imperador do tempo, e a memória falha em tentar perceber o teu devir agir, o meu ser narciso aceitar. Onde está o velho herói dos sonhos épicos?
O amor fora tampouco, mas ao mesmo tempo constante e fugaz, para que não fora eterno também. O restante de dúvidas causam a eternidade de cada momento de súplica, de cada perda de fôlego em meio ao fim de tarde, onde as respostas não surgiam em meio ás lágrimas de sangue de dores que desatinavam em meio a guerra de anseios. Não há mais nada, e tu não estás mais aqui para me convencer de que tudo voltará a ser real, em algum momento em que eu puder me libertar de minha própria alma. Alma afiada que me corta, ao tentar tocá-la.
Chega ao fim, o conto épico sem final. Sem morte, eternidade... Nem mesmo fim, em lugar algum, pois as páginas foram deixadas em branco... E aqui, quem vos fala, cansou-se de escrever... Cansou-se de sentir, causou-se da infinidade de pertencer apenas a este papel. O teu reino de possessão e luxúria vai á ascensão do declínio de toda minha dor, que vai sem previsão de aqui estar novamente.
"Dahlia bathed in possession."
Nenhum comentário:
Postar um comentário