sábado, 9 de janeiro de 2010

Go out and seek your truth.



"A mente verdadeiramente criativa em qualquer campo não é mais que isto: uma criatura humana nascida anormalmente, inumada mente sensível. Para ele... um toque é uma pancada, um som é um ruído, um infortúnio é uma tragédia, uma alegria é um êxtase, um amigo é um amante, um amante é um deus e o fracasso é a morte. Adicione-se a este organismo cruelmente delicado a subjugante necessidade de criar, criar, criar - de tal forma que sem a criação de música ou poesia ou literatura ou edifícios ou algo com significado, a sua respiração é-lhe cortada. Ele tem que criar, deve derramar criação. Por qualquer estranha e desconhecida urgência interior, não está realmente vivo a menos que esteja criando." (Pearl Buck)

Criar? O que é uma mente criadora? Saber se expressar? Ser autônomo?

Todas as artes me instigam; uma palavra dita, uma palavra escrita; uma composição, um simples poema, uma música composta, a erudição. O passado humano, as descobertas, os enigmas. Todas as dúvidas que nos trazem a ciência, um todo. A humanidade em si.

Uma simples combinação de palavras, um simples relato. Minha expressão, minha motivação. Escrevo, para desabafar, esquecer, lembrar, descobrir, criar. Um mundo alternativo meu... Onde não há certo ou errado, bom ou ruim, tudo apenas é. Liberdade é vontade, e única lei.

Onde os motivos são simples, e a vontade de tentar nos faz humanos. Todas as coisas simples são aproveitadas como devem ser; um sorriso, um abraço, um banho de chuva, lágrimas que nos purificam, o Blues, o som do vento, a luz da Lua, observar as nuvens e suas formas... Acreditar, que alem de tudo o homem é capaz, mas não de interferir nas criações divinas, pois diante delas não somos nada.

E pessoas com uma mente criativa, são capazes de mudar o mundo. Pois são inovadoras, criativas, autônomas, corajosas... Mas a maioria as ignora. Porque estão todas socialmente assustadas, é a coragem desapega ao tamanho perigo do mundo, da humanidade doentia.

Me explica a grande fúria do mundo? Que não quer mudança acredita que caminhando assim, tomando um “atalho” para as formas primitivas, deixando seu lado irracional de lado. Tornando-se por inteiro, um ser racional onde o tempo é dinheiro, e já nem têm mais tempo para sentir quem realmente é.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.


Arte, sempre me enriquece, enobrece, deslumbra. Mas a cultura é pra poucos, a percepção também. Nem todos têm os mesmos pontos de vista, opiniões.

A música, arte, erudição me eleva a extremos de mim, é a cura do meu vício em descobrir sobre o que está. E como diria Goethe; "Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas." – assim poderíamos compreender o mundo, teríamos educação, apreciação pela cultura, arte. Essa é a doença da América, que se fecha a futilidades, esquecendo de quem é. Orgulha-se do fruto da cultura mais “rica” do planeta! Mas não reconhece.

Minha única vontade é a liberdade, a expressão, a verdade. E que antes que o mundo acabe em fim, nos salvemos de nós mesmos.

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