segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

in Fire.


O dia vira noite, enquanto minha pele se queima na fogueira que te aquece. Como um herége é punido por apenas acreditar que o amor não existe, ou que seja ficção, ilusão... Mero conceito utópico. O amor corrompe a solidão, o amor nos torna imortais; quer algo pior que isso? A dor de viver eternamente para que atormentemos e sejamos atormentados.

Lendas regem que podemos ser felizes para sempre, mas ninguém é toalmente – nem cem por cento, nem noventa e nove. Existem dias pífios, noites frias demais para que sejamos aquecidos com o calor de alguém que está lá por mera rotina, e não mais por prazer. A vida não é movida pelo amor, assim como tudo ele é mutável, assim como a dor, o medo e a razão. O pulsar do mundo é mutar-se a cada novo dia... Seguir a regra do devir, é o que unicamente nos é concreto.

Amor não se toca, nem se perde. O amor é mutável, assim como o fogo que me queima em tua fogueira perversa.

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