"- Ela é só uma criança, meu amor."
Eu lhe dizia tomando meu último gole do que seja lá o que
tinha naquele copo, dando o último trago e ajeitando as pernas.
Copos vazios, mas cheios das dúvidas que eu te deixei...
Ela é criança, mas não no modo de se fazer mulher. Não na
forma de se atirar ao relento sem medo de ir tarde. Ela só sorri às cores e aos
colírios, a literatura moderna stop, às palavras de Neruda em Canto Geral sem
sentido algum de ser Tupac , mas ela te sorri fraterno, porém não te leva o desassossego.
Eu sou tua cama,
mesmo que desarrumada.
Eu te espero no fim da noite quando nada mais tens a falar.
Eu sou teu lembrar em meio ao olvido da ebriedade.
Eu quero te levar pelo mundo, pelas mãos - se você quiser.
Eu sou teu kitsch mais precioso.
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