quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

The same old fears...


Um dia, você acorda e percebe que tudo a sua volta mudou. Que as coisas já não são tão simples assim. Que algumas foram tão rápido. E que agora é tudo tão diferente.

Talvez você tenha vivido intensamente, e perdeu a noção do tempo em que os fatos duram. O tempo em que as pessoas estavam, e o valor devido a cada uma delas, e a cada momento.

Então, o tempo passa... E você começa a sentir falta. Uma dor com uma intensidade difícil de explicar, que acaba virando rotina. E vai que você morre aos poucos... Perde todas as forças, e já nem acredita mais.

Sabe quando nada mais importa? Nada para perder, nada para ganhar. Nem viver, nem morrer... Apenas sentir, sem expressar.

Como se trocasse um papel de coadjuvante na guerra por um papel principal numa cela... Seus heróis por fantasmas... E deixa de distinguir um sorriso de um véu. Trocar conforto frio por mudança, ar quente por brisa fria... Já nem distingui Céu de Inferno.

Chega a extremos, álcool... Enfim, o que te faz sentir pior, e a verdade vêm à tona com mais força... Sangrando mais ainda a ferida que custa a fechar... Ninguém é capaz de te entender, o que você faz ou sente. E nenhuma palavra de salva da amargura da saudade, e a falta que alguém faz... Em pouco tempo de estadia em tua vida.

É perguntar: “Cadê?” e a saudade de responder: “Aqui não está mais!”... Tornando todos os teus dias cinza, sete segundas feiras por semana. Uma distimia incurável, nem por álcool, nem por drágeas de antidepressivos. Apenas por sentir mais uma vez. Começo a desejar que estivesse aqui, para me amparar, fazer a dor cessar... E poder continuar. Sempre quis não precisar... Essa é a realidade, não é preciso... Amor amante desejo a todo instante... É ter, com medo de perder por saber que lá não vai mais estar.

Wish you were here!

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