terça-feira, 8 de novembro de 2011
Falsetas em faces metafóricas
Recebi uma visita, como sempre é inesperada... A metáfora quis se debater entre suas mil e uma faces, diante da minha. O que sempre significa um novo sentir, a salvação do pífio, o escalar do tédio. Em meio de dias que contém requins como trilha sonora, não há nem mesmo o velho jazz. E de diferentes maneiras, até o ideal se esconde em meio a monotonia cinza de um dia ensolarado onde os sorrisos se misturam com a charlatanice que vos salvam de mim.
É cansativo e irrelevante. Dizer o que é falado, mas sem se quer dar ouvidos ao seu próprio susurro... A “perfeita” vitória do bem... Até que a eterna luta entre o bem e o mal chegue a seu triunfal estopim. Os sorrisos se misturam com as feições verdadeiras e moribundas de quem não quer enxergar a metáfora sádica, sátira que a vida nos sucumbe sem nos orientar.
São verbos no imperativo, valores transcritos por cima do âmago esquecido até mesmo por quem sabia rezar. Dias vendidos à incapacidade de viver, feições a mostra sem sentir, e o que é mais preocupante: o descaso aparente da alma.
As crianças gritam, os gatos são cinzas, as metáforas são bobagens, a alma é imaterial e a consciência calou-se... A vida em teu seio é como degustar whiskey pelo olfato, sem poder beber – apenas não é estar.
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Digno!
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