
Nitidez camuflada em esboço abstrato alinhado; Diante de cores vivas em prol de uma realidade morta; Ruído ao bater da porta, som do tiro sem alvo que vai-se abafado. Não há aviso de aparição, mas a harmoniosa inconstância de estar. Vai-se dia, ainda estando claro, permanece-se em angustia funérea. Volta-se e avança-se ao início, sem piedade nem mesmo tranquilidade. Recém atirado ao fogo, ateado a frieza do real. Não és Ades, não és deus, nem mesmo alteração sã. És ausência na presença.
Sem fundamento, nem eira, nem beira. Pouco possui destino, metafórico, porém uno. Onde está a substância? Onde está o sentido e a poesia? És um garoto com um tornado em suas mãos fracas, suspendidas por pulsos cortados por um passado irrelevante regado de inconsequência.
É o fim de mais um dia sem sombra, repleto de luz e ironia. O mundo sorri em nitidez morta que os pixeis projetam, a vida, a felicidade, a utopia regada de hipocrisia. Finda! Finda tudo isto! Carregue as verdades nas costas, mesmo que elas pesem, esqueça irreal que te cegaste por toda vida... Tampe os ouvidos, os tiros cessarão.
A tua mente correrá o mundo, todas as cores que nunca te mostraram que poderiam significar felicidade. O que está aqui é feito para amanhã degradar, é fugaz, como a juventude. Porém não como as verdades inatas. Que diante se ofusca diante dos holofotes, mostra ter outros olhos. Vão e inútil como a massa vital.
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