domingo, 29 de novembro de 2015

Criei uma imagem que me devorou, eu nem sei mais o que reflete, nem sei se pode refletir ou morreu. Matei minha poesia, matei toda a vontade que tinha de ser, deixei morrer quem imortalizei, saltei dentro e mim de tal forma que não consigo mais me recuperar, eu me afoguei no tempo de tal forma que minha potência não consegue me salvar por vontade. É a solidão do café frio, daquele quarto que nunca fomos, da cadeira de balanço vazia, das páginas manchadas pelo tempo e das metáforas baratas, juvenis e inconsequentes. Criminosas como minhas feridas, como minhas vísceras... Não tenho mais adjetivos, não tenho a vontade e nem constância nos meus 20 e poucos anos.

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