sábado, 10 de abril de 2010

A Cruz e a Espada.



Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu

E agora eu vejo aquele beijo
Era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo
Se perdeu de mim

E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa
O que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar

(...)

E agora é tarde
Acordo tarde
Do meu lado alguém
Que eu nem conhecia

Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia.


Então aqui estou longe de tudo que me fazia bem... Remoendo a todo instante, memórias que não voltam mais, essa é a realidade... E fica tarde para ressaltar, para dizer... Já nem sei mais o que fazer.

Saídas eu procurei, até então eram viáveis para tudo que estava ali. Mas e o sentimento? A razão faz parte, mesmo assim rejeita o verbo amar. Não havia amor, não há esquecimento de um passado, de algo que realmente me fez feliz, a minha culminância humana! Mas é o que me resta, atração... Sem amor, apenas por experimentar.

Eu corro, a dor está aqui e faz parte de mim... Não há novos lugares, para mim tudo é o mesmo de sempre... Eu só queria você, e, por favor, não se perca de mim...

Eis a minha vida, sempre estive entre a cruz e a espada. A realidade e a vontade.

Eu grito meu silêncio tão alto, será que você o ouve?

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