domingo, 7 de julho de 2013

Sobre as cinzas e o desejo.

Ele toma seu café pra fumar. Observa os carros e o movimento inerte dos homens canônicos e o céu, o breu de um dia ensolarado.
O amor é louco e a angústia incessante.
Ele acende o cigarro.
Sinto meu corpo e este faz alusão ao toco manuseado, saboreado, aceso, envolto por entre seus dedos.
 As minúcias do que é desejar. A mente torna-se plástica, maleável e volúvel; a anuência sendo negada.

Um comentário:

  1. Ele toma seu café pra fumar, pois sabe que o único gosto que sentirá nos lábios será o do café, afinal outros lábios não desejam os seus. Carros passando diante de homens que sentem no ar o cheiro da frustração e do fracasso, ou será só o cigarro?
    Loucura, insensatez, falta de amor próprio, devaneio, desgosto, reais minúcias de desejos inconclusos. autopreservação exacerbada e incompreendida, repulsa, repudio, tristeza e de pois que o turbilhão acaba o que resta.....
    só nós dois..... outro café..... outro cigarro.

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