quinta-feira, 30 de junho de 2011

Horror Show em ruínas


O restante.

Ou o início? Ansiando o que jamais for tocado.

Sentimentos anônimos, provocados por percepções. Onde está a denominação? Escapa-me a mente, após a embriaguez de fatos expostos por palavras vãs, que mesmo sem valores atribuídos ás metáforas. Falta-me ânimo, mas hei de correr a favor do vento, juntamente com a angustia de dar a este sentir um nome, simples. A prosopopeia.

Mas agora... O restante está esgotado. Os dedos sangram após querer impedir a foice da realidade, que tenta atingir meu rosto para que ajam mais marcas. Fins voltando-se aos meios, o vento sobra em direção contrária. Não há mais, ou há, ou apenas não está e quer liberdade para que possa finalmente deliberar.

Mudança;

Plenitude;

Finalidade.

Agora e ontem, sem nem ao menos haver cisão de tempo. É a repetição sem virtude de se manifestar a favor de tudo que pertence ao ver, percepção. Sem estrutura, apenas baseado em orgulho... Mas agora, nada mais importa. Atiro-me ao som de jazz, as teorias escorrem pelo papel, sem resposta alguma... Porém nada se concretiza onde a torre se deteriora sem alicerce, a sombra do súbito fim. As ruínas caem por terra, como as cortinas se fecham em meio a uma tragédia. O Horror Show desvanece.

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