sexta-feira, 13 de maio de 2011

Metaforicamente



O mundo caiu em minhas mãos, e em certos momentos não sei o que fazer dele, poderia arremessá-lo ao vento que uiva em direção ao fim. Porque eu acredito que já o vi, pelo simples fato de nada começar por si. Acabei decidindo por princípios próprios... O “let it be” da vida é intenso, mas a distimia é tão gélida quanto estar em meio a multidão que grita verdades que você não quer ouvir, o que fez com que me levantasse e reagisse contra a ausência.


Domingo 06:56 a.m

Acordar com a sensação de que todo o teu ontem é hoje. A tua vida possui aquela simplicidade já decifrada, dúvidas em seu devido lugar... Ressaca física de estar embriagada de sobriedade. Lucidez.

Não, não há nada em seu devido lugar. Muito pelo contrário.

Então seu consciente desperta. Não há ! Até mesmo teus cabelos mudaram, o som da tua voz te assusta... As paredes perderam a cor, e o Sol nem ao menos está lá... E é aí que percebo novamente, vi o fim, vi a morte de um eu que hoje mal reconheço ou tenho medo de reconhecer.


Talvez seja filosófico, metafísico, aristotélico, platônico, utópico, rebuscado, complexo demais... Mas ainda existe essência. E tua alma sempre te guiará a ela. O teu ontem, irá lembrar o teu princípio que hoje foi colocado em prática, mas não com tanto fervor idealizado... O teu amanhã não será como ontem e nem hoje, mas há o que carregar em teus bolsos, o simples fato do vivido, do sofrido, do valorizado que tua essência conhece como um pastor a suas ovelhas.

É, ando vivendo por metáforas que só fazem sentido lidas pelo meu eu-rílico. E quando vivo desta forma, o tempo não é o mesmo... Até mais devagar que o próprio pulsar do peito.

Ps: Mudanças de interlocutor proposital. @thhs_ :)

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